Já há muito tempo que não escrevo como deve ser… vou metendo uns post-its daqui e dali. Vou escrevendo sobre o meu namoro (que é algo pelo qual celebro e dou graças a Deus diariamente), sobre a alegria que é estar com ele (mesmo com a carrada de desafios que isso acarreta… e são mesmo muitos!) e o tanto que tenho aprendido. Mas não tenho escrito sobre o estado do meu coração.
Então...
Descobri que o meu coração está doente! Gravemente doente!
Por isso, é importante levá-lo ao médico, saber do diagnóstico e combater a infecção.
O diagnóstico principal trata-se de uma infecção causada por mágoa e ressentimento. Este veneno impregnou-me de tal forma que da minha boca só saia doença, raiva e muito veneno. Basicamente, passei a vomitar e destilar veneno… mas daquela forma subtil, mascarada de cristianismo…
Outro problema era a raiva. Estava a sentir muita raiva do pp e da mm… eles magoaram-me muito. Mesmo muito… tanto que essa mágoa tomou completamente conta do meu ano de 2019. Passei a lidar com eles (e com o resto do mundo) neste mesmo nível: todos me vão magoar, por isso, a opção é a proteção e auto-preservação.
Ninguém entra, ninguém me penetra, tudo e todos a serem tratados no mesmo nível e margem de segurança.
O ano foi tão… tão lixado que lembro-me de ter conversas tão horríveis com três pessoas, que foram muito presentes, que as meteram em “sentido”.
Apesar de terem sido conversas muito difíceis, estes amigos, amaram-me muito. Tiveram graça e paciência comigo, apontaram-me para a Cruz de Cristo e para a Sua suficiência.
Estive (e ainda estou) a viver na reserva.
Algo tem de ser feito!
Para já, estou a alimentar a minha alma com o “The Songs of Jesus” do Tim Keller e estou a tentar renovar os filtros com playlists que ouço em loop.
E, para já, mais sobre este assunto, seláh!