sábado, 30 de setembro de 2017

Coisas bonitas de se ouvir #48



Isto, dos Vocal Livre!

"Quero ser alguém que faz
Alguém capaz de reflectir a Tua luz
Quero transmitir a paz que antes já transborda em mim e Te traduz
Levar o que faz da minha vida algo que valeu a pena"

Sim, este é o meu desejo. 
O desejo profundo do meu coração ❤️

No final, só quero ser achada em fidelidade e obediência ao meu amado Mestre e Salvador, Jesus Cristo 

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Parabéns, Celina!



No passado domingo, 17 de setembro, a Graça Celina, fez dois anos!
O milagre da minha best completou 24 meses a encher a casa, coração e vida da Gilda e do Pedro. 

Somos muito gratos a Deus!
Aquele que É bom e fiel ❤️

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

A matemática é assim mesmo: exacta!

Eu gosto imenso de um filme (aliás, é o meu filme preferido desde a adolescência) que se chama "13 going to 30".
(Escrevi sobre ele aqui e aqui )



No filme, a personagem principal, Jenna, faz 13 anos e quer convidar para a sua festa as miúdas mais populares da escola. Ela conta isso ao seu melhor amigo, Matt e desenrola-se um diálogo que foram as minhas punch lines:

Matt: I can't believe you invited those clones. 

Jenna: They're my friends. 

Matt: The Six Chicks are not your friends, okay? 

Jenna: Almost. And someday I'm gonna BE a Sixth Chick. 

Matt: There are six of them, Jenna, that's the whole point. There can't be a seventh Sixth Chick. It's just mathematically impossible. (..)

Depois:
Não sei se já leram um livro do Tim (Timothy) Keller intitulado "Falsos Deuses" ("Counterfeits Gods"). 
Se não leram, acho que deveriam ler. A sério!
Mesmo a sério!
Ele é bom porque faz um raio X ao nosso coração. 
De uma forma profunda... e eu gosto disso!

Vi o livro, lembrei-me do assunto e decidi começar a escrever sobre ele, mas demorei imenso!

Comecei a escrever mas parei. Passado uns dias voltei a escrever de novo e parei mais uma vez. Não é um assunto "fácil"... mas cá vai:

Alguma vez pararam para pensar sobre o porquê que são amigos de alguém?

Eu estava a ter uns problemas interiores à cerca de algumas amizades que tinha há uns tempos atrás e decidi parar para reflectir. 
E essa reflexão estava intimamente ligada a pessoas específicas. A um grupo específico. 

A reflexão foi importante porque pude aperceber-me de certas coisas (coisas importantes e profundas), mas não foi boa!
Não foi bom, nem foi fixe, porque tive de ir ao âmago das questões. Isso dá trabalho e incomoda. 

A conclusão final a que cheguei é que eu idolatrava essas pessoas!
Idolatrava-as tanto que fiz tudo aquilo que um idolatra faz: fazer das tripas coração para obter o amor/atenção desse ídolo. 
No meu caso, desse trio. 

Mais tarde é que fui aprender que a matemática tem uma característica muito particular: ela é exacta!
Trio = 3!

Haviam umas pessoas que eu admitarava muito. 
Admirava-as pela sua postura, o zelo por conhecer a Bíblia, pela proximidade e ligação entre elas. Admirava o quanto elas se incentivavam a viver uma vida centrada na vontade de Deus, o muito buscar conhecer e perceber a sua (real) identidade, quem são em Deus e para o que foram criadas. 
Admirava-as pela expressão amável e postura amiga que tinham umas com as outras. 

Admirava tanto que sempre quis fazer parte daquele "grupo". Ou melhor, era um trio que eu sempre quis fazer parte. 
Quis muito fazer parte porque também queria viver aquilo. 
Queria tanto que tentei nas mais variadas formas fazer parte e consegui entrar naquele trio. 
Mas a matemática é mesmo exacta!

