Tem sido um quadrimestre de muitas perdas...
Na passada 5f, acordei com uma chamada do meu irmão a avisar que o vovô Dudu morreu (o pai da minha mãezinha).
Eram 7:35h.
Estava a trabalhar em Santarém, no acampamento dos teens, e lá arranjaram forma de meter-me o mais rápido possível emLisboa para apoiar a minha família.
Foi um choque...
Foi um período de muita "confusão" e correria.
De repente o meu telemóvel não parou. Imensas chamadas e mensagens de amigos e familiares a prestarem-nos as condolências.
A campainha de casa constantemente a tocar.
Muitas pessoas a virem visitar a minha mãe, preparar refeições para essas pessoas todas. Cuidar da logística do luto comunitário.
(Nem sempre consegui gerir este frenesim ou avisar a toda a gente... Não deu, não consegui)
Tenho poucas memórias do e com o vovô Du, lembro-me de ser um homem muito pacato e doce. Meigo e de poucas palavras, mas muito doce.
Bastante tranquilo. Falava muito pausadamente, como quem pensa muito bem nas palavras antes de as proferir.
Foi ter com o Senhor e Salvador da sua vida aos 96 anos.
Serviu até lhe faltarem as forças, trabalhou com afinco e foi um exemplo para todos que o rodeavam.
As minhas tias, em Angola, dizem: "fiquem em paz porque ele também foi em paz. Tenham calma. Ele foi descansar".
A certeza que nos consola é que isto não foi um "Adeus" mas um "Até já, vovô Dudu".
Saber que Naquele dia estaremos juntos outra vez, nos iremos abraçar e ele irá mostrar-nos o lugar que ele já está a conhecer, mostrar "os cantos à casa" cheio de energia e vitalidade como haverá Naquele lugar que Jesus nos foi preparar.
Para nós, que ficamos, alegra essa certeza mas não deixa de doer...
O "ele já estava muito velhinho" ou o "ele foi descansar" são verdades em que acreditamos, mas não deixa de doer...
Precisamos de ser consolados. Confiamos que Deus nos irá consolar e apaziguar a saudade, como Lhe é possível.
"OSenhor o deu, o Senhor o tirou. Bendito seja o nome do Senhor"
Até já, vovô Dudu