terça-feira, 31 de julho de 2018

A Belinha em Missão #13

Resumir um mês num post não é fácil, muito menos é seleccionar pedaços das experiências vividas de forma a vos explicar e de alguma forma contagiar a alegria que quem viveu sentiu. Não é nada fácil, mas irei tentar!

Ir para Pedrógão Grande e realizar um programa infantil, implica muita logística.
Tivemos muito trabalho mas ficámos super felizes e orgulhosas do resultado final.


Esta porca, que chamei de "Princesa", é o meu
orgulho! É o animal mais bonito que fizemos.
Uma das necessidades que tínhamos era de ter uma equipa a apoiar-nos nas várias actividades.
Deus foi mesmo fiel para connosco e mandou-nos tudo aquilo que precisávamos.

Começamos por ser acrescentados com o casal Hermen e Marjolein.
Eles chegaram a Fátima com o intuito de entrevistar o João, por causa do trabalho que se desenvolve lá. Ao verem que estávamos apertados de trabalho, ficaram a ajudar-nos durante a semana e juntaram-se a nós. Vivemos juntos por duas semanas e eles tornaram-se uns fantásticos companheiros de viagem. Que bênção!! 


Da esquerda para direita:
João, Natália, Moi même, Marjolein e Hermen

Depois, recebemos a Equipa que veio do "Transform". Eram quatro raparigas muito simpáticas:


Da esquerda para a direita:
Jenny (Inglaterra); Hannah (País de Gales); Katy (Escócia); Ana (Portugal).
Os outros já são conhecidos ;)

Também tivemos o apoio logístico da família Francisco.
Os filhos deles Daniel e Pedro, os gémeos, são miúdos que nos impressionaram muito pela positiva!
Têm um coração e uma prontidão para servir que foi mesmo inspirador. O Joel esteve connosco menos tempo.
Família Francisco:
Daniel, Conceição, Pedro, Joel e Carlos

De 4ºf a 6ºf, 18 a 20 de Julho, executámos o programa infantil, no Centro Escolar, e esse foi o grande foco dos nossos esforços.
Planeamos três dias de programa com Workshops, músicas, jogos e brincadeiras, das 14h às 17h.
Articulámos as coisas com a Câmara Municipal.
Uma semana antes, fomos visitar o espaço e a coisa não correu assim muito bem.
Não fomos nada bem recebidos, pelo contrário, o director do Jardim de Infância (onde iríamos estar) disse-nos que não tinha sido notificado de nada. Uma outra professora, membro da direcção do Centro Escolar, é que nos recebeu (com muita simpatia e disponibilidade) e mostrou-nos o espaço.
Colocou-nos completamente à vontade para usarmos as salas que precisássemos e os utensílios disponíveis.

Na semana seguinte, o tratamento não foi nada diferente!
Chegámos à escola às 09h, tivemos o tempo devocional juntos e texto do dia era em Hebreus 12:2-3, então sentimo-nos desafiados a somente focar os nossos olhos em Jesus.
Começámos a dar os últimos retoques e montar as coisas todas pelos espaços.


Ao início fomos tratados com muito desdém e desconfiança por parte das auxiliares e professoras (o que é normal).
Elas referiam-se a nós como "são uns missionários quaisqueres"/ "essas coisas são dos 'missionários' ".
Perto da hora de almoço, quando já tinhamos praticamente tudo a postos, recebemos a notícia de que houve uma falha de comunicação entre a Câmara e a escola e que possivelmente não iríamos ter crianças...
Depois de algumas conversas, ficamos com o grupo de crianças que estava a frequentar o ATL, um grupo de 35 crianças. O nosso programa estava planeado começar às 14h e só começamos às 15h50.
A coordenadora do Jardim de Infância, não deixou que os meninos (dos 3 aos 5 anos) se juntassem a nós, então aceitamos esses que nos foram permitidos
Numa conversa, decidimos que iríamos fazer uma partilha soft/ leve do Evangelho.

Montamos as coisas todas e ficámos com este resultado:

"A Quinta da Semente"
Decidimos contar a parábola do semeador, por isso criamos uma quinta, com um celeiro.
A Natália, falou sobre o Semeador. Contou uma história que apresentava o Senhor como o o criador de todas as coisas, aquele que criou os céus e a terra, os animais e que criou o homem e a mulher, à Sua imagem e semelhança.


Num dos momentos, a Natália usou o exemplo da perfeição do nosso corpo e uma das crianças, de olhos arregalados, respondeu "Deus É perfeito".
Terminámos o dia a questionarmo-nos "se esta é a abordagem soft do Evangelho, como será a abordagem pura e dura?".
Os jogos que a Marjolein e o Hermen dinamizaram também foram um sucesso.

No segundo dia, tivemos muito mais problemas do que no dia anterior (devido às tais confusões de comunicação), mas a postura das pessoas já era totalmente diferente.
Trataram-nos com muito respeito e (até) apreço!
Fizemos o devocional em conjunto, e o desafio era de permanecermos em comunhão (representarmos Cristo enquanto comunidade de discípulos), conforme Colossenses 3:1-17.
Algumas pessoas da igreja de Tomar se juntaram a nós e foi muito bom porque vieram acrescentar-nos o que faltava!

Estávamos a orar e a meio, fomos interrompidos com a notícia de que afinal já não poderíamos ter as crianças connosco porque a Câmara solicitou a presença delas para um evento. Mais uma vez, as falhas de comunicação fizeram com que tivéssemos de nos adaptar. Depois das negociações, decidimos que iríamos ter um pequeno tempo com os miúdos depois de almoço, 13:15h, e depois às 16h, voltaríamos a estar com eles.

Era a minha vez de contar a história e então falei sobre o terreno.
Contei e expliquei a parábola mas também disse que o Semeador, que conhece bem os terrenos, está disposto a ir ao nosso encontro para limpar os solos e fazer deles terrenos férteis, que produzem fruto com abundância. Mas que para isso, era necessário haver reconciliação.
Reconciliação entre semelhantes (coleguinhas, professores e auxiliares, pais) e com Deus!

Eles continuaram a responder muito bem à mensagem e as auxiliares passaram a querer estar perto de nós, a queriam conversar e aprender algumas coisas connosco.
Uma até disse "É pena que vocês já se vão embora! Isto é tão bom. Os jogos, as actividades, as histórias que vocês contam... era bom que viessem mais vezes".

À tarde, fizemos jogos, workshops de culinária e de fantoches de meia.
Os miúdos ficaram radiantes!
Estas bolachas fizeram a alegria dos miúdos e graúdos :)
Voltamos a questionar: "se esta é a abordagem soft, como seria a abordagem dura?".
Mas também constatamos que tudo aquilo que estávamos a fazer era fruto da soberana vontade de Deus. Era Ele quem nos colocava as palavras na boca.

O terceiro dia foi ainda mais difícil, porque aí não tivemos mesmo miúdos!
No tempo devocional, recebemos o desafio de Mateus 22:37 e isso inspirou-nos a continuar com o plano do dia e a amar ao Senhor. Independentemente do que iria acontecer, queríamos amar ao Senhor.
A Câmara planeeou uma ida à praia e então não tivemos crianças, só que Deus foi tão misericordioso que nos deu um grupo de adolescentes.
O pessoal foi jogar à bola no recreio e daí estabeleceu-se uma ponte para falar com esses adolescentes e partilhar com eles o Evangelho (e existiu essa disponibilidade porque foram jogar à bola com eles).
Todos são bem-vindos

No fim, não foi um dia perdido.
A soberana vontade de Deus continuou a prevalecer!

Nós tivemos a oportunidade de, numa escola pública, anunciar o Evangelho!
Anunciar que Deus é o criador, que nós fomos feitos à Sua imagem e semelhança e que Ele quer se relacionar connosco, reconciliar-se connosco!
Só por isso, já valeu muito a pena.

A campanha terminou no sábado, dia 21, com um churrasco que quisemos proporcionar não só para os membros das congregações mas também para a população em geral.

A verdade é que não apareceu ninguém fora da "bolha" dos cristãos...
Isso foi um bocado triste porque programámos uma peça de teatro de fantoches e tudo...
Por outro lado, esse tempo de convívio serviu para fortalecer os laços, o que para a estrutura da igreja era necessário.

Creio que a nossa visita à região, serviu como lufada de ar-fresco e de ânimo para a igreja e, principalmente, para a família pastoral!
(O pastor Carlos, está a cuidar de sete congregações... sozinho!)

No domingo, fomos visitar as congregações de Fonte dos Sapos e Castanheira de Pêra.
E assim, terminámos a aventura em Pedrógão :)


O período em Pedrógão foi mesmo muito bom!



quinta-feira, 26 de julho de 2018

Nazaré


Hoje vivi um dia muito lindo e especial. 
Os “avós Gameiro”, ofereceram-nos o dia nas bandas de Nazaré. 
Eles souberam que eu não conhecia os cantos bonitos, então levaram-me a viver um dia que, apesar do nevoeiro, foi inesquecível. 

Sou grata a Deus pela generosidade deles e por este mimo impressionante.
Estou muito feliz. Foi um dia muito feliz. 

Depois de ir a bordo do “Messenger”, fui à Nazaré. 
Opá, lindo 💛

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Coisas bonitas de se ouvir #59


Isto, da fadista Mariza. 
Não sou apreciadora de fado, mas sempre fui fã de uma boa letra. 
E esta... mexeu comigo!

Ouvi-a ao vivo no concerto que ela deu em Pedrógão Grande. 
Tenho vindo a remoer esta letra. 
Muito boa, muito forte, muito profunda e intensa. 

sábado, 21 de julho de 2018

Coisas bonitas de se ler #17



Este livro chegou-me aos olhos. Estava numa prateleira que eu já tinha vasculhado umas três vezes. 
De repente ele “saltou”. 

Devorei-o em dois dias. 
É fixe!
Veio consolidar alguns conhecimentos e trazer “luz” sobre assuntos que não sabia. 

É um bocadinho mais fácil entender as pessoas que amo, uma vez que já sei identificar as suas carências e formas de amar. 

É um livro fixe!

quinta-feira, 19 de julho de 2018

A Belinha em Missão #12

Mais uma vez, estou a viver algo impressionante:

Deus é mesmo soberano!
Deus é mesmo soberano e poderoso. O Seu poder prevalece. A Sua vontade prevalece. Os seus propósitos prevalecem sobre tudo isso. 

Estou em Pedrógão Grande e estou a viver isto. Estou a ver isto a acontecer numa escola pública. 
Estamos numa escola pública a partilhar sobre o amor de Deus!
Clara e abertamente. 

Sou muito grata a Deus, sinto que é um privilégio enorme poder estar aqui e fazer parte disto!



terça-feira, 17 de julho de 2018

A Belinha em Missão #11



Ele há com cada coisa, hãm??
A miúda que detesta viagens, fazer e desfazer malas, anda por aí a deambular. 
A miúda que gosta de estabilidade, que gosta de ficar em casa e só sai para fazer o indispensável, agora vive quase que “ao sabor do vento”. 

Acho que nestes dois meses, já fiz mais kilómetros do que fiz no ano passado inteiro!
Ora bem, até agora foi:
Lisboa- Fátima 
Fátima - Mondim de Basto
Mondim de Basto - Fátima
Fátima - Lisboa
Lisboa - Coimbra
Coimbra - Pedrógão Grande...

Estou quase uma papa kilómetros!
Tudo isto com malas para cima e para baixo...

Só me falta mesmo começar a gostar desta vida...

“Ter ou não ter”



O meu Bogart...
Este filme também é muito fixe. 
Tem um bocado do estilo do “Casablanca”, também aparece o diálogo romântico com a Lauren Bacall. 

Está muito fixe!
Lines muito fortes e intensas.

Gosto tanto da Hollywood dos anos 50!
Gosto das roupas e da sua estética, claro, mas gosto da pureza... eles não saltavam para o pescoço uns dos outros e nem haviam cenas de sexo explícito como há hoje...




terça-feira, 10 de julho de 2018

A Belinha em Missão ou quotidiano no campo #10.1

Pôr-do-sol, da janela do meu quarto
Tenho de começar por escrever que sou muito grata a Deus por estar a viver aqui em Fátima.

Apesar dos dias difíceis, continuo a ter muita alegria por estar aqui, ter a certeza de que estou no sítio onde Deus me quer e a fazer aquilo que Deus me indica.
Continuo a sentir-me realizada!

Os Rodrigues são tão fixes. Uns favos de mel!
Acho que é mesmo a melhor forma de os caracterizar: Favo de mel.

Gosto muito do João Estevão e da Natália, minha companheira!!!
Eles são um casal que ama e teme ao Senhor, que deixou tudo para trás para servir a Deus. Um verdadeiro exemplo.
João Estevão e Natália Rodrigues
Eles têm muita rodagem... neste caminho que eu agora percorro, eles já vão com milhares de kilómetros de avanço, mas continuam a manter o coração de criança, dependentes de Deus. Até nas coisas que parecem ser "básicas"...
Eles ensinam-me muitas e valiosas lições.
Sinto-me como uma esponja pronta para absorver e tenho orado para que estas lições fiquem mesmo gravadas no meu coração.
Aliás, eu fico sempre muito impressionada ao conviver com os missionários. Eles são espetaculares e têm os mesmos traços comuns: 
1º Não "batem muito bem da bola". Eles são visionários e têm uma capacidade de antever as coisas, uma esperança muito firme em Deus e nas coisas que Ele pode realizar;

2º Têm uma confiança inabalável em Deus. Sei que isso é fruto da convivência e da experiência com Deus. 
Eles são aqueles que mais me encorajam e a forma como eles falam é tão cheia de segurança.

3º Têm imensas histórias inspiradoras para contar sobre toda e qualquer circunstância da vida!
Que cena...

A Natália é das minhas.
Foi tão fácil o nosso encaixe. Ela têm uma paixão profunda pelo Senhor e um ministério infantil muito forte!
Ela até tem um ministério com fantoches, podem espreitar aqui!
Ela é artista e tem uma sensibilidade apurada para as coisas. Gosto mesmo muito dela!
Ela é uma mulher piedosa e ensina-me mesmo muito, dá-me ferramentas e materiais para eu também aperfeiçoar o meu trabalho. Sou mesmo muito grata por terem sido eles o casal que me acolheu e que me "abre o caminho".

Tenho vivido todas estas coisas maravilhosas mas também tem sido um processo complexo.
Tem sido muito difícil lidar com as saudades de todos os meus ambientes normais e de conforto. 
Esta é a primeira vez que estou longe de casa e por tanto tempo.
Tenho tido muitas saudades da minha família, amigos, igreja, casa, trabalho e caos urbano.

Tenho descoberto que sou uma menina da cidade até à mais pequenina ponta do meu ser!
Tenho muitas saudades do Metropolitano de Lisboa, tenho saudades do trânsito, autocarros apinhados de gente, poluição e da confusão da cidade.
Num dos dias aqui, pensei assim "Ó Senhor, por favor, deixa-me só ir a Lisboa durante uma hora. Quero ir ao metro do Marquês de Pombal ou do Campo Grande, em hora de ponta. Preciso de ver pessoas e de sentir a confusão da cidade".

Adaptar-me à vida na aldeia não é fácil. Principalmente porque há muita calma, é tudo muito paradinho. As horas passam devagar, não se vê gente na rua (quer dizer, tirando uns quantos peregrinos e os homens da obra que está à frente da nossa casa).

Sobre Deus nisto:
Agora, depois de fazer o luto do Equador, percebo que Deus sabia mesmo por onde deveria começar. Eu tinha mesmo de vir para Fátima!
Deus foi mesmo muito meiguinho comigo não permitindo que fosse já para a América Latina!
Eu não iria ter arcaboiço para aguentar uma mudança tão drástica.
Aqui, nos meus dias difíceis, posso conversar com a Natália, em português. Consigo expressar-me na minha língua, o que ajuda no processo de lidar.
A qualquer momento consigo fazer uma chamada e ouvir uma voz familiar, sem interrupções porque a chamada é cara ou porque a Internet está a falhar.

Também tenho aprendido muito, sobre muita coisa, atingindo várias camadas da minha estrutura de Ser-humano. 

Lições:
1. A disciplina na gestão de horários: Uma coisa que aprendi aqui, logo nos primeiros dias, é que o missionário tem de ser mesmo disciplinado na gestão e manutenção de rotinas.
Como não temos nenhum patrão que nos controla os horários, podemos sempre cair num dos extremos: sermos ou preguiçosos ou de trabalharmos até a exaustão, não nos preocupando com o descanso físico e mental.
Graças a Deus, aqui temos muitas rotinas. Temos horários definidos para acordar e trabalhar, fazer as refeições e para descansar.
Claro que nada disso é em regime militar e, às vezes, o volume de tarefas não permite seguir os horários à risca, mas mesmo nesses dias, mantemos as rotinas!
E a OM cobra dos seus missionários um dia de descanso. Escolhes o quando, mas no dia específico não se trabalha. É obrigatório descansar!

2. O missionário depende de Deus: Outra coisa que também aprendi de imediato é que nós dependemos de Deus para tudo. Principalmente nas rotinas do dia-a-dia.
Todos os dias, no devocional da manhã, eles oram pedindo a orientação Deus para o dia e para que Ele "faça prosperar o trabalho das nossas mãos".
Isso desperta a nossa consciência para a presença de Deus, para a Sua companhia nas nossas actividades. Deus está connosco e nos ajuda. Não fazemos as coisas confiados na força do nosso braço.
É uma dependência diária da graça e misericórdia de Deus.

