Todo o processo do casamento foi muito intenso e não está devidamente registado.
Antes de me casar, estava muito preocupada com muitas coisas: datas, logística, quem pode ir, como vai ser, etc…
Mas havia um outro grande desafio dentro de mim: o “desabrochar da mulher”.
Tinha medo de casar porque não sabia o que esperar do casamento, das responsabilidades que passaria a assumir (é que vão crescendo e intensificando, com o tempo), das novas rotinas.
Eu tornei-me independente muito cedo: comecei a trabalhar cedo, geria uma casa com muita gente e depois fui gerir a minha própria casa. Geria a minha agenda, o meu tempo, as minhas coisas e as minhas vontades.
Como seria estando casada?
Depois, os velhos monstros começaram a querer sair de debaixo da cama e querer tomar lugar: em cima da cama e em toda a divisão.
Foi importante ter amigos para conversar e refocar.
Porque o casamento é bom!
E graças a Deus pelos amigos…
Agora, sinto a pressão mais baixa.
Estamos no processo de encaixe. Exige muito tempo, diálogo, paciência e graça um com o outro. Mas, no fim, sabe bem perceber que estamos a construir algo juntos.
A minha luta é a de continuar a ter mentalidade de peregrino: estás aqