1. Um salmo de Davi. O Senhor é o meu pastor; nada me falta.
2. Em verdes prados me faz descansar, e para águas tranquilas me guia em paz.
3. Restaura-me o vigor e conduz-me nos caminhos da justiça por amor do seu Nome.
Eu fiquei intrigada porque diariamente, quando paro para olhar, há muita falta.
Olho para as pessoas à minha volta (família, amigos, líderes e conhecidos) e há falta…
Mas agora questiono-me, como é que um pastor de ovelhas é capaz de escrever isto?
Qual era o foco deste pastor?
Para onde é que ele estava a olhar?
Qual era o ponto fixo dele?
E depois vem as outras questões:
Será que sobrevalorizamos algumas faltas em deterimento de muita abundância?
Somos (sou) assim tão duros de ouvido que não conseguimos “passar à frente”?
Será que somos uma sociedade de gente obsessiva, obcecada e compulsiva com as coisas em escassez?
Depois:
Como é que lidas com essa falta presente e aguda?
Como é que ajudas e aconselhas alguém nessa situação?
Eu também já vivi, eu sei o que é.
Sei como é ter uma necessidade aguda e de tempos em tempos, isto assola-me.
A cena é, como é que o David conseguiu?
Consola-me que isto não acaba aqui, vem o versículo final é assim termina o salmo:
6. Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do SENHOR por longos dias.
(Miradouro da Vitoria- Porto, Portugal)
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