3. Qual o valor de uma alma?
Depois de sair do santuário, vim muito perturbada com aquilo que vi, mas ajudou-me a valorizar a salvação que Jesus alcançou em meu favor!
Jesus pagou um preço muito alto por mim... Mesmo muito alto!
E essa dádiva faz de mim uma pessoa livre. Livre da cegueira espiritual e rituais, livre da escravidão do pecado e trouxe-me uma esperança para o futuro - de que irei passar a eternidade perto de Deus - mas também para o presente - Deus é mesmo comigo. 
Pela obra de Jesus, SEM intermediários, único e suficiente, hoje eu sou uma filha amada, preciosa aos Seus olhos, justificada, santa.
Posso chegar-me a Deus que Ele chega-se a mim e tem prazer nisso. O Deus, criador de todas as coisas, o Poderoso Deus tem prazer em mim, em cada um dos Seus filhinhos!!
Mas essa visita também veio criar uma paixão e compaixão pelos perdidos. Ao ponto de querer fazer alguma coisa e não me conformar com desculpas e subterfúgios.

4. Auto-controlo: Não me meter em mais do que posso...
Esta é uma lição em aprendizagem constante...
Cada vez que vou a uma congregação ou vejo um grupo de crianças a minha cabeça começa logo a flutuar e a magicar coisas. 
Desde que cá cheguei, acho que já planeei na minha cabeça, 70 programas infantis, 10 retiros, 5 acampadentros e 3 EBF's (Escola Bíblica de Férias).
Cada vez que vamos a Ourém, sinto que devia fazer lá alguma coisa. Mas tenho de me controlar...
Às vezes apetece-me pedir ao Senhor todos os dons!
Já desejei saber tocar instrumentos variados, capacidade para lidar com as situações específicas que ainda nem aconteceram, mas eu só sou uma, e aquilo que Deus me deu é o que Ele quer usar.
Tenho de me controlar.

5. Deus cuida de mim!
Deus cuida mesmo de mim.
Cada vez que me sinto mais em baixo, acontece sempre algo que me mima e revigora.
Há pouco tempo, tive a oportunidade de ir visitar os meus tios Lange, Missionários em Mondim de Basto.
Essa oportunidade chegou como um bálsamo para mim. Um mimo muito especial do céu. Estava muito triste nessa fase e, fui para Mondim, a minha "cidade refúgio". Podem espreitar aqui.
Recebo uma chamada ou SMS de alguém que me encoraja e expressa o seu amor.
Mas o mais importante é ver como sou revigorada através da palavra de Deus.
Quando vou aos cultos, sinto que as mensagens são para mim, falam comigo ou no devocional, aquele versículo que de repente toma forma e tens um entendimento completamente diferente de Deus. 
Quase que a voz de Deus se torna audível.
Deus tem sido muito bom e meiguinho comigo. Tão meigo...

6. Potencial criativo: Trabalhar muito nunca foi novidade, não é?
Então aqui as coisas não mudaram!
Sinto que me estou a desenvolver e a "alargar as cordas da minha tenda".
Faço imensas coisas manuais, trabalhamos muito e o meu cérebro está a ser estimulado cada vez mais!

Graças a Deus por tudo isto!




A Belinha em Missão #10

No passado dia 10/06, tivemos a nossa campanha evagelística no santuário de Fátima
Fomos ao "coração" da cidade anunciar que Jesus é o Salvador.

Reunimo-nos de manhã, às 09h30, perto das imediações do santuário.
Erámos um grupo de 10 pessoas:
Momento de oração com o grupo de irmãos da AD Leiria













Começámos a distribuição de literatura perto das 12h15.
Não foi possível distribuir antes porque o tempo estava muito mau, chovia muito e como as pessoas chegavam apressadas para encontrar um "bom lugar" para assistir à missa, o João (ou João Estevão, líder da OM em Fátima) decidiu que iríamos distribuir o máximo de literatura possível no final.
Fomos distribuídos pelos pontos estratégicos e fizemos o possível.

Por ser a peregrinação infantil, focamos os nossos materias nos mais miúdos, mas não foi por isso que os graúdos deixaram de aceitar e solicitar o material que tínhamos disponível (Boa Semente, A história de Jesus Cristo, O Livro de Vida, BS Teen, etc).
Apesar de estar tão mau tempo, pudemos distribuir cerca de 6.400 exemplares de literatura.
Um dos exemplares distribuídos

Estreei a minha capa de chuva!

