O que é que isto significa para além de termos roupas giras?
Significa que o A, foi cumprir os deveres de respeito e honra perante a minha família.
Para casar comigo, ele teve de dar um dote à minha família.
Confesso que este é um assunto que gera ambivalência mas participar do ato, testemunhar aquilo fez sentido.
A família do A chegou e apresentou à minha família (pais, irmãos, tios e primos) o dote que foi pedido.
O facto dele e da família se terem prestado a isto, quis dizer à minha família que “nós reconhecemos o que vocês fizeram para criar a vossa filha até aqui e somos gratos. Recebemo-la como sendo parte de nós”.
Nesse dote, há presentes para os pais, para os avós e para os tios próximos (normalmente os mais velhos).
A onda de alegria e de emoção era muito grande. Mesmo.
Vi isso estampado no rosto da minha mãe, das minhas tias e primas.
Não sei se por serem mulheres (e atenção: todas elas passaram por esta cerimónia) ou por ser muita coisa misturada (nostalgia, alegria pelo meu processo, esperança…)…
O que vos explico é que desde hoje (e para sempre) o A é o meu marido.
Toda a comunidade reconheceu isso. E, em Angola, muitas vezes, este casamento tem mais peso do que o casamento civil.
É sabido que o A “manteu” a Belinha.
Os filhos irão pertencer-lhe (em todos os sentidos sentidos. Como se lhe fosse mesmo conferir a paternidade legal).
Isto é complexo!!! Mais complexo do que posso explicar por palavras.
Outra coisa que também aconteceu foi que o respeito aumentou!
Todos respeitam e reconhecem o A. Por ser um jovem que cumpriu com as suas obrigações. Não fugiu com o rabo à seringa.
Portanto fizemos tudo. Fizemos o que era correcto.
Cumprimos os nossos deveres de filhos, cristãos e membros de uma sociedade.
Em tudo, lembrámos o Senhor. Em tudo queremos que Ele seja parte central. Para nós levar a bom porto. Até ao fim.
É isso, estamos plenamente casados.