quarta-feira, 25 de março de 2015

Sobre os papagaios

Este blogue Tempo de pipa está mesmo a conquistar-me! Aos poucos.
Li mais um texto delas e, dests vez, me fez lembrar a infância...
Confesso que a arte de lançar papagaios nunca fez parte dos meus hobbies enquanto miúda.
Eu cresci no meio de primos mais velhos e de duas primas, mas uma era toda sporty e a outra vivia longe.
Eu era a segunda mais nova e como podem imaginar nunca tinha muita oportunidade de escolher qual seria a brincadeira do dia...
Quem decidia mais as brincadeiras era o meu primo David, que era o mais velho e que cuidava de nós.
Basicamente jogavamos futebol, à apanhada, às escondidas, ao mata, aos Power Rangers (eu era a rosa xD), aos ninjas e tantos outros...
Como era a mais pequenina e franzina do grupo, servia de vole e papava os pinchavelhos todos!
Calhava-me sempre ir buscar as bolas onde quer que elas se enfiassem, ficar para trás ou ir à frente quando íamos brincar de tocar às campainhas- porque não tinha assim grande velocidade, espatifava-me sempre quando brincávamos aos ninjas e aos Power Rangers e subia às árvores quando íamos roubar nesperas.
Acho que a brincadeira que mais gostava de fazer era jogar às escondidas- a vantagem de ser pequena era caber em qualquer sítio- e de construir papagaios!
O David era super criativo e fazíamos papagaios de vários materiais.
Lembro-me quando ele ensinou-me a fazer um papagaio com um saco de plástico cor de rosa. Fiquei histérica e em vez de lança-lo ao ar, guardei-o como se fosse um tesouro. Só porque era cor de rosa.
O David tinha muito jeito e os papagaios dele voavam muito alto. E ele controlava-os super bem no ar e raramente se magoava a dar corda.
Nesta brincadeira simples de criança a Nathalia percebeu isto:
           "Acontece que a gente tem algumas outras conexões com esse brinquedo de papel que vira e mexe pelos céus. É lindo o colorido, é boa a sensação de ver uma pipa ganhar o mundo, voar alto e, ainda assim, não deixar o lugar de onde veio. Ela tem asas sem deixar de ter raízes. Contrariando tudo e todos, a pipa está em dois lugares ao mesmo tempo."
E eu quero ter asas sem largar as raízes.
Quero voar mais alto sem perder lá a cabeça, sem deixar as raízes.
Quero um futuro com passado e um presente com esperança...
Sobre a reflexão da Nathalia? Clique aqui

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