segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Carta n°XXVIII, Vorazmente teu

"É que, sabes, para essa gente é tão difícil perseverar! A rotina da adversidade, a gradual decadência dos jovens amores e das jovens esperanças, o silencioso desespero (quase não sentido como dor) de alguma vez ultrapassar as tentações crónicas com que os vencemos uma vez após outra, a devassidão que criamos nas suas vidas e o ressentimento inexplícito com que os ensinamos a responder a tudo isso, são outras tantas admiráveis oportunidades de desgastar uma alma por atrito"

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