sábado, 29 de setembro de 2018

Como sobreviver no estrangeiro? Cap. 1

Capítulo 1: “Oriente-se”




Que eu não tenho sentido de orientação é mais do que sabido!
Que eu me perco com facilidade é outro facto...
Os meus primeiros dias na Corunha foram a loucura!!
Então, a Corunha não é grande (de todo) e tem uma estrutura muito circular. As cinco ruas principais estão, de alguma forma, interligadas. Não é difícil. Mas e até que eu me apercebesse?

Perdi-me imensas vezes, quase que numa proporção diária nos primeiros 10 dias. 
Não adiantou usar o gps e o mapa que me ofereceram só serve mesmo de elemento decorativo...

Um dia, queria ir carregar o meu bilhete de autocarros (tarjeta) na A Banca
A Banca fica perto do meu local de trabalho, como que a 5m a pé. Eu não entendi o que se passou mas andei cerca de 20m à procura e tive de ir a outra que estava mais próxima de mim...



Trabalho aqui, na loja social (tienda social), ela está na mesma rua da igreja.
Então: eu vejo a placa da igreja e, se me distraio, vou parar ao final da rua. Porque não me apercebo que já deixei a loja para trás. 
Isso gera risos entre mis compañeros porque vêem-me passar, tranquilamente, e depois voltar para trás. 

Queria dar um passeio pela ciudad vieja ou casco viejo e... txiii...
O mais importante: cheguei lá, passei a conhecer aquela parte e decorei de uma vez por todas a rua que passo todos os dias, a Ronda de Outeiro...

Então:
Uma coisa que me consola é que para Deus, o missionário não tem de necessariamente ter um bom sentido de orientação;
Quanto mais te perdes, mais conheces e obrigas-te a decorar os lugares. É até um bom exercício. 
Tirando aquela pequena sensação de pânico, quando te orientas tudo corre bem. 

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