A nossa G., menina que transborda doçura, está no hospital.
Ela foi internada na 3ªf à noite e até agora não sabem o que se passa com a menina.
Está internada nas urgências pediátricas, nos cuidados intermédios e, porque não partilhamos ADN, não podemos ter acesso ao quadro clínico.
Soubemos a notícia pela irmã.
Ela chegou à instituição e disse que a ela foi internada porque teve umas convulsões e espumou...
Mal ouvi essa notícia o meu coração "parou".
Só pensava "a minha arquitecta está doente, a minha arquitecta está doente".
Como também tivemos a visita do M. e da J. (antigos utentes nossos e, pessoalmente, meus alunos da EBD), recebemo-los e quando o grupo estava perto de "dispersar", eu disse "meninos, vamos todos para a sala grande".
Um dos meninos, o A., perguntou "Belinha, vamos falar sobre Jesus?"
(Porque cada vez que eles ouvem, "Meninos, vamos para a sala grande" está associado ao momento em que lemos juntos a Bíblia ou que oramos juntos)
Eu expliquei, da forma mais simples possível, o que se passava com a G. e pedi a pessoas para orar.
A B. ofereceu-se logo para orar, o Rui orou, a N. (irmã) orou e eu orei.
Não me consegui controlar e chorei. Tentei segurar a voz mas houve momentos em que me descontrolei.
Enquanto orávamos e colocávamos a vida e alma da Geni nas mãos do Deus que a guarda (Salmo 121:7), lembrei-me de como Jesus lidou com uma menina que estava morta.
Jesus, com toda a calma e paz, foi à casa dos seus pais, desesperados, e só proferiu duas palavras à criança "Talita cumi".
E nós também orámos "Talita cumi", que significa "Menina, levanta-te".
Desafiei os miúdos desta forma:
- Vocês amam e são amigos da G.?
- Sim - responderam em unanimidade.
- Então demonstrem esse amor, orando por ela. Lembrando-se dela nas vossas orações quando estão em casa. Essa é a melhor das formas de se provar que se ama alguém. E o Deus que ouve vai responder! Eu não sei como, só sei que Ele vai responder de certeza.
O Rui teve a ideia de ir ao hospital, fomos lá ver a mãe e Deus deu-nos a oportunidade de cuidar de uma viúva e três órfãs nas suas aflições.
Assim, num momento de muita tristeza para a nossa instituição, pudemos fazer a boa notícia de Jesus Cristo ser anunciada de forma prática e viva. A notícia de que Jesus veio reconciliar-nos com Deus, de tal forma que podemos clamar a Ele em tempos de aflição, e porque ao reconciliar-nos,Ele adopta-nos e faz-nos Seus filhos, temos uma enorme família na fé. Deixamos de estar sós. Deixa de ser uma viúva, mãe de três filhas menores, passa a ser uma viúva com vários irmãos que a ajudam a amparam neste momento de sofrimento.
Que lhe dão boleia, que facultam recursos, que se preocupam e ligam para saber como tudo está.
Confiamos que Deus está com a nossa G.
Confiamos que Deus vai ouvir e atender o nosso clamor.
Confiamos que o dia de hoje, como uma semente lançada na terra, vai produzir fruto para a eternidade.
Confiamos que a glória de Deus se vai manifestar na vida desta mãe e destas filhas.
Amamos-te, G.!
Estamos a orar por ti.
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