Um desafio emocional, relacional e de fé.
Hoje, quero partilhar sobre os desafios relacionais.
Há uns tempos eu entendi que antes de ir era necessário reconciliar-me. Tinha de me reconciliar e pedir perdão a quem tivesse magoado, tratar de assuntos pendentes e estar de forma intencional com os meus.
Tenho feito muita questão de estar com a minha família.
Passar tempo com a minha super mami, ser intencional com os meus irmãos (mas os telemóveis e redes sociais... enfim...).
Tenho procurado estar presente, deixar uma “almofada” de amparo para os meus amigos. Por isso, tenho tentado ir beber o máximo de cafés possíveis, estar, conversar o máximo que posso.
Mas o desafio relacional tem sido o mais impactante.
Deus trouxe-me a necessidade de querer reconciliar-me. De sair daqui com o coração limpo e em paz de que eu não levo mágoas contra ninguém e que ninguém leva mágoas contra mim.
Na Conferência “Sem medo”, da igreja da Lapa, pude reconciliar-me com a S.
Depois uma conversa honesta e aberta, percebi que tudo aconteceu da forma como aconteceu porque não só a vida, mas a saúde, se meteu pelo meio, as coisas arrastaram-se e tudo ficou estranho.
Reconciliámo-nos, aprendemos o nosso jeito de ser, pedimos perdão e agora estamos a caminhar para construir.
No retiro de jovens, pude experimentar outra reconciliação.
E esta reconciliação trouxe-me ensino...
Reconciliei-me com o J.
Depois de conversarmos francamente, percebemos que não só erramos e pecamos um contra o outro, mas que tínhamos de aprender e nos ajustarmos nisso.
Nós magoamo-nos muito mutuamente, erramos mesmo muito um com outro de uma forma que violentou bastante o outro.
E isso fez-me reflectir nas minhas atitudes...
Realmente, eu tenho uma postura muito defensiva. Se algo me fere, eu fecho-me e levanto todos os muros. Não é mau por si só, mas cada situação é uma situação.
Tenho de aprender a amar os outros como se nunca tivesse sido magoada.
Tivemos uma conversa muito honesta e franca, bastante emocional e ainda estou a digerir algumas palavras que ecoam na minha cabeça:
“Eu prefiro discutir contigo mil vezes e nos ajustarmos do que desistir e te perder. || Tu não podes ter medo de ser magoada e desistir. || Eu não quero isso para nós”
Eu nunca vivi isto, mas tenho de aprender!
Tenho de aprender a reconstruir caminho, a caminhar a par com o meu próximo após um grande conflito.
Lições a reter:
1- Aprender o tempo do outro: podemos ter muito para dizer mas se o outro não estiver pronto para ouvir em vez de edificar, só piora e destrói mais a situação. E como é que descobres o tempo do outro? Orando!;
2- Comunicar abertamente: expressar com sinceridade as coisas como são. Não ter medo de ser vulnerável e expor as nossas emoções, porque somos seres emocionais. Ouvir o outro, ir com ouvidos de ouvir e coração que empatiza;
3- Definir limites: de forma muito clara traçar um chão-comum.
Pensar que: ok, nós nos magoamos e não queremos que isto volte a acontecer, então, antes de voltarmos a chegar a esse ponto, vamos definir estratégias de respeito um para com o outro. Vamos definir como nos iremos comportar e agir a seguir;
4- Confiar: confiar acima de tudo que Deus te ampara. Para poder baixar as guardas e ser comunidade.
Sou muito grata a Deus pelas oportunidades. Sou muito grata ao J. por ter ido ao meu encontro.
Estou a ficar mais rica. A tornar-me uma mulherzinha ou um “mulherão da porra”!
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