Participar desta campanha, mexeu muito comigo, pensei em algumas coisas e agradeci a Deus por me dar a oportunidade de expandir a minha visão:

- A distribuição de literatura resulta!
No início da distribuição, estava muito apreensiva e dava as coisas muito a medo porque só me lembrava das "grandes barras" que levava em Lisboa. Fui surpreendida!
As pessoas estão receptivas a receber o material, pediam exemplares extra para "netinhas", "sobrinhos". 
Havia quem não queria, mas as pessoas não tinham aquela abordagem gelada, que parte o coração em pedacinhos (ahahah).
Tudo aquilo que demos, eram materiais que eu recebia na EBD e que eu não dava assim muita importância... aqui, serviram com muito valor...
Esta imagem comoveu-me muito!
Chovia muito, o menino ia com a família e
não tirava os olhos da "Boa Semente",
nem se quer para perceber se iria chocar contra algum pilarete!


- Os semeadores
Enquanto estávamos a dar as coisas, lembrava-me muito da parábola do semeador.
Cada vez que dava um exemplar, imaginava-me como aquele semeador que sai pelos campos lançando sementes (tentem visualizar isto - vocês com um punhado de sementes, lançá-las ao ar, vê-las cair nos solos. É tão fixe!).
Senti-me tão privilegiada pelo Senhor mas ao mesmo tempo, percebi que somos muito pequeninos... tão pequeninos, no meio disto que é o "Reino de Deus".
Este está "vidrado" na BD sobre a vida de Jesus.
Também me tenho lembrado muito de 1 Co 3:6-7.
Ajuda-me a centra-me e meter-me no sítio certo, porque é Deus quem dá o crescimento. Ele é que é alguma coisa nisto tudo. Nós somos apenas canais!
Isso retira o peso de querer "converter" as pessoas e lembra-me que eu não sou mesmo nada importante. "Comigo ou semmigo", Deus faz o que quer!

Terminámos a distribuição perto das 14h30 e o resultado foi muito, muito bom!
Para o dia que estava, foi espetacular termos distribuído tanto.

Só para partilhar algumas histórias interessantes:

1. A Ana decidiu oferecer um exemplar d' "A história de Jesus Cristo" a um senhor já mais idoso. Este, recebeu o exemplar e seguiu o seu caminho. Passado uns momentos, o senhor volta para trás e diz a Ana:
- Ó menina, gostei muito disto! Eu aceitei porque você estava a dar mas como não tenho os óculos comigo, não via nada, mas vi aqui isto ( e aponta para a citação de João 3:16) e gostei muito. Gostei muito! Vou ver melhor quando tiver os óculos.

2. O ir. Quim, ofereceu um exemplar a um outro senhor e este ficou muito intrigado porque estávamos a oferecer literatura. Segundo o ir. Quim, estiveram uns bons 2m a discutir por causa de 1€ (o senhor não acreditava que a revista "O Livro da Vida" era gratuita e insistiu muito para que lhe cobrassem o valor da revista ou que pelo menos "aceitasse 1 eurito"). Por causa dessa discussão, o ir. Quim teve a oportunidade de partilhar sobre quem era!

3. Uma senhora veio ter comigo, depois de ter entregue uma "A história de Jesus Cristo" a uma menina, dizendo:
- A menina desculpe, pode dar-me uma dessas revistas?
- Claro que sim, mas esses livros são mais para crianças...
- Ah, não faz mal! Eu gosto de ler e a minha viagem ainda é longa. Pode dar-me uma de cada?
Eu não fui de modas e dei-lhe de tudo o que tínhamos disponível.

4. Senhora do olho roxo:
Nos momentos em que chovia muito, eu e a Natália, abrigavamo-nos num alpendre. Entretanto, vi passar por nós (duas vezes) uma família que me chamou muito a atenção.
Era um casal com dois filhos, um que parecia já ter uns 6 anos, e um bebé de colo. A senhora tinha um olho roxo e o companheiro - creio eu - abraçava-a pelo pescoço, mas de uma forma muito esquisita.
Nessas duas vezes que eles passaram por mim, senti que deveria ir falar com a senhora. Era um incómodo mesmo muito grande. Mas não tive coragem!
Quando os acompanhava com o olhar, notava que a senhora não estava bem e que ele ia aumentando a pressão que lhe exercia sobre o pescoço.
Não sei se foi isso que me inibiu de ir, sei que tive medo de ir "piorar" a vida dela... e não fui...
Orei por ela apenas no meu lugar mas aquela imagem acompanhou-me durante algum tempo...

Dois dias depois, os Rodrigues, levaram-me a visitar o santuário...
No domingo, o João propôs umas três vezes que fosse dar uma volta pelas imediações. Que fosse ver a parte mais "nuclear" daquele terreiro.
Não cheguei a ter a oportunidade de ir... 1º porque estávamos à espera do grupo, depois porque precisava de tratar de alguma logística que eles recomendaram (comprar água, comer qualquer coisa, porque iríamos ficar muito tempo em pé) e por fim, saímos a correr porque tínhamos de ir almoçar e voar para a igreja...

