Tenho muitos pensamentos desconexos e emoções que não sei bem como as explicar.
Desde que decidi abraçar a “cena” de ser missionária que tenho sido obrigada a viver uma vida que não me é nada confortável.
Uma vida de dependência, prestação de contas e humildade.
Passei a depender de tal forma que já não possuo se quer o controlo da minha agenda (que era o meu grande orgulho. Eu poder mandar na minha agenda e fazer os meus dias!).
Passei a ter de prestar contas. Não que esse seja um problema muito grave, porque é uma prática que exerço com muita frequência, mas passei a ter de prestar contas sobre o que faço, como faço e com quem faço. E isso é estranho. Aos 27, voltei a depender e a ter de explicar tudo... e a independência chora muito!
Apesar disso tudo, de todos os choques e desconfortos, estou a aprender a ser mais humilde.
Estou a aprender a humilhar-me debaixo da potente mão de Deus.
Estou a aprender (a muito custo) que eu não sou o deus da minha vida, mas é realmente Deus, o Senhor, aquele que governa a minha vida e sobre a minha vida.
Uma coisa boa que estar de licença me tem trazido é disponibilidade de estar em eventos e poder surfar nas ondas de Deus.
Estive na conferência da Lapa, “Sem medo”, e aprendi que tenho de me reconciliar com as pessoas mas no tempo certo.
Aprendi que não devo sofrer por aquilo que ainda não aconteceu de modo a não roubar a alegria que brota no meu coração.
Aprendi que Deus é aquele que opera a maravilha de sustentar de tal forma a igreja perseguida que para eles é privilégio viver nesta condição. Mas que eu, que vivo em liberdade, devo ser os braços que os sustentam.
Estive no retiro de jovens da minha igreja, “Ser mais do que parecer”, e aprendi que tenho de amar como se nunca tivesse sido magoada, a abrir espaço para o ajuste e não desistir antes de tempo.
Também aprendi o valor daquilo que é intrínseco. Dar cada vez mais valor ao self real do que ao self ideal. Aprendi que aquilo que tenho, por mais pequenino que seja, nas mãos de Deus tem um potencial de se multiplicar enorme.
Estou na “Healinh Conference”, onde estou a aprender a desbloquear o pragmatismo em relação às maravilhas de Deus.
Estou a aprender que quando Deus está numa situação é o momento ideal para Deus operar e trazer as respostas que as almas anseiam.
Vi milagres acontecerem como nunca antes tinha visto...
Ao ponto de me querer fazer surfar nessa onda.
Sinto-me como se me estivessem a quebrar a cabeça. Ou a mudar o chip.
Quero surfar nessas ondas que Deus levanta.
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