segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Advento. Esperança #1



Ontem foi o primeiro domingo do advento (tempo em que contamos o nascimento de Jesus). 

Ontem o tema foi esperança. 
Quando fazia a leitura, tive uma visão. Como se estivesse a ver uma noite escura. Tudo breu e do nada, um raio de sol começou a aparecer. Mas desta vez bem estranho, em vez de nascer na horizontal (como acontece com a alvorada) aparecia um feixe de luz, vertical, que ia crescendo até tudo se transformar em luz e muito claro. 

E orei para que esse raio de luz e esperança nos pudesse encher. Assolando o escuro tenebroso do desespero, medo e desesperança. 

Mas também lembrei-me do dia que nós tanto esperamos: o Dia em o que A estrela da manhã irá brilhar e será dia glorioso. 
“Maranata, ora vem, Senhor Jesus!”

domingo, 29 de novembro de 2020

Esperança e Alento

Este fim-de-semana foi muito bom!

Cheguei na 6.ªf, exausta da minha existência. Não eram 21h e já estava a dormir há muito tempo. 
A vida continua uma correria caótica e eu tenho pouco espaço para me sentar e escrever. 

Tenho mantido a minha rotina devocional, continua a ser uma caminhada muito interessante e que me enche o coração. 
Confronta e me alarga. 

Ontem e hoje, foram dedicados a pensar no Natal. Nesta fase tão bonita e esperançosa que é o Natal. 
Então, comecei a fazer decorações de Natal:


Passei o meu sábado a fazer esta coroa de Natal e estou muito feliz. 






O maior motivo da minha felicidade é o facto de ter voltado a fazer coisas. De arte. 
Voltei aos trabalhos manuais. Não saiu perfeito, como queria, mas foi bem adequado. Estou muito feliz por isso. 

Voltei!
Estou a voltar. Graças a Deus!

terça-feira, 10 de novembro de 2020

Concepções

Nestes dias tenho estado a reflectir sobre algumas concepções e convicções. Também reflecti em algumas formas velhas de pensar (velhas cosmovisões do mundo). 

Eu percebi que eu não acreditava no casamento por amor. 
Sim, sou cristã por convicção, mas não acreditava mesmo que duas pessoas se poderiam unir porque o elo que fazia sentido era o amor
Mas amor mesmo, não paixão nem (muito menos) hormonas. 

No contexto que cresci, de igreja, nos iam ensinando alguns valores e na escolha do parceiro para a vida tínhamos de ver alguns requisitos, por ex:
1- partilharem da mesma fé;
2- partilharem da mesma visão a nível de dedicação à igreja (serviço e ministério). 

Portanto, eu absorvi  que bastava ter esses dois ingredientes para poder ter um casamento “ya” ou “minimamente ya”. Porque ambos estavam em concordância nesse aspecto. 
Mas eu nunca considerei nada mais. 

Eu também sei que sou uma mulher forte e líder nata, por isso não conseguia encaixar na minha cabeça como é que a conjugação desses factores me poderiam ajudar a encontrar alguém. 
Ou então tinha de ser alguém muito específico...

Com todos esses factores conjugados passei a imaginar casar com uma espécie de colega de trabalho. 
Alguém com quem eu pudesse servir a Deus, em parceria, sem que me chateasse muito a cabeça.
E se houvesse amor e faísca, Okay, se não houvesse, Okay na mesma.

Essas formas de pensar revelaram-se escandalosas na altura de escolher o fofo. 
Quando comecei a aperceber-me que os meus sentimentos por ele estavam a mudar, entrei em pânico porque ele não era nada, nada do que eu planeei. 
Na altura, não partilhávamos a mesma fé, convicções, ele não era alguém já enraizado naquilo que era o “andamento” de igreja...

E essa decisão foi muito estranha. Começando por mim, seguindo-se para os que me conhecem. 
Mas Deus foi muito gracioso...

Os que me amam de verdade, os que gostam de mim e querem o meu bem, tentaram conhecer a situação. Ouvir o meu coração, conhecer a pessoa. 
Outros, que também me amam de verdade, gostam de mim e querem o meu bem, bloquearam e entraram em pânico... acontece. 

Mas foi, e é, surpreendente como estamos a ser cada vez mais parceiros de caminhada na fé. 
Ele está assumir cada vez mais o lugar de homem da relação (e tudo aquilo que implica, incluindo a liderança) e eu a abraçar o papel de ser cuidada (e também de me submeter em amor). 

Este processo de conhecer o fofo e ser noiva dele está a desconstruir a minha velha maneira de pensar. Agora eu consigo entender que o amor é importante. 
O amor e o compromisso são importantes!
Porque nos dias em que só me apetece matá-lo, eu entendo que o amor é a cola deste compromisso que (ainda só temos) um com o outro. 

Eu gosto tanto do fofo que apetece-me dar-lhe um tiro, às vezes, mas depois colocar-me à frente dela para a bala não lhe acertar nem lhe fazer mal... vêm a loucura da cena?
Começo a entender a importância de amar (mesmo) a pessoa que está ao teu lado. 

Afinal as relações são muito mais profundas e complexas do que eu poderia achar. Profundamente mais...
Sou grata por poder estar a aprender estas coisas.