Entrei e fui aceite pelos membros e comecei a relacionar-me individualmente com cada uma daquelas pessoas. 
Esforcei-me, dei o "meu melhor", mas a matemática é isso mesmo: exacta!

Esforcei-me para me encaixar, para pertencer e corri atrás de algo como nunca antes tinha feito. Porque queria que a minha ligação com aquelas pessoas fosse num nível de igualdade. 
Queria tanto ter a profundidade de ligação e comunhão que mantinham entre si que comecei a competir. Competir nas coisas mais básicas: quem é que está mais tempo com quem, quem está mais disponível do que quem, quem está a ler o quê, quem sabe o quê sobre o que for. 
Depois de competir, vi que os esforços não eram suficientes e passei a invejar o relacionamento. 
Invejava-as de tal forma que se acontecesse algo da qual eu não fosse informada pelas mesmas, ficava magoada, ressentida e ardia em ciúmes. 
Só pensava no porque que ninguém me contou nada, porque que fiquei de fora e (pior) se isso aconteceu é porque não gostam de mim e não me querem na vida delas...
(Coisas mesmo agrestes... nas quais não me identificava. Tipo, Eu, Isabel André??? Nããã)

Pelas vicissitudes da vida, fomos todas "separadas". 
Eu comecei a trabalhar a sério e a não ter disponibilidade, duas foram para fora do país e outra ficou cá, mas agora está longe. 

No início ainda continuei a esforçar-me muito e a competir. 
Apesar de longe, queria estar perto. Esforçava-me para manter a comunicação, esforçava-me para me fazer presente nas vidas dessas pessoas... mas a matemática é mesmo assim: exacta!

Aos poucos, decidi afastar-me só para tentar perceber se fazia falta e percebi que não. E quando cheguei a essa constatação, em vez de sair de cena com a minha dignidade, não!, decidi esforçar-me um bocadinho mais. 
Colei luzes neon na testa, fiz sinais de fumo e usei luzes de salvação e socorro (como fazem os barcos que estão perdidos ou a naufragar). 
Isto porque queria fazer parte de um trio!!!
Mas a matemática é mesmo assim: exacta!

Outra vez as circunstâncias afastaram-nos e eu voltei a aperceber-me daquilo que já tinha me apercebido antes e não quis aceitar: a matemática é mesmo assim!

Hoje, com tempo suficiente, consegui aperceber-me qual é o meu papel, como devo agir e que a matemática é mesmo assim: exacta!

Após esta análise, com a cabeça fria, consigo agradecer muito por tudo o que essas pessoas fizeram por mim!
Aprendi muito com elas sobre mim, sobre Deus, sobre os nossos papéis primordiais, a nossa identidade de género e o privilégio que é cada um de nós ser como é. Homem e Mulher. Homem ou Mulher. 
Ambos criados à imagem e semelhança de um Deus que é (tão, tão, mas tão) amoroso, ambos dignos mas acima de tudo: diferentes. E essa diferença é bela e harmoniosa. 

Analisando de forma profunda, eu idolatrava mesmo aquele relacionamento que mantinham entre eles, queria ser como elas, queria ser elas... mas hoje entendo que eu sou eu!
E como sou é suficiente!

É impossível ser uma quarta pessoa num trio, é impossível agradar a todos e acima de tudo: temos de aprender a ser suficientes. 
Ser grato pelas pessoas que voluntariamente estão nas nas nossas vidas, que nos amam e apreciam tal e qual como somos e fazer o mesmo com e por elas. 
Organizar o coração de forma a que as coisas certas estejam nos lugares certos traz muita liberdade!
Ver e reconhecer os meus ídolos traz-me a liberdade de tirá-los do pedestal, arrumar a coisa no sítio certo e colocar quem é devido lá: Deus!
Foram as grandes liçoes que aprendi. 

Stay:




terça-feira, 19 de setembro de 2017

Parque Discovery

No passado dia 17 de Agosto, fui ao Parque Discovery com os nossos miúdos.

Foi uma dia maravilhoso!
Tão, tão, tão mas tão bonito!

Começou com um grande stress para nós porque houve um problema com a camioneta da Câmara, mas conseguimos resolver tudo e chegámos a Mafra.
Quase duas horas atrasados para a visita, mas pelo menos fomos e aproveitamos mesmo bem o tempo em que lá estivemos.

Chegamos e conhecemos os donos do Parque, o Charles e a Esther, um simpático casal de meia-idade que nos recebeu com muita alegria e entusiasmo.

Começamos a visita com um filme que narrava os dias da criação.

Charles, explicando aos miúdos a veracidade dos factos da criação de Deus

Reparei numa coisa que me fez muito sentido: O dia começou à tarde e não de manhã!!
O relato de Génesis diz assim "E foi a tarde e a manhã, o dia X".
Está explicado o porquê que sou noctívaga!

Depois de ouvirmos esse relato de Génesis, o Charles levou-os para uma gruta.
Lá, vimos manuscritos reais da Bíblia, fragmentos de alguns livros originais e etc..
Isto é papiro!
Na gruta, a apreciar um rolo de pergaminho

As tábuas de Ebla - Ebla foi ma forte potência no médio oriente
(que aponta para Ismael, irmão de Isaque)

Um dos meus meninos e o manuscrito do livro do Profeta Isaías
Quase que chorei quando me deparei com o manuscrito original do livro do profeta Isaías (que é o meu profeta de eleição).
Não sei explicar a emoção que se apoderou de mim, mas foi algo mesmo muito forte, e  na altura estava a fazer o meu tempo devocional com Isaías... Não sei explicar!
Estava MESMO deslumbrada.

Escrita com pena e tinta
Depois disso, o Charles levou-nos a perceber o rigor que havia na transcrição dos textos sagrados.
Todos pudemos escrever com pena e tinta permanente. É mais difícil do que parece...
Estávamos tão fascinados!!!

Depois disso, fomos para outra parte da visita em que pudemos ver outros artefactos, fósseis, réplicas e etc:
O Charles e um fóssil de crânio humano.
É tão bom saber que fui criada, pensada e não apenas fruto do acaso
Réplica do Tabernáculo

Réplica do Templo de Salomão

Animal referido no livro de Jó

Animal referido no livro de Jó
Havia tanta coisa para ver, que (quase) se poderia dedicar todo um blogue só para isso.

Passamos para uma sala onde havia uma réplica da "impressora" de Gutenberg!
E pudemos "imprimir" a nossa página de Génesis 1!
A impressora

As páginas que foram impressas
Para terminar este período da visita, vimos uma réplica da Arca de Noé:

Foi muito emocionante!

As barriguinhas já estavam a dar horas e então fomos almoçar.
(Sabiam que as borboletas só vivem duas semanas depois de saírem do casulo?)

Durante o período de almoço, conversava com o Charles sobre vários aspectos e ele ensinou-me imensas coisas.
Uma que me fez muito sentido foi:
- Isabel, porquê que as mulheres têm necessidades socais mais intensas que os homens? Porquê que as mulheres vão em grupo à casa de banho?
- Não sei! É uma boa questão.
- Porque na identidade feminina está impressa esta necessidade de socializar. Eva nunca esteve sozinha. Ela nasceu já tendo companhia. Ao contrário de Adão!
- Este ponto faz todo o sentido...
- Olha, eu deixei de ter discussões desnecessárias com Esther quando me apercebi disso. Eu não teria problemas nenhuns em andar o dia todo pelo Parque tratando das coisas, mas eu sei que de vez em quando eu tenho de parar e ir ver Esther. Parar para poder conversar. E quando estou lá ouço-a com toda a atenção.
- A sério?
- Sim! Faço isso porque a amo. Eu não tenho, por mim mesmo, necessidade de falar mas sei que é uma necessidade dela.
- WOW! Isso é mesmo bonito e uma forma muito impressionante de demonstrar amor e respeito por alguém...
- Sabes Isabel, Adão, quando foi criado, estava só. Deus deu-lhe o trabalho e depois deu-lhe a família. Adão tinha de, primeiramente, aprender a ser responsável e só depois Deus lhe confiou a família... Eu fui muito irresponsável... mas tive de crescer e aprender...

