sexta-feira, 31 de julho de 2015

Evangelho e Cultura #3

Hoje tive de ir às compras, por causa do trabalho, nuns armazéns de revenda.
Fartei-me de andar, fiquei toda suada e com dores no pé esquerdo (que retem líquidos no calor).

Tive de falar com dois profissionais, e sempre que pedia ajuda a atitude era sempre a mesma:
Tentavam sondar de onde vinha (para perceber se era alguma fiscalização flash) e apresentavam-me todos os produtos com os seus preços oficiais (leia-se faturados).

Conversa vai, conversa vem e tive de dizer que o cartão de profissional que tinha estava ligada a uma IPSS.
De repente o discurso deles mudava logo, sorriam e a frase que eles mais diziam é "epá, tudo se arranja! Fique descansada que tudo se arranja"

Eu disse que precisava do artigo x e antes de saber que era da IPSS e não da Autoridade Tributária e Aduaneira diziam-me que não tinham e não sabiam como arranjar. Depois de saberem da IPSS, afinal até têm o produto, conseguem arranjar-mo só que não passam fatura.
Porque tudo se arranja, desde que não se passe fatura.

Como cristã, funcionária de uma IPSS cristã, digo-lhe: "adeusinho e um queijo".
Mas confesso que esta minha atitude é fácil perante um produto que nem é assim tão "essencial" e que posso facilmente arranjar um substituto.

Mas e enquanto consumidora em nome individual?

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