domingo, 18 de junho de 2017

Sobre a coerência

 
Ontem, tive a oportunidade de estar com um amigo que já não falava há muito tempo. Há anos, aliás!

Uma vez cruzamo-nos no shopping porque eu estava à procura de trocos para a minha caixa. 
Ontem, ele foi ter comigo ao posto, foi ele que me abordou. 
Fiz uma grande festa, dei-lhe um abraço e naquela conversa mais breve, decidimos ir beber um café. 

Ele começou, ou seja, foi o primeiro a partilhar a vida. E ele viveu um ano mesmo muito, muito complicado. 

Chegou a um ponto, em que eu estava a ouvi-lo e não me contive... Comecei a chorar por causa de tudo o que ele me tinha contado. 

Confesso que fiquei perplexa em alguns momentos, não sabia mesmo o que dizer, nem como reagir... não tinha palavras. Não havia nada sábio que soubesse dizer. Nunca lidei com tais situações, então não sabia mesmo. 

Ao mesmo tempo que estava perplexa com algumas coisas (porque foi "difícil") só pensava no como Jesus teria agido ao ouvir aquela história, ao entender aqueles detalhes e ao presenciar todo aquele sofrimento. 
Era só isso que me vinha à mente. E um grande sentimento de compaixão me invadiu. 

Este mundo, os meus "próximos" precisam MESMO de ser amados. Eles precisam de perceber que são amados...
Foi isto que quiz fazer com o C. 

Queria que o C. percebesse a compaixão de Cristo. 
Para mim, ontem, aquilo foi viver o Evangelho. 
Para mim, ontem, aquilo foi seguir as pegadas de Cristo...

 
 

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