Interrompemos a conversa e fomos comer.

Depois do almoço, fomos beber um cafézinho e lá descobrimos que Esther e Charles estão prestes a completar as bodas de ouro!
Eu fiquei espantada e aprendi muito com eles...
A Esther contou-nos como ela percebeu que o Charles era o homem da vida dela.
Ela queria servir a Deus e saiu da Suíça para os EUA em missão. Ela já conhecia o Charles e tinha orado, mas não tinha resposta.
Ela decidiu que se iria mudar para os EUA e quando estava no avião, sentiu uma saudade tão forte, mas tão forte do Charles que ela regressou, casou e agora vão fazer 50 anos juntos!

Fizemos um passeio pelo parque para fazer a digestão e ainda vimos mais coisas impressionantes, como, por ex, os animais mais importantes do mundo:
A aprender sobre os dinossauros



As abelhas são os animais mais importantes do mundo!
Aprendemos que as abelhas são extremamente importantes para o equilíbrio e existência de alimento no planeta. E porquê?
Porque as abelhas são as responsáveis pela polinização.
As abelhas vivem em comunidade e tem a principal tarefa/ propósito de vida: trabalhar!
Uma abelha vive durante três semanas e nessas semanas ela não pára.
Trabalha dia e noite sem descanso e depois morre.
Elas tratam de construir a colmeia, providenciar alimento e proteger a abelha-rainha (cuja maior tarefa é ter bebés).
As abelhas são fascinantes!

Depois disso, os miúdos foram brincar no slide e na a piscina e deliraram. Como nas palavras do Charles "não é preciso convidar uma criança a brincar duas vezes".
Entretanto eu fui ver o resto do Parque com o Charles e ainda conversámos mais.

Ele esteve a elogiar bastante os nossos miúdos!
Elogiava a educação deles, o interesse e o nosso trabalho.
Dizia que eram meninos muito educados, muito curiosos e que estavam mesmo fascinados e atentos a ouvir. Que o nosso grupo o fez perceber que vale a pena trabalhar com esta camada mais jovem.
Ele proporcionou-nos uma visita maior do que ele tinha planeado devido ao interesse deles.
Antes de nós chegarmos ele sentia-se reticente com o grupo por serem muito jovens e ele esteve grande parte do tempo em oração porque as últimas experiências não tinham sido muito boas, mas que Deus lhe deu um "mimo" com os nossos miúdos. Ficou muito surpreso com as perguntas que eles faziam, por serem perguntas não só interessadas mas também profundas.

Também elogiou pessoalmente o meu trabalho, a forma como lido com os miúdos.
Ele dizia que eu tenho autoridade sobre eles. Sou autoritária, falo com firmeza mas não abuso dessa autoridade. Nota-se que dou-me bem com eles, que eles gostam e respeitam-me muito!
Que estou/ estamos a fazer um óptimo trabalho no que toca a ensinar aos meninos a obedecer. Estamos a transmitir-lhes o valor da obediência.
Ele dizia que os últimos grupos de escolas e mesmo de famílias eram difíceis por causa disso mesmo. Havia muita desobediência ou os adultos não queriam saber...
O Charles inscentivou-me/nos a continuar a fazer este tão bom trabalho!

No fim da visita, despedimo-nos com muita alegria.
Nós e o casal Brabeck
A Esther abraçou-me e disse-me "Gostei realmente de te conhecer, Isabel!"

Foi um dia muito, muito bem passado.
Marcou muito o meu Verão e encheu-me de alegria.

