A 6.ªf, foi um dia bem mais calmo.
O fofo tinha de fazer teletrabalho. Por isso, ficou grande parte do tempo ausente.
A minha flor desabrochou:
Acordei, fui tomar o pequeno-almoço, e conversámos imenso.
Os tios, foram tratar de algumas coisas necessárias e eu fui ver as vistas. Depois, fui ainda ver como estava o fofo e trocar algum carinho.
Almoçámos e depois de almoço, decidimos ir fazer uma caminhada.
Saímos para o caminho de sempre e o tio Helc fez-me uma pergunta bem simples mas profunda (como sempre): Se pudesses pedir a Deus alguma coisa, o que seria?
O tio Helc partilhou que pediria por mais amor. Porque o amor é essencial, é o vínculo da paz, apaga uma multidão de pecados, é que nos ajuda a suportar-mo-nos uns aos outros.
A tia Ang, partilhou sobre um livro muito interessante que o Peter aconselhou a ler. Esse livro fala que a nossa caminhada passa por duas fases. A primeira, onde as nossas convicções são fortes e firmes, onde somos intransigentes e até teimosos. Essa fase, ajuda-nos a criar reservatórios para a segunda fase. A fase em que já estamos mais velhos e mais sábios mas também mais frágeis. Nessa fase, utilizamos essas reservas para continuar a caminhada.
Foi bem interessante!
Eu respondi que pediria mais Dele próprio. Porque há momentos específicos da nossa vida, com os desafios específicos e muita das vezes nós sabemos nem o que queremos nem o que precisamos.
Há alturas que vai ser preciso amor, outras paciência, outras graça. Podemos pedir isso. Mas há momentos em que vais precisar de santidade, de purificação. Essas coisas são difíceis de pedir. Pedir essas coisas, leva-nos a caminhos de sofrimento... mas é aí que precisamos mais de Deus.
Estávamos a meio do caminho e começou a gotejar. Decidimos voltar para casa (abençoada sabedoria da tia Ang). Só fizemos é bem. Assim que metemos os pés dentro de casa e tirámos os casacos, começou a chover que foi uma coisa parva!!!
Aproveitei para traduzir um pouco.
Lanchámos, o fofo fez-nos companhia e depois foi o momento da “verdade”!
Eu sabia que não iria sair de Mondim sem “resolver” as pendências do coração.
Os tios sentaram-se comigo e perguntaram-me sobre as situações. Eu falei e eles notaram muita mágoa nas minhas palavras...
Sábios como eles são, conduziram-me à oração. Oração por perdão, libertação da mágoa e da vingança.
Foi um momento mega doloroso!
Doeu horrores. Mas fez-me muito bem. Orar e perdoar. Limpar o coração. Arrumar e processar o pensamento.
Foi super importante.
Acho que o A não percebeu muito bem o que se passou, mas teve o cuidado de deixar-nos “em paz” para conversar e tratar do que fosse necessário. Sou muito grata pela sensibilidade dele!
No final, a tia Ang disse-me “Belinha, tu estás a ser podada. Mas a poda não é o final disto. Isto está a acontecer para que tu dês mais fruto. Estás a ser podada e dói muito. Mas a poda não é o final!”
O tio Helc, em Deus, reafirmou coisas muito importantes: o amor de Deus por mim, o como Deus está atento e vê, como Deus vê a pureza do meu coração.
Jantámos, um bom jantar. Depois fomos “ver” um filme...
Eu adormeci nos primeiros momentos e pronto...
No final do dia, eu e o fofo, ficámos à conversa. Aproveitámos para estar um bocado juntos e, eu, para receber conforto.