Isto do corona, do isolamento e da quarentena, não está a ser nada fácil!
Já me senti a enlouquecer e a “surtar” algumas vezes.
Por causa “disto” estou a ser muito confrontada comigo e com o meu pecado; estou a aprender a valorizar o que sempre foi “garantido” e quero manter-me saudável.
O teletrabalho tem sido um desafio enorme. Estou a lutar para ter disciplina e para viver isto sem cair no extremo de trabalhar sem parar, sempre ansiosa.
Já são 4 semanas nisto, a caminhar para 5.
No princípio, andava triste por estar sozinha tanto tempo (lembrem-se que moro sozinha).
Lembro-me de pensar “fogo, se calhar, seria fixe passar isto com família (i. e, marido e filhos)” mas depois fui pensar no que as minhas pessoas estão a passar... Eish!!!!
Sou uma privilegiada!
Tenho saudades das refeições com pessoas, de almoçar com colegas/ amigos e familiares... que Deus me ajude a valorizar mais as pessoas quando estou com elas.
Também estive a pensar na seca que era trabalhar a partir de casa. Mas lembrei-me da bênção que é ter trabalho!
É bom poder trabalhar, há pessoas que não têm isso, há família a perder o seu sustento ou estão na instabilidade do layoff...
Às vezes é difícil manter a cabeça à tona, há momentos em que somos tomados pelos medos e ansiedades (gente, eu sou de gestão pública) mas quero manter a cabeça à tona.
Tenho encontrado refúgio na oração, com o The Book of Common Prayer, da igreja anglicana.
Está a ser espetacular!
Tenho buscado resiliência na possibilidade “disto” passar:
Quando “isto” acabar eu:
1- Vou distribuir abraços;
2- Vou encher a minha casa de amigos e família;
3- Vou almoçar e jantar fora com o fofo. Vou comer um grande sushi;
4- Vou sair e dançar até não sentir nem as pernas, nem a coluna;
5- Vou andar de saltos e maquilhada durante uns bons dias. Me aguardem!
Oh, Senhor Jesus, tem misericórdia de mim por ser uma grande totó!
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