Ah, se estava.
Os dias na instituição foram muito intensos.
Muita confusão, dias atípicos passaram a ser rotina, caos e mais caos e entrei em modo sobrevivência.
Deixei de viver e passei a sobreviver apenas. O objectivo principal era olhar para o relógio e perceber que estava na hora de me por a milhas.
Então, por isso, as histórias e situações iam me passando ao lado.
Até ao dia em que "quebrei".
Recebi uma avalanche de notícias, histórias chegaram-me aos ouvidos como murros chegam ao estômago e chorei nessa noite.
Chorei muito.
Numa 6ªf, depois de ouvir outras notícias e histórias, fui chorar para a cozinha da instituição. Chorei muito outra vez.
Passado um bocado, estive a tentar controlar um ataque de ansiedade e manter-me minimamente sã para ir cuidar dos miúdos.
Isto tudo foi tão overwhelming que, no domingo anterior ao meu regresso, tive medo de voltar.
Não sabia se queria ir para lá outra vez... não sabia se queria ir ouvir aquilo tudo outra vez e sentir o coração a ser dilacerado pelas coisas más e feias deste mundo...
Há que ter coragem!
Há que abrir o coração para ser e estar. Tal como, acredito piamente que, Jesus me pede.
Há que juntar mais um bocadinho de:
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