Recomendo muito visitar este museu.
Informações? Aqui

Parque Discovery #2

Ah, ainda sobre o Parque:

Nesse dia os miúdos iam-me gastando o nome... De 5 em 5 segundos chamavam-me!
Faziam uma roda em minha volta ou disputavam que iria de mãos dadas comigo.
Ora para ver alguma coisa, ora para contar algo.

Era assim:
"Belinha, Belinha, veja isto..."
"Belinha, você sabe/ viu/ ouviu..."
"Belinha, olhe o meu almoço/ fato-de-banho/ calções-de-banho/ chinelos/ boné"
"Belinha, agora vou saltar assim, veja..."
"Belinha, viu-me a saltar?"

Belinha para aqui, Belinha para ali.

A Fátima esteve a contar-me que no período em que fui tratar de algumas coisas com o Charles, eles tiveram a fazer um jogo de imitar os monitores.
Sobre mim eles referiram as mentiras.
"A Belinha é assim: Eu detesto mentiras! Tu não me mintas! Diz a verdade! Mentira é mentira. Não importa o tamanho! Mentira é mentira!"

Enfim...

Ah, a casa-de-banho das senhoras tem detalhes muito bonitos e aconchegantes:

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Bom dia

Encontrei esta imagem no Instagram:


Fez-me muito sentido. 

Descanso na certeza que Deus ouve as minhas orações e protege os meus. 

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Deslumbre

Na 4ªf conversava com a Fátima sobre várias coisas e falamos sobre o livro que lhe emprestei para ler nas férias. 
Emprestei-lhe o "Evangelho maltrapilho" (um dos livros que me marcou profundamente) e temos estado a falar sobre isso. 

Ela agora tem uma fala que me faz rir com gosto. 
Cada vez que ela vê alguém "desgraçado" nas ruas do nosso bairro (o que não é difícil) ela diz "olha, o fulano, coitado. Mas olha, é um maltrapilho como eu..."
Eu sei que ela o diz com sinceridade, mas mete-me muita graçaaaaa!!!

Ela também falava que, para além de perceber que somos todos maltrapilhos, algo que lhe marcou muito foi uma oração que o autor escreveu para relembrar sobre o deslumbramento

Ela disse que ao ler a oração lembrou-se do filho dela, que quando ouve uma novidade arregala os olhinhos e diz "Eish... Eish, mãe", e de mim. 
Ela disse que se lembrou de mim, quando eu fico deslumbrada ao ver uma coisa tão simples, mas que me preenche. Que ficou comovida ao ver-me completamente deslumbrada no Parque Discovery. 
(É verdade, eu parecia uma menininha num mundo encantado... estava mesmo feliz. Foi dos melhores passeios que tive no meu trabalho. Tenho de escrever sobre isso)

Fiquei muito contente ao ouvir isso porque foi resposta à uma oração. Durante meses seguidos orei para que Deus me ajudasse a ter a capacidade de me deslumbrar. Deslumbrar com Deus, deslumbrar com as coisas. 

Fiquei mesmo satisfeita!


(Ter força e resiliência: sempre! Que me acompanhem também o amor, paciência, paz e a capacidade de sonhar e me deslumbrar)

*Psiu*

"A alegria só nos é tirada se quisermos!"



Que Deus me ajude a permanecer alegre, como aquela menina de 6 anos que foi para a escola pela primeira vez. 
Que Deus me ajude a permanecer alegre, como esta jovem-miúda que se diverte com pouco, que ri com gosto e que sorri muito. 
Que Deus me ajude a conservar o sorriso que a ir. Ofélia sempre apreciou, que "encanta" o ir. Tavares, que diverte a Vera e que acolhe outros, como, por ex, o ir. Guerra. 

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Atelier de artesanato

Estou muito feliz com o resultado destes últimos ateliers artísticos!

Temos feito coisas muito giras e a minha técnica tem se aprimorado. 
Percebi, também, que sou mesmo fã da estética minimalista e monocromática... posto isto, fiz estas duas peças que são o meu "xodó":




São duas prateleiras. Lá se podem colocar vernizes. Colares e os outros etc...

