Que eu não tenho sentido de orientação é mais do que sabido!
Que eu me perco com facilidade é outro facto...
Os meus primeiros dias na Corunha foram a loucura!!
Então, a Corunha não é grande (de todo) e tem uma estrutura muito circular. As cinco ruas principais estão, de alguma forma, interligadas. Não é difícil. Mas e até que eu me apercebesse?
Perdi-me imensas vezes, quase que numa proporção diária nos primeiros 10 dias.
Não adiantou usar o gps e o mapa que me ofereceram só serve mesmo de elemento decorativo...
Um dia, queria ir carregar o meu bilhete de autocarros (tarjeta) na A Banca.
A Banca fica perto do meu local de trabalho, como que a 5m a pé. Eu não entendi o que se passou mas andei cerca de 20m à procura e tive de ir a outra que estava mais próxima de mim...
Trabalho aqui, na loja social (tienda social), ela está na mesma rua da igreja.
Então: eu vejo a placa da igreja e, se me distraio, vou parar ao final da rua. Porque não me apercebo que já deixei a loja para trás.
Isso gera risos entre mis compañeros porque vêem-me passar, tranquilamente, e depois voltar para trás.
Queria dar um passeio pela ciudad vieja ou casco viejo e... txiii...
O mais importante: cheguei lá, passei a conhecer aquela parte e decorei de uma vez por todas a rua que passo todos os dias, a Ronda de Outeiro...
Então:
Uma coisa que me consola é que para Deus, o missionário não tem de necessariamente ter um bom sentido de orientação;
Quanto mais te perdes, mais conheces e obrigas-te a decorar os lugares. É até um bom exercício.
Tirando aquela pequena sensação de pânico, quando te orientas tudo corre bem.
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