quarta-feira, 13 de julho de 2022

“Eu não sou o teu pai”

Eu e o fofo tivemos um arrufo um bocadinho mais intenso. 

Cheguei a casa, vinda do retiro e tivemos de “lavar a roupa suja” e, claro, foi intenso. 

No meio da troca de argumentos ele disse uma das coisas mais duras mas ao mesmo tempo mais bonitas que eu poderia ouvir “Pois, mas eu não sou o teu pai. Eu não sou o teu pai e acho que já tens provas mais do que suficientes disso”.

Porque é que é duro: porque ele confrontou o meu monstro debaixo do colchão. 
Ou seja, ele também sabe que ele existe e que muitas vezes grita para ter atenção ou domina mesmo o ambiente. 

Mas estás palavras foram tão doces e reafirmadoras. É verdade, ele é diferente. As pessoas são diferentes e nem todas são uma “ameaça”. 

Deus guardou o meu coração e entregou a alguém de confiança, “casamo-nos para um propósito maior que ainda não sabemos qual é…”, nas palavras dele. 

Sou muito grata a Deus por isso, por ele. 
Mas minha parte, sei que tenho de estar concentrada, focada. 

Focada em não me defender dele, focada em ser vulnerável e expressar isso sem medo. 
Focada em amar e, especialmente, deixar-me ser amada, cuidada e protegida. 

Depois de tanta intensidade, comemos sushi. Obrigada, marido lindo. 
A do meu ❤️






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