sexta-feira, 25 de março de 2022

Respeito:


Respeitar não é só: não gritar, não bater, não agredir com palavras bruscas. 

Respeitar é, também, ter apreço e consideração pela liberdade do outro, pelo tempo e espaço do outro. Que não tem de ser necessariamente o teu. 

E está tudo bem!


Fala-se muito sobre o tempo do outro e isso é algo que tem de ser mesmo prezado, na raíz e essência. Esse respeito tem de ser demonstrado na fala e na prática. 

Porque se não, sufoca!

Gera o sentimento inverso…

A confiança é importante. 

É o componente principal para o relacionamento. 

Para sermos totalmente honestos e abertos, ao ponto de despirmos a alma, é importante construir um ambiente de segurança. 

E essa segurança é garantida quando a pessoa sente que está segura e que é respeitada em toda integralidade da sua essência. 

No silêncio necessário, no tumulto interior pouco claro, na liberdade de se expressar. 


Só aí, só com isso a pessoa desabrocha. 

Abre-se que nem uma flor e deixa exalar toda a beleza e perfume. 

Mas é necessário reunir essas condições. 

Ai, há acesso aos sonhos e anseios mais profundos, aos pensamentos corriqueiros, às dores, às inquietações e tudo mais. 

Porque há respeito e segurança. 


Essas pessoas, são raras de encontrar. Convém cuidar!




quinta-feira, 24 de março de 2022

Manter o passo…

Tem sido difícil para mim manter o passo e o ritmo das coisas. 

Desde que entramos na pandemia que sei que existiu muito caos, especialmente no meu interior. 
Tudo tem mudado e mudado muito rapidamente. 

O mundo à minha volta mudou, as pessoas “constância” mudaram, eu mudei. Muito rápido. 

A nossa realidade mudou num piscar de olhos e, neste momento, estamos todos a viver uma batalha incrível para ser. Simplesmente ser. 

Eu estou, com alguma dificuldade - confesso - em me organizar por dentro. 

Sinto muitas pressões e tensões internas. 
No “quem” sou, no “onde” estou e no para “onde” vou. 

“Do nada”, tudo em mim mudou. 
O meu estado civil e a minha identidade. 
O meu nome mudou, depois de 30 anos. 
A minha forma de viver mudou, a minha forma de me apresentar mudou, a tomada de decisão mudou. 
Já não faço as coisas sozinha nem só por mim. 

Isto não é sinónimo de algo mau. É sinónimo de algo diferente e que tem de ser adaptado. 

Eu sou das piores pessoas para as mudanças. 
Tendo a gostar bastante de rotinas e planos. Saber o que fazer, quando e como sempre foi importante. 
Mudar nunca foi bem a minha cena… 

Uso as mesmas cores desde os 20 anos. Uso o mesmo estilo de roupa, tendencialmente os mesmos penteados, faço os mesmos trajetos.
Continuo a detestar viagens (menos se forem para Mondim. Pelo Porto)…

Agora, na minha nova realidade, olhar para uma situação e ter de me refrear por amor, respeito, cuidado e submissão… tem sido… forte!
Muito forte. Mas já não é violento. O que é bom!
E parece que existem poucos espaços para poder expressar e extravasar o turbilhão que vai aqui dentro…

Crescer. Faz parte!

O casamento é incrível, a sério!
Depois da salvação em Cristo, é uma das melhores coisas que já experimentei na vida (o amor, o companheiro, o carinho e cuidado) mas também é… forte!

segunda-feira, 21 de março de 2022

Love, amizade, caminhar junto


No passado dia 05, fomos celebrar o aniversário da E. 
Fiquei genuinamente feliz por ter recebido esse convite.
Foi mesmo um daqueles convites que te enchem o coração. 

Fomos só mulheres e foi mesmo muito agradável. Uma conversa incrível sobre a vida e como a navegar. 

A meio da conversa, falámos da necessidade de termos pessoas mais velhas a guiarem-nos nos assuntos importantes. Eu partilhava a “orfandade” que sentia em algumas questões da minha sexualidade e da sua expressão e, na altura, achava que era a única a sentir essas coisas. 

A JFC, partilhava que ela também sentiu essa carência quando teve de tomar decisões. E, hoje, estando ela casada há 5 anos ainda sente falta, em algumas áreas, mas que o facto de ter amigas a ajudou. 
A LJ e a própria EM, também confirmaram isso. 

No meio da conversa, lembrei-me de um conselho que o meu avô Zé sempre me deu:
“Nesta vida, o que se prova comida! Corpos não se provam. Todo alguém que te pede como prova de amor o teu corpo, não te ama. Porque quem te ama, espera e respeita.”

