Hoje acordei cedo para ir à igreja.
A fé, é uma dimensão muito profunda na minha vida.
A espiritualidade domina profundamente a minha identidade. Este blog, as conversas que nutro mostram isso (sei porque estive a reler muitas coisas antigas).
Acordei com vontade de ouvir a música "Império" do Samuel Uria.
Nessa música há uma frase que mexe profundamente comigo, que diz assim:
Sei mais da eternidade do que do amanhã,
Mas para um futuro risonho, eu tenho de ser sério.
E estava a pensar nisso. Sei mais da eternidade que do amanhã.
É verdade!
As grandes certezas da minha vida, estão ligadas a um futuro que é longínquo. É um futuro que espero, como algo firme e palpável pela fé, um futuro que tenho como certo.
Mas e sobre o amanhã, dia 20 de novembro?
Sobre o amanhã, futuro próximo, não sei nada!
Estava a pensar no meu final de 2015 e 2016...
Estive a pensar nos efeitos que os acontecimentos desses anos produziram em mim, no meu pequeno e frágil coração.
Sim, pode não parecer, mas este coração é frágil... e sobre isso, seláh!
Apercebi-me que este coração fechou-se. As muralhas ergueram-se e fortaleceram-se de tal forma que nem mesmo eu o reconheço, às vezes...
E percebi isso ao ler os posts antigos.
Cheios de energia, felicidade e alegria. Havia muita alegria. Havia uma conexão profunda com os assuntos da fé...
Havia alegria.
A boca fala daquilo que está cheio o coração...
Tenho saudades dessa alegria. Tenho saudades dessa esperança, desse entusiasmo.
E para ter um futuro mesmo risonho, tenho de ser séria.
E quero ser séria no cuidar deste coração.
Não sei como se faz na prática, não sei como se tratam destas coisas, mas quero tratar deste coração.
Quero voltar a ter a capacidade de amar e acreditar, de ser alegre e esperançosa...
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