quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Sobre...



... perspectiva:
Eu sou cristã (por convicção), sou mulher, sou perfeccionista e sou uma líder-nata. 

O facto de ser cristã, influência (e muito) a forma como lido comigo e com os outros. 
O evangelho fez sentido na minha cabeça quando tinha 18/19 anos - apesar de ter crescido na igreja - e, desde aí, muitas coisas mudaram no meu mindset

1.º Eu nunca quis casar!
Eu nunca equacionei casar-me. 
Pensava em ser mãe-solteira, no máximo. Iria fazer a minha “produção independente”. 
Queria ser um girl-boss, empresária de sucesso que ganha rios de dinheiro e compra Louboutins...  Nunca pensei em “prender-me” a um homem, quanto mais submeter-me... 

2.º Queria ter filhos pelos motivos errados!
A questão dos filhos sempre foi uma luta para mim...
Primeiro, queria ter um filho porque achava que era importante deixar descendência e/ ou ter alguém a quem direcionar amor e cuidado. Por isso é que queria ser mãe-solteira;
Depois, passei a querer ter filhos (pelo método que fosse: natural ou inseminado) para provar a tudo e todos de que eu não preciso de nenhum homem para nada. Estava a utilizar um bebé como moeda de troca/ vingança;
Agora: agora percebo que uma criança merece crescer com pai e mãe presentes, percebi que todos os meus motivos anteriores eram de um egoísmo profundo e que estaria a ser cruel para com o ser que dizia querer amar...
Hoje, está tudo nas mãos de Deus. Se for mãe, que Deus seja louvado, se não, que Deus seja louvado. 

3.ª Amar dá trabalho:
Amar é uma trabalheira daqui até à China!
Apesar de ser irmã-mais-velha-leoa , sempre tive dificuldades em expressar amor. 
Sou das que sente mas também sou muito pragmática... isto para dizer que: no princípio, tinha muitas dificuldades em expressar amor. Eu nem percebia a existência de outros... mas nasceram coisas em mim!
O meu coração está a ser transformado cada vez mais e mais. 
Agora tenho de lidar com a minha distração natural. 

4.º Sou mulher, sim, mas o meu valor não está associado ao facto de ter uma vagina!
Eu não sou feminista!
O meu valor está no facto de ser gente (indivíduo), não sou (nem quero) ser superior ou inferior a ninguém!
Estou ao mesmo nível aos olhos de Deus. 
Quero ser tratada com a cortesia, honra, gentileza e reverência que mereço por ser mulher. Mas vou tratar os homens dessa mesma forma. Igualzinho!

5.º Carácter:
O meu carácter foi muito transformado. Tive de aprender (algumas vezes à bruta) o valor da verdade, honestidade e integridade. 
Tive de aprender a lidar com dinheiro (meu e de outros), a controlar a minha língua (palavras como presentes) e a gerir pessoas!
Estou a aprender a lidar com as pessoas. Saber que nem toda a gente vai ser minha amiga...

A vida é um desafio. Mas a visão muda!
É só ter paciência e usar de muita graça e misericórdia.  

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