Na altura, eu nem entendia bem a profundidade desse conselho, mas foi aquilo em que o meu avô mais insistia!
Respeito pelo meu corpo e busca pelo conhecimento e sabedoria. 

A meio da conversa, percebemos que graças a esse conselho, que ficou tão vincado, me guiou e ajudou a navegar nessa vida. 

As meninas partilhavam que tiveram parceiros que as forçaram a provar o seu amor pelo sexo. 
Para mim, foi uma coisa surreal. Começando pela audácia…

Eu nunca na vida senti pressão a nível da sexualidade com ninguém. 
Não me recordo de ter nenhum namorado/ potencial candidato e ter esse tipo de conversa comigo, do género “se me amas, vem para a cama comigo” ou “prova-me o teu amor”…
Tive, sim, quem tentou aproximar-se de mim pelo benefício sexual mas com a mesma rapidez que chegavam era a mesma rapidez que se punham a milhas. 
Porque percebiam que daqui não levavam nada!

Eu fiquei espantada com isso…

Cada vez mais, vou entendendo o valor da comunidade. De espaços onde podes ser pessoa e expores a tua alma. 
Nu, cru e real. 
Sem “espiritualizar” mas sendo espiritual. Sem “levitar” mas sendo santo (como Ele também o É). Sem condenar, apenas a amar, ouvir, consolar e (se necessário) exortar. 

Cada vez mais, é necessário ser real. Comunidade real. 
Obrigada pelo convite, N!


 

domingo, 20 de março de 2022

31!



Maaaannnn, estou a ficar mais velha!
Que alegria. 

Dou graças a Deus por mais um ano. 
Dou graças a Deus porque pedi uma coisa especial este ano e ele deu-me:
O meu dia especial!

Fui muito amada e acarinhada com mensagens e chamadas de parabéns (de algumas pessoas improváveis, devo confessar!). 
Essas pessoas acarinharam tanto o meu dia. 

Pude fazer um almoço de família e amigos, poucos, mas que foi incrível!!
Tive a minha mãe e a minha sogra comigo a ajudar-me em tudo e a conviver. 

Foi mesmo espectacular 💛
Sou muito grata:
(Eu e a mamã, na praceta)

(Ainda estou para entender o porquê de me agarrar pelos pulsos…)




(Claro, o soprador de velas profissional)

Acabei o dia exausta, com dores de cabeça mas muito feliz. Muito grata. Mesmo muito!

quinta-feira, 17 de março de 2022

Finalmente!


Finalmente, eu e a Em temos uma foto nova. 
Nos 30!

Daqui a mais 10 anos, tiramos outra. Está feito!

De resto, vamos crescendo na “Long obedience on the same direction”. 
Amo está miúda desde manhã até à noite. E repete!

quarta-feira, 9 de março de 2022

Coisas bonitas de se ler #28



Este foi-me emprestado pelo padrinho H. 
É um livro que não diz nada de novo. Mas essas verdades são tão duras e tão presentes. 

Quase que parece uma nova tentativa de Deus de me ensinar e eu aprender com o coração. 

“Para não ter pressa no processo você não pode apressá-lo. Está é uma lição dura de aprender. Pode ser muito tentador acelerar o tempo de Deus em construir as suas raízes. 
(..) Cada tarefa designada traz algo essencial para a sua fundação. Se você não tiver todos os pilares em sua fundação, quando Deus adicionar o peso do seu chamado, não haverá base para sustentá-lo.”

terça-feira, 1 de março de 2022

Xau, fevereiro!


Fevereiro foi um mês tão difícil para nós!!
Socorro. 

No princípio do mês, mesmo na véspera das nossas férias para Mondim, o A estalou a coluna. 
Foi de repente. 
Ele nem conseguiu trabalhar mais!

Eu terminei o trabalho e fomos parar às urgências. 
No sábado de manhã, ele teve a primeira consulta no quirioprata.  
Foi bênção mas também foi muito duro. 

Nas semanas seguintes, a nossa rotina foi: descanso e quirioprata, quirioprata e descanso. 
Nunca tinha ficado tão aflita… vê-lo sofrer também foi muito penoso para mim, custou-me muito…

Ele teve de ficar 20 dias de baixa, mas graças a Deus já está a melhorar e já regressou ao trabalho. 

Foi intenso…
A recuperação é sempre lenta e penosa… é só ter paciência e respeitar os processos do corpo. É isso…
O meu pé não me larga… enfim…

Deus nos ajude. Porque está forte!