No fim de semana de 09 a 11/06, estive a pregar num retiro fora da minha igreja.
Pela primeira vez.
Quando recebi o convite um misto de emoções se apoderou de mim.
Por um lado, era a enorme alegria de ter sido convidada por pessoas de fora, por outro era o enorme medo e peso de responsabilidade.
Falei com a Ritinha, com a Vera, Tina e com a minha mãe e todas elas foram unânimes e encorajaram-me a aceitar o convite e buscar, da parte de Deus, orientação.
Decidi começar a orar pelo assunto e buscar inspiração.
Só pensava em duas coisas:
1- Honrar o convite;
2- Não perder tempo. Queria que fosse mais do que um simples evento, que marcasse as vidas de forma profunda.
Chegou a 6ºf, dia 09, e comecei a ficar muito nervosa!
Mas foi muito bom ter comigo a Inês e, claro, muito bom voltar ao Carrascal!
O tema do retiro era o "Factor X".
Estive a expor para um grupo de 16/18 crianças.
Orientei as minhas exposições com base no exemplo de Paulo sobre a nossa caminhada ser como uma corrida. A "Carreira da Fé".
A primeira noite, foi mais "calma", foi a noite em que me apresentei, apresentei o "Grande Projecto da Pequena Belinha", apresentei o tema central e conheci-os.
No sábado, tive duas oportunidades de exposição, uma de manhã e uma à noite.
Antes do pequeno almoço tive muito tempo à conversa com a Inês e foi espectacular conhecê-la. Saber como ela é, conhecer o coração dela.
A Inês é uma miúda espectacular. Ela tem um carácter mesmo extraordinário para a idade dela.
Estou muito feliz.
Depois de expor, no sábado de manhã, dei a oportunidade à Inês de conduzir um tempo de oração e foi muito bom.
Os miúdos reagiram bem ao convite e oraram entre sim.
Foi bom!
À noite, foi o culto de fogueira, e houve uma coisa que bateu muito forte em mim:
A capacidade de crer!
Esta geração, precisa mesmo de conhecer Deus de uma forma pessoal.
É mais do que urgente, eles entenderem que Deus é mesmo um Deus amoroso, real e que se relaciona de forma individual.
Quis mostrar que a nossa vida de fé se expressa na forma como nos relacionamos com uma comunidade. Com o conjunto de pessoas que nos rodeiam. Então pedi para que pudéssemos orar pelos bairros que eles vivem, pelos professores e funcionários das suas escolas, pelas suas igrejas, pelos seus pastores e pelas suas famílias.
A noite de talentos foi espectacular!
Parti o coco a rir!
No domingo, tive um incómodo muito particular:
A Igreja!
É verdade, leitor(a), a Igreja pode ser um assunto que faz arder os ouvidos.
Em nome de Deus, cometeram-se muitas atrocidades. Não nego!
Mas a Igreja é uma herança.
Uma herança que começou em Jesus, Jesus instituiu a Igreja.
Ele enviou os seus discípulos e é graças a estes homens que até hoje a Igreja existe e continua activa.
Porque na medida em que Igreja falhou e continua a falhar, maior é a medida que a Igreja acerta e é porto de abrigo em variadíssimas formas.
Falei-lhe dessa herança e encorajei os professores com o texto de Deuteronómio 6:5-9.
Tivemos um bom tempo de oração e assim findámos o retiro.
Fico de coração cheio e grato por saber que fui instrumento de Deus para falar às vidas deles, que trouxe novidade para as vidas deles.
É este o propósito do Evangelho, não é?
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