quinta-feira, 1 de outubro de 2015

That dogday is over, quase como cantou a Florência...

Também há dias duros no trabalho de sonho e na fase de maior realização a nível profissional.

O dia começou com algumas pressões.
Tinha tarefas muito sensíveis e com deadline muito apertado.

A caminho do trabalho li a primeira carta do apóstolo João, o discípulo amado, e comecei serena.
Falei com Jesus e pedi-Lhe para que enchesse a minha vida com Ele. Que é vida, que é a Vida. E que eu pudesse de alguma forma passar isso para os que me iriam rodear ao longo do dia.

Cumpri com parte das obrigações no sonho, fui para a instituição e o dia até estava a correr bem até que chegou o L.

Tinha estado com as meninas num espaço que chamamos "A hora das meninas" e desenvolvemos temas sobre a autoestima, estive no apoio escolar de ensino especial e quando terminei tive de ir resolver uma tensão.

O L. é um adolescente muito problemático.
Ele está cada vez mais desconpensado e, infelizmente, não tem ajuda...
Eu não consigo fazer mais. Sou limitada...

Chegou ao espaço e só fez porcaria, inclusive empurrar-me e bater-me (atenção deu-me uma chapada no braço).
Graças a Deus, graças a Deus que temos câmaras de vigilância, graças a Deus que fiz-lhe frente sem nunca usar de violência ou agressão física e/ou verbal (foi mesmo Deus a segurar-me no momento). Apenas o aplacava e impedia que ele saísse do espaço.

Depois o meu colega Joni interveio e eu entrei em contacto com a mãe dele.
Tivemos de falar com a mãe dele e com ele. E eu estava impressionantemente calma.

Quando o puto sai com a mãe, comecei a tremer das pernas e uma raiva a subir-me pela corrente sanguínea.

Fiquei mesmo furiosa!
Só queria encontrar-me com o puto no parque para lhe partir ao meio!!

Opá, quando ele me dá a chapada tive uma vontade de lhe mandar um "queque" no meio dos dentes e partir-lhe aquela fronha.

Saí do trabalho completamente furiosa e fui "acabar" as tarefas com deadline.
Sim, sim... só fiz porcaria, chorei e vim para casa.

Amanhã é um novo dia...
Seja o que Deus quiser. Mas se Ele quiser fazer um milagre eu estou tão recetiva...

Fogo, que dia!!

Só de me lembrar que ainda ontem, eu e a Fátima orámos pelo bairro, pelos miúdos, por nós... mal sabia o que me esperava.
E no meio disto eu só penso no que será deste bairro, destes miúdos quando o projeto acabar...
Onde irão eles procurar um abrigo?

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