quarta-feira, 28 de julho de 2021

Loucos anos 20’s

Eu e a Em tínhamos frase que dizíamos com muita frequência: “Quando chegarmos aos 30 anos, é que isto vai melhorar e correr bem”. 

Dizíamos isso porque a década de 20 foi mesmo muito louca e intensa.
Achávamos que ao chegar aos 30 as coisas iriam assentar pois teríamos atingido a idade da “maturidade” (seja lá o que isso queira significar)…

Também, com rapidez, percebemos que isso não iria acontecer. A vida é vida e não há um patamar de “descanso”. Simplesmente assim. 

Ai, passei a encarar e assumir que a vida é difícil. A vida é dura. E pronto!
E quanto mais cedo percebermos essa realidade, melhor para nós…

MAS: (e eu gosto dos “mas” da vida)
Deus é bom. É mesmo!
Ele É connosco. Sempre!



sábado, 24 de julho de 2021

De braços abertos e malas prontas

Faço hoje três meses de casada. 

Todo o processo do casamento foi muito intenso e não está devidamente registado.

Antes de me casar, estava muito preocupada com muitas coisas: datas, logística, quem pode ir, como vai ser, etc…
Mas havia um outro grande desafio dentro de mim: o “desabrochar da mulher”. 

Tinha medo de casar porque não sabia o que esperar do  casamento, das responsabilidades que passaria a assumir (é que vão crescendo e intensificando, com o tempo), das novas rotinas.  
Eu tornei-me independente muito cedo: comecei a trabalhar cedo, geria uma casa com muita gente e depois fui gerir a minha própria casa. Geria a minha agenda, o meu tempo, as minhas coisas e as minhas vontades. 
Como seria estando casada?

Depois, os velhos monstros começaram a querer sair de debaixo da cama e querer tomar lugar: em cima da cama e em toda a divisão. 

Foi importante ter amigos para conversar e refocar. 
Porque o casamento é bom!
E graças a Deus pelos amigos…

Agora, sinto a pressão mais baixa. 
Estamos no processo de encaixe. Exige muito tempo, diálogo, paciência e graça um com o outro. Mas, no fim, sabe bem perceber que estamos a construir algo juntos. 

A minha luta é a de continuar a ter mentalidade de peregrino: estás aqui, com a tua tenda, mas não fazes deste local a tua casa de pedra. 
Porque estás em constante mudança, a percorrer caminho. 
Para isso tenho de ter ouvido atento para ouvir, braços abertos para abraçar e malas prontas para seguir caminho. 




segunda-feira, 19 de julho de 2021

One day (2011)



Bem… 
Este filme é uma autêntica perda de tempo e desgaste de energia emocional.

Narra a história de Emma e Dexter ao longo de 20 anos. 
Resumo (contém spoilers):
Emma e Dexter conhecem-se no dia 15 de julho, momento em que estão a comemorar o fim da licenciatura. 
Eles tentam “coiso” mas não rolou. 
Só que a Emma ficou perdidamente apaixonada pelo Dexter. 
O Dexter é um aventureiro que não quer compromissos. Então eles decidem ficar só amigos. 
E vão se celebrando os anos desde o momento em que se conhecem. 
O Dexter, torna-se apresentador de televisão e tem uma vida bem boémia (de muita droga, álcool e mulheres) a Emma sonha ser escritora mas tem um percurso diferente. Trabalha num restaurante de fast food, depois dá aulas numa escola e depois lá se torna escritora. 
Qual é o fio que os une: uma chamada telefónica. 

Os dois tem um relacionamento super tóxico: A Emma, por ser perdidamente apaixonada pelo Dexter nunca conseguiu ficar disponível para mais ninguém. Como exercia o papel de “melhor-amiga”, estava sempre disponível quando o Dexter se metia numa enrascada ou se sentia sozinho. 
Ligava-lhe e ela deixava o mundo para correr para salvar o Dexter. Durante 20 anos!
20 anos nesse ram ram

Ela la tentou ficar com outras pessoas mas aparecia sempre o Dexter e estragava tudo. 
O Dexter teve uma filha, casou-se com outra (que lhe meteu os palitos com um amigo que o humilhou imenso), para perceber, 20 anos depois, que a Emma era o amor da vida dele e casa com ela.
E depois: a Emma morre!

Bela porcaria de filme!

domingo, 18 de julho de 2021

Criar filhos para voar



A minha mãe, d. Ana, é alguém que me ensinou muitas lições. 
E há uma delas que eu não quero esquecer: criar os filhos para que possam voar e trilhar os seus próprios caminhos. 

Foi assim, também, que a minha mãe me criou. 
Com liberdade para escolher o meu caminho sabendo sempre que tenho um ponto de partida. Tenho um sítio para pousar. 



Esta mãe, na fé, ensinou-me o valor do espaço para errar. 
De tentar sempre. Se errarmos, reconstruímos. Aprendemos e seguimos em frente. 

Que Deus me ajude a guardar essa sabedoria e aplicá-la no momento dos meus empréstimos!

Sim, já me passou a neura…

sábado, 17 de julho de 2021

Posso ser amarga?

Só por um bocadinho e destilar veneno?

Então:
Fico muito revoltada com alguns espécimes de pais que existem…
Talvez por ter a “mania” da justiça, há coisas que não sei ser indiferente. 
Uma delas é o exercício da parentalidade…

Na minha cabeça, haviam pessoas que não deveriam ter filhos!
A negligência parental mexe muito comigo…

Outra coisa que me dói muito e ver pessoas, minimamente, estruturadas e com o desejo de serem pais e nunca chegarem lá!

sexta-feira, 16 de julho de 2021

Cruella (2021)



Vi este filme. 
Não gostei porque, mais uma vez, é uma tentativa de justificar o mal (tal como foi como o “Maléfica”). 

Este filme, conta a história de Estella, uma menina que por um infortúnio, perde a mãe e é arrastada para uma vida de crime. 
Mas esta mesma menina é dotada de uma genialidade absurda. 
Desenha e costura com perfeição. 

E é arrastada para até à Baronesa…

Daí, advém toda a história de mostrar o porquê que ela é má. 
Porque não quero dar spoiler, páro por aqui. 
Mas continuo sem entender o porquê da necessidade que a Disney está a ter de justificar o mal. De banalizar a maldade. 
Coloca-se uma série de infortúnios e tristezas e voila: temos um vilão, sentimos pena do vilão e até justificamos os seus actos… porque tinham uma história triste e não tinham opção. 

Agora: será que não tinham mesmo opção?
Ando cansada da banalização de certas coisas e uma delas é dessa tentativa constante de chamar ao que é mau de bom (porque é justificável)!
Posto isto, vou dormir!

Ps, em defesa do filme: tem um guarda-roupa e maquilagem estonteantes. Aute couture, sem dúvida!
Os óculos, os batons, os vestidos e as botas icónicas pretas stiletto