Alguns amigos iam-me enviando SMS's a perguntar se já tinha ido visitar o santuário. Cada vez que dizia que não, eles pareciam ficar sem assunto. Parecia que estavam ansiosos pela minha visita ao santuário e eu não percebia o porquê de tanta insistência.

Tenho a dizer que a visita foi mesmo muito dura!
Saí de lá com a alma pesada e coração partido.

Vejam algumas fotos:
Este carreiro branco é o local para as
promessas de joelhos.

Aqui lê-se: "PEDIMOS A SUA COMPREENSÃO:
Impossível queimar dignamente todas as velas no tocheiro.
Acenda uma vela só.
Coloque as restantes na pira.
A sua promessa fica cumprida"

Este senhor, tem uma estrutura de perto de 1.85m,
foi colocar uma vela do seu tamanho.

Este jovem, já estava a dar as voltas à "Capela das aparições",
ou seja, já estava no final do percurso de joelhos.
Ver o estado de cegueira espiritual e o como as pessoas estão aprisionadas, arrasou-me!
Este lugar é mesmo tenebroso. Nunca tinha visto nada assim. 
Ver as coisas na televisão não transmitem o seu peso real. E, parece-me, há coisas que só se percebem estando presente...

O João me foi explicando algumas coisas e uma curiosa é que, na Basílica da Santíssima Trindade, há esta pintura:


Qual é o seu significado?
Do lado direito, está um grupo de pessoas (a igreja terrena) que aguarda por ir para o paraíso, para se encontrar com a igreja celestial (grupo de pessoas à esquerda). 
Eles só podem ser transportados para lá por Jesus Cristo e o seu sacrifício na cruz (representado pelo cordeiro - por trás do crucifixo) MAS, o indivíduo só "atravessa" SE Maria (figura em destaque - à direita -, vestida de branco) aceitar o sacrifício de Cristo pela pessoa.
Ou seja, Jesus entregou-se, mas Maria analisa, caso-a-caso, se os indivíduos estão aptos a receber esse sacrifício ou não!
É Maria quem decide quem merece ser salvo ou não.

Depois, fomos ver a Basílica da Senhora Deles do Rosário, as capelas subterrâneas e o Museu...

Cheguei a casa muito perturbada...
Nos dias seguintes, foi muito difícil conter as lágrimas e até conseguir adormecer...
Há tantas almas perdidas, cegas no seu entendimento, tantas pessoas sem rumo... as pessoas andam mesmo como "ovelhas sem pastor"...
Elas têm fé, têm devoção mas tudo depositado onde não há salvação nem esperança. Porque, realmente, esses deuses "Eles têm olhos, mas não vêm. Têm ouvidos, mas não ouvem. Têm boca, mas não falam"
Foi o dia mais difícil que vivi em Fátima, até à data.

Também creio que Deus foi muito misericordioso comigo porque eu não vi nada no dia da peregrinação dos miúdos...
Acho mesmo que Deus poupou-me de ver os miúdos...

Sou muito grata ao meu grupo de intercessores, que nos dias seguintes oraram sem cessar por mim...

segunda-feira, 9 de julho de 2018

“Singin’ in the rain”


Ando numa de ver os clássicos de Hollywood.

Este filme é só lindíssimo!!!!!
A sério!
É um filme lindo, pá!
Gostei imenso da prestação do Gene Kelly e agora percebi o porquê que ele é uma referência no mundo da dança e dos musicais.
Ele não só é bonito e charmoso (mesmo à galã) como também é extremamente talentoso. Muito bom. 

Para os anos 50, eram prestações espetaculares, aliás, ainda para os nossos dias. 
Gosto muito da história dele com a Kathy e a clássica cena em que ele dança à chuva... linda, linda, linda 😍

domingo, 8 de julho de 2018

Courage dear heart or WOW!

Wow!!!
Estava a ler uma das minhas newsletters do Desiring God e um artigo encheu o meu coração de uma forma tão intensa...

O texto fala sobre os darks moments da vida, onde não vemos a ação de Deus, onde oramos mas parece que nada muda, onde Deus parece não ouvir as nossas preces e tudo só piora em grande escala. 
À medida que lemos, vemos que presente mas elas nos transporta muitas vezes para o passado, contando os processos dolorosos que passou com as suas duas filhas adolescentes, fruto de um divórcio, e de uma saúde em falta.
Na altura, ambas as filhas, não viam a ação de Deus, pensavam o pior e chegaram a “abandonar” Deus. 
Mas hoje, 8 anos depois dos momentos trágicos, essas mesmas filhas estão rendidas a Cristo. 
Em retrospectiva, a Vaneetha consegue ver como Deus agiu mas em silêncio, muita das vezes total silêncio.
Recordando os momentos, não havia como compreender o que Deus estava a fazer nos bastidores, mas agora, olhando para trás, sim, há vislumbres da graça de Deus. 

