Coloquei-o lá em substituição da fotografia do meu pequeno grande amor - a saber, o meu afilhado.
Tinha o intuito de fazer-me lembrar...
E hoje foi um dia que precisei de me lembrar disso!
Aconteceu uma coisa chata lá no trabalho, com um miúdo, que não estava mesmo nada à espera.
Chamei a mãe para tentar falar com ela sobre o sucedido, mas fiquei tão perturbada que não consegui explicar nada com calma e racionalidade. Decidi adiar a conversa. Amanhã iremos conversar.
Os meus colegas repararam que eu estava mesmo perturbada com o que tinha acontecido e foi mesmo bom poder conversar com o Rui no caminho para casa.
Tirar cá para fora.
Foi bom pensar alto, ouvir-me e ouvir a opinião de alguém de fora.
É verdade que muita das vezes sou mesmo dura com os miúdos, mas eles precisam de regras e disciplina.
As notas estão de meter medo ao susto e eu não consigo perceber o como eles tiveram aquelas notas mas sei que tenho de fazer o esforço e ser dura com eles, fazer com que eles estudem, que se empenhem e trabalhem. Mas ao final do dia, saio de lá com a impressão que sou uma tirana horrivel, devoradora de crianças e de jovialidade...
Mas a verdade é que este é, também, o meu papel como educadora não-formal deles.
Tenho de puxar por eles e não desistir.
De gente que desiste já estão eles mais do que habituados.
É hora de ser resiliente e de "não vergar. Eles precisam disso".
Ter o Rui connosco é muito bom!
Ele tem o coração no sítio e é tão importante.
Obrigada, Pai.
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