Aprendi a fazer com a bloguer Jessika Taynara.
Estou muito contente.

Outras peças que também fizemos são os porta batons:


Esta é a cena muita nice se poder trabalhar naquilo que se gosta, com o que se gosta!

"As mães sabem sempre"

A minha mami é simplesmente espectacular!

Eu tive MUITAS, muitas saudades dela enquanto ela esteve fora.
Espero mesmo lembrar-me do quão pesada é a rotina dela e para que isso contribua para que a saiba honrar cada vez melhor e com maior sentido de gratidão.

Indo ao assunto da publicação:

Eu sou daquelas meninas delicadas como os rinocerontes e estrago sempre tudo!
(Lembram-se do triplo D??, deste post - caso não saibam ao que me refiro)

Tinha um casaco de malha que estava prestes a deitar fora porque tinham dois grandes buracos nos sovacos.
Estava a falar com a minha mãe sobre isso e que pretendia deitar "essa porcaria fora" e ela deu-me uma bela solução:
- Toma, mete isso na mala (conjunto de linhas e agulhas da foto), cose isso no metro ou no autocarro! Não vais deitar nada fora...
- Ah, tu andas com isso na mala? - respondi quando recebi o saco
- Claro! Uma mulher deve andar sempre prevenida... eu num te ensinei isso????

Respondendo:
Não, mãezinha... mas já aprendi!
Agora ando com mais uma de mil coisas na mala... já posso sobreviver no deserto!

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Amizades

Nestas minhas (curtas) férias, pude estar com amigos.
Pude ser "cidade-refúgio".
Não descansei tanto como queria, mas pronto...

Foi fantástico estar com a Gilda e com a filhota dela.
Deus é mesmo bom. Deu-me amigos muito fieis...
Há tantas vezes que penso que não os mereço (e realmente não mereço), que são bons de mais para ser verdade...
A verdade é que eles permanecem. Porque querem. Porque se esforçam. E vemos os anos passarem...

A Celina, vai fazer 2 anos...

Louvado seja o Senhor!!


terça-feira, 12 de setembro de 2017

Para os medrosos. Sobre o medo e a fé!

"Tenho medo de ser feliz, porque toda a vez que consigo ficar feliz, algo ruim acontece" - Charlie Brown, dos Peanuts

Quer tenhamos nós a postura do Charlie Brown e paralisamos ou até chegamos a dar o passo adiante, (acho que) é importante reflectir nos nossos medos.
Porquê que temos medo do que tememos?
Pode parecer algo muito parvo, mas é verdade!

Li este artigo do Desiring God, e foi uma grande forma de me abrir os olhos.

As crises de fé são assuntos que me são familiares.
Primeiro porque já passei por algumas e porque já acompanhei pessoas que passaram por elas.

Na opinião de Jon Bloom, uma crise de fé acontece quando:
"Crises of faith occur where the rubber of our faith — what we believe should be our experience if we trust God — meets the road of an experience that contradicts (or appears to contradict) our belief. Often this happens when some evil befalls us, leaving us disoriented and confused, feeling angry and disillusioned with God, who doesn’t appear to be following through on his promises."

Portanto, uma crise acontece quando temos uma visão distorcida do Deus em que acreditamos.
Deus realmente promete livrar-nos do mal, mas como?
"God does promise to ultimately deliver us from all evil and from the most fearful things, the things that pose the most real danger to our souls. But he does not promise that no evil will ever befall us in this age, nor does he promise to deliver us from what personally strikes the most fear into us."
"All of us have disordered fears, and they pose more trouble and heartache for us than we can often comprehend. We tend to have too little fear for the things most dangerous to our souls, and too much fear over things far less dangerous."

Isso significa que ter medo é mau ou é alguma forma de desequilíbrio ou falta de fé? Não!
"This is not to make light of the horror that evil can afflict on us, things we rightly fear and rightly pray to be spared from. The Bible records essentially all of them, and some of the Bible’s greatest saints experienced the greatest possible afflictions."