Ela também conta das vezes em que quis desistir porque nada fazia sentido...

Esse texto encorajou-me!
Encorajou-me a não cessar de pedir pelos meus. Porque Deus trabalha!
Deus está muito interessado nos seus que estão perdidos. Muito mais do que nós, Deus está interessado. (O Seu desejo é de salvar e que todos venham ao conhecimento de Cristo!)

Que vos encoraje também. 
Podem lê-lo aqui, texto em inglês...




sábado, 7 de julho de 2018

“Os Incríveis 2”



Woooohoooo!!!
Esperei 14 anos para ver esse filme. 
Fui ao cinema, com a Natália e com o David e não adormeci xD
Vi o filme todo. 

O filme está espetacular. Tem uns gráficos maravilhosos!
Consegue-se perceber perfeitamente as texturas. Há imensas camadas de texturas em todo o filme, mas as roupas estão impressionantes. Os designers 3D estão de parabéns!!!
O argumento está óptimo também, diálogos muito divertidos mas com uma narrativa filosófica super profunda. Dá um debate espetacular!
A BSO também está tão fixe!!!
Quase que ia tendo epifanias quando ouvia. O maestro está de parabéns também (até tenho de ir ver se já está disponível no Spotify). 

O Zézé é mesmo a personagem principal do filme e fez um brilharete!
A Edna Moda, não desaponta!
Sempre Edna. Amooo esta personagem para a vida 😂

Estou muito feliz!
Até fiz a dancinha da alegria e bati palminhas. 
Foi um mimo tão bom 🧡

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Louvado seja o nome do Senhor!


Hoje celebro o primeiro ano que recebi a melhor notícia da minha vida!!!
Há um ano atrás, eu era uma miúda que flutuava pelas ruas do bairro. 
Andava como se pisasse nas nuvens.

Também não tinha a mínima ideia de que a minha vida iria mudar tão radicalmente!

Sou muito grata a Deus por tanto amor e misericórdia. 
Hoje, celebro um ano de esperança renovada e alegria no coração.
Haja alegria!!



quarta-feira, 4 de julho de 2018

Sobre...

Uma das coisas que sei sobre mim é que Deus me criou para ser avó!
Até o meu nome diz isso. Isabel. 
Isabel é nome de vovó, nonna, granny, avuelita. 

Percebo cada vez mais que tenho muita dificuldade para cozinhar para uma pessoa. Mas se calhar, esse tempo em missão, também vai servir para isso. Para aprender a cozinhar para uma...




terça-feira, 3 de julho de 2018

Bom dia, alegria ☀️



Sou tão, mas tão, tão, tão, tão grata a Deus por todo o Seu cuidado por mim ao longo destes tempos!
Deus tem sido tão meiguinho comigo. Tem me protegido muito e só me entrega coisas à medida do que posso aguentar. 
Em tudo, Ele tem sido muito misericordioso e meiguinho comigo. A sério!

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Boa noite

“O rei David entrou então na tenda e apresentou-se diante do Senhor para lhe dizer: «Quem sou eu, Senhor, Deus, e quem é a minha família, para eu chegar aonde cheguei? E como se isso fosse pouco, ainda me fazes promessas com tanta antecipação a respeito do futuro da minha família. Tratas-me como se eu fosse um homem importante. Que poderei eu dizer mais, Senhor, da grande honra com que estás a tratar-me, se tu me conheces tão bem? (...)»”
    1 Crónicas 17:16-18 (versão A Bíblia para todos)

Volteeeeiii!!!

Uma das coisas que me traz profunda alegria é cozinhar!!!
Amo cozinhar e fazer as pessoas felizes. Bela combinação!

Em Mondim, pude cozinhar para a tios Ang e Helc e para o Peter e Jane. 
Fiquei super feliz porque eles amaram a minha comida 😃

Menu:
Folhado de abóbora e Brie;
Costeletas no forno com batata assada e cebola caramelizada (ainda fiz manteiga de alho e ervas);
Tarteletes de chocolate e avelãs.

Estou muito feliz!










Amo a cozinha da tia Ang!!!
É super prática e tem tudo o que eu preciso. Mesmo cozinha de mãe. YEY!