Resumir um mês num post não é fácil, muito menos é seleccionar pedaços das experiências vividas de forma a vos explicar e de alguma forma contagiar a alegria que quem viveu sentiu. Não é nada fácil, mas irei tentar!
Ir para Pedrógão Grande e realizar um programa infantil, implica muita logística.
Tivemos muito trabalho mas ficámos super felizes e orgulhosas do resultado final.
| Esta porca, que chamei de "Princesa", é o meu orgulho! É o animal mais bonito que fizemos. |
Uma das necessidades que tínhamos era de ter uma equipa a apoiar-nos nas várias actividades.
Deus foi mesmo fiel para connosco e mandou-nos tudo aquilo que precisávamos.
Começamos por ser acrescentados com o casal Hermen e Marjolein.
Eles chegaram a Fátima com o intuito de entrevistar o João, por causa do trabalho que se desenvolve lá. Ao verem que estávamos apertados de trabalho, ficaram a ajudar-nos durante a semana e juntaram-se a nós. Vivemos juntos por duas semanas e eles tornaram-se uns fantásticos companheiros de viagem. Que bênção!! | Da esquerda para direita: João, Natália, Moi même, Marjolein e Hermen |
Depois, recebemos a Equipa que veio do "Transform". Eram quatro raparigas muito simpáticas:
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| Da esquerda para a direita: Jenny (Inglaterra); Hannah (País de Gales); Katy (Escócia); Ana (Portugal). Os outros já são conhecidos ;) |
Também tivemos o apoio logístico da família Francisco.
Os filhos deles Daniel e Pedro, os gémeos, são miúdos que nos impressionaram muito pela positiva!
Têm um coração e uma prontidão para servir que foi mesmo inspirador. O Joel esteve connosco menos tempo.
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| Família Francisco: Daniel, Conceição, Pedro, Joel e Carlos |
Planeamos três dias de programa com Workshops, músicas, jogos e brincadeiras, das 14h às 17h.
Articulámos as coisas com a Câmara Municipal.
Uma semana antes, fomos visitar o espaço e a coisa não correu assim muito bem.
Não fomos nada bem recebidos, pelo contrário, o director do Jardim de Infância (onde iríamos estar) disse-nos que não tinha sido notificado de nada. Uma outra professora, membro da direcção do Centro Escolar, é que nos recebeu (com muita simpatia e disponibilidade) e mostrou-nos o espaço.
Colocou-nos completamente à vontade para usarmos as salas que precisássemos e os utensílios disponíveis.
Chegámos à escola às 09h, tivemos o tempo devocional juntos e texto do dia era em Hebreus 12:2-3, então sentimo-nos desafiados a somente focar os nossos olhos em Jesus.
Começámos a dar os últimos retoques e montar as coisas todas pelos espaços.
Ao início fomos tratados com muito desdém e desconfiança por parte das auxiliares e professoras (o que é normal).
Elas referiam-se a nós como "são uns missionários quaisqueres"/ "essas coisas são dos 'missionários' ".
Perto da hora de almoço, quando já tinhamos praticamente tudo a postos, recebemos a notícia de que houve uma falha de comunicação entre a Câmara e a escola e que possivelmente não iríamos ter crianças...
Depois de algumas conversas, ficamos com o grupo de crianças que estava a frequentar o ATL, um grupo de 35 crianças. O nosso programa estava planeado começar às 14h e só começamos às 15h50.
A coordenadora do Jardim de Infância, não deixou que os meninos (dos 3 aos 5 anos) se juntassem a nós, então aceitamos esses que nos foram permitidos
| "A Quinta da Semente" |
A Natália, falou sobre o Semeador. Contou uma história que apresentava o Senhor como o o criador de todas as coisas, aquele que criou os céus e a terra, os animais e que criou o homem e a mulher, à Sua imagem e semelhança.
Num dos momentos, a Natália usou o exemplo da perfeição do nosso corpo e uma das crianças, de olhos arregalados, respondeu "Deus É perfeito".
Terminámos o dia a questionarmo-nos "se esta é a abordagem soft do Evangelho, como será a abordagem pura e dura?".
