quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Apêndice

Era uma vez um apêndice que decidiu inflamar.
A hospedeira desse mesmo apêndice dirigiu-se ao hospital mais próximo e lá ficou durante horas.
Análises para aqui, ecografias para ali e R-X para acolá e, analiticamente, não há nada de suspeito. O apêndice está bem.
O problema é que a hospedeira tinha demasiadas dores, dores essas que indicavam que, ao contrário do que diziam as análises, havia mesmo um apêndice em rebelião.
Os médicos decidiram que a hospedeira deveria ficar internada porque assim estava sob vigilância.
Passados dois dias na s.o (sala de observação) um médico giraço foi ter com a hospedeira para avisar que "daqui a pouco vais para o bloco, 'ta bem?".
Levaram a hospedeira para fazer um r-x e um ecg (eletrocardiograma).
Estava tudo bem então levaram-na para o b.o
10 minutos depois a hospedeira disse adeus a um apêndice rebelde, pondo, desse mesmo modo, fim a uma caminhada conjunta há 24.
Mas não foi nada fácil, ainda se conta a história de que a hospedeira teve delírios e alucinações, dores intensas tratadas com Tramal e Morfina.
Foi duro, mas ela decidiu sobreviver e seguir em frente.
E pronto, assim foi a história de um apêndice e a sua hospedeira. Fim!

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