terça-feira, 8 de março de 2016

Porquê das coisas. Versão soft

Outra coisa que me vem incomodando de há uns tempos para cá também é esta pergunta:
Isabel, por que é que tens o que tens?
O que te motiva a possuir x coisa da marca z?

E tenho pensado nisso...
Muitas coisas estão ligadas aos gostos pessoais. 
Por exemplo, sou fã de sapatos. Gosto mesmo!
E penso muito pouco na quantidade que tenho.  Quando vejo uns sapatos que gosto, vou é compro. 
Mas já não sou assim com tecnologia, por exemplo!
O pc que acabou de sair ou os telemóveis da última geração.
Não quero mesmo saber disso para nada!
(Acho que em 5 anos vou entrar no desemprego tecnológico. Porque não me interessa)

É verdade que os gostos ditam a forma como despendemos os nossos recursos mas também há uma grande pinga de orgulho nas convenções sociais. 
"Tens um telemóvel?"
"Não, tenho um iPhone!"
Amigo(a), o iPhone é um telemóvel. 

"Essas sabrinas são tão giras"
"Ah, obrigada! Mas não são sabrinas são Melissas"
Amiga, a coisa que tens nos pés são sabrinas. Da marca Melissa, mas são sabrinas. Ainda por cima de plástico...

"Esse batom é muito bonito! Tem uma cor mesmo bonita"
"Pois, a M.A.C é espetacular."

Pois é...
Ter, ter, ter. 
Sem contar o custo. O que importa é ter. E de preferência da marca X. 

Depois estive num fórum de formação em que falamos de lobbies, justiça social, autenticidade...
E reparei que é necessário simplificar!

Atenção não estou a fazer campanha anti coisa alguma. 
Apenas a falar de simplificar e de ser justo.  Olhar para além das minhas necessidades. 

 Preocupar-me (a sério) com as questões da justiça, como melhor aplicar o meu dinheiro para exercer justiça, como melhor aplicar o meu esforço para exercer justiça e como melhor aplicar a minha vontade para exercer justiça. 

Opá, ser e fazer o que um discípulo de Cristo é chamado a fazer:
Levantar os olhos do próprio umbigo, levantar o queixo e ver. 
Não só olhar, mas ver!

E estas questões começaram a arder aqui dentro...

Como sei que pelo meu tempo, neste momento, seria irrealista exercer justiça, decidi "empower" aqueles que já lutam para que haja justiça e equidade. 
(Se este assunto também te interessa, levanta os olhos e procura organizações que promovem a justiça. Começa pelas áreas que te interessam: saúde, social, educacional, legal e junta-te a elas ou "empower them")

Acho é, cada vez mais, tempo de despertarmos do sono. 

Ser estranho até está na moda.

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