Os jogos que a Marjolein e o Hermen dinamizaram também foram um sucesso.
No segundo dia, tivemos muito mais problemas do que no dia anterior (devido às tais confusões de comunicação), mas a postura das pessoas já era totalmente diferente.
Trataram-nos com muito respeito e (até) apreço!
Fizemos o devocional em conjunto, e o desafio era de permanecermos em comunhão (representarmos Cristo enquanto comunidade de discípulos), conforme Colossenses 3:1-17.
Algumas pessoas da igreja de Tomar se juntaram a nós e foi muito bom porque vieram acrescentar-nos o que faltava!
Estávamos a orar e a meio, fomos interrompidos com a notícia de que afinal já não poderíamos ter as crianças connosco porque a Câmara solicitou a presença delas para um evento. Mais uma vez, as falhas de comunicação fizeram com que tivéssemos de nos adaptar. Depois das negociações, decidimos que iríamos ter um pequeno tempo com os miúdos depois de almoço, 13:15h, e depois às 16h, voltaríamos a estar com eles.
Era a minha vez de contar a história e então falei sobre o terreno.
Contei e expliquei a parábola mas também disse que o Semeador, que conhece bem os terrenos, está disposto a ir ao nosso encontro para limpar os solos e fazer deles terrenos férteis, que produzem fruto com abundância. Mas que para isso, era necessário haver reconciliação.
Reconciliação entre semelhantes (coleguinhas, professores e auxiliares, pais) e com Deus!
Eles continuaram a responder muito bem à mensagem e as auxiliares passaram a querer estar perto de nós, a queriam conversar e aprender algumas coisas connosco.
Uma até disse "É pena que vocês já se vão embora! Isto é tão bom. Os jogos, as actividades, as histórias que vocês contam... era bom que viessem mais vezes".
À tarde, fizemos jogos, workshops de culinária e de fantoches de meia.
Os miúdos ficaram radiantes!
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| Estas bolachas fizeram a alegria dos miúdos e graúdos :) |
Mas também constatamos que tudo aquilo que estávamos a fazer era fruto da soberana vontade de Deus. Era Ele quem nos colocava as palavras na boca.
O terceiro dia foi ainda mais difícil, porque aí não tivemos mesmo miúdos!
No tempo devocional, recebemos o desafio de Mateus 22:37 e isso inspirou-nos a continuar com o plano do dia e a amar ao Senhor. Independentemente do que iria acontecer, queríamos amar ao Senhor.
A Câmara planeeou uma ida à praia e então não tivemos crianças, só que Deus foi tão misericordioso que nos deu um grupo de adolescentes.
O pessoal foi jogar à bola no recreio e daí estabeleceu-se uma ponte para falar com esses adolescentes e partilhar com eles o Evangelho (e existiu essa disponibilidade porque foram jogar à bola com eles).
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| Todos são bem-vindos |
No fim, não foi um dia perdido.
A soberana vontade de Deus continuou a prevalecer!
Nós tivemos a oportunidade de, numa escola pública, anunciar o Evangelho!
Anunciar que Deus é o criador, que nós fomos feitos à Sua imagem e semelhança e que Ele quer se relacionar connosco, reconciliar-se connosco!
Só por isso, já valeu muito a pena.
A campanha terminou no sábado, dia 21, com um churrasco que quisemos proporcionar não só para os membros das congregações mas também para a população em geral.
A verdade é que não apareceu ninguém fora da "bolha" dos cristãos...
Isso foi um bocado triste porque programámos uma peça de teatro de fantoches e tudo...
Por outro lado, esse tempo de convívio serviu para fortalecer os laços, o que para a estrutura da igreja era necessário.
Creio que a nossa visita à região, serviu como lufada de ar-fresco e de ânimo para a igreja e, principalmente, para a família pastoral!
(O pastor Carlos, está a cuidar de sete congregações... sozinho!)
No domingo, fomos visitar as congregações de Fonte dos Sapos e Castanheira de Pêra.
E assim, terminámos a aventura em Pedrógão :)
O período em Pedrógão foi mesmo muito bom!