Significa que ter medo é normal!
O foco está no que é o nosso medo. O que tememos é o que realmente importa!

Mais adiante, Jon, refere que que Deus é o nosso refúgio. Essa é uma promessa que vemos repetidas várias vezes. Que Deus é o nosso refúgio, que Deus nos livra de todos os males e que Ele poupará a nossa vida e não permitirá que o mal se acerque da nossa "tenda"...
O que me faz pensar nos males graves que acontecem por aqui e por aí...

E Jon diz:
"The question is: If God does not spare us from these sorts of fearful evils, then what sort of a refuge is he? In what way does he deliver us from evil? And how is it that we can actually mean it when we say, “We will not fear”?"

Esta resposta fez-me pensar bastante. Não só pensar mas me aquietar:
"Jesus asked the question to get the disciples to examine where their faith was placed. To drive this home, Luke’s account has Jesus asking them, “Where is your faith?” (Luke 8:25).
Jesus asks all of us this question because he designed fear to be a faith-revealer. Fear is a gauge that tells us what we treasure (what we fear to lose and why), as well as what we believe is dangerous. Fears teach us about our own worldview."

E termino com estes trechos:
"The greatest deliverance Jesus accomplishes for us is saving us from our greatest danger: God’s holy and just wrath against our sin (Romans 5:6–9). "
(...)
"We cannot trust fears that are not informed by reality, which means many of our fears are not trustworthy.
Jesus came to destroy the works of the devil and to deliver us from evil (1 John 3:8; Matthew 6:13). And he came to deliver us from all our fears (Psalm 34:4), meaning all that truly endangers our souls."
(...)

A esperança do crente:
"He will not allow anything to destroy our eternal life or steal our ultimate joy, even if we suffer every kind of evil in this life. He will rescue us from every evil deed and bring us safely into his heavenly kingdom (2 Timothy 4:18)."

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Sobre mim:

Se me amas, não me deixes saber por outros...

"Basta a cada dia o seu mal"

"Portanto, vos afirmo: não andeis preocupados com a vossa própria vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que as roupas? 
Contemplai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem armazenam em celeiros; contudo, vosso Pai celestial as sustenta. Não tendes vós muito mais valor do que as aves?  Qual de vós, por mais que se preocupe, pode acrescentar algum tempo à jornada da sua vida? 
E por que andais preocupados quanto ao que vestir? Observai como crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem tecem. (..)
Buscai, assim, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas. 
Portanto, não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará suas próprias preocupações. É suficiente o mal que cada dia traz em si mesmo." Mateus 6:25-34
        (Versão King James, ênfases por mim)

Lembrei-me desta passagem à propósito de uma conversa que tive com a Joni, minha querida mentora. 
Estávamos a conversar sobre O Grande Projecto da Pequena Belinha, e eu dizia-lhe:
"Joni, eu não quero deixar de viver o hoje! Não quero estar tão focada no amanhã que não viva o hoje. Eu não consigo conceber estar a preparar-me para isto e viver o resto do tempo "congelada". A vida não pára, e eu não posso parar porque me estou a preparar"

Enquanto estava a ler esta passagem, veio-me a pergunta:
"Será que não é isso mesmo que Jesus diz quando nos manda buscar o Reino de Deus e a Sua justiça?"
Buscar o Reino, implica acção. Temos de fazer algo, tem de haver movimento e esforço. 
Buscar a justiça de Deus, implica estar atento aos locais onde a Sua justiça não está a ser aplicada e ser uma ferramenta para que esta justiça se aplique!

E seu eu fizer isso, Jesus promete que tudo o resto me vai ser dado em acréscimo. 

Também tenho de aprender a viver o mal de cada dia. Não usar a minha imaginação da forma errada, mas usando-a bem. Controlando aquilo que entra e domina a minha mente. 

É realmente um processo, este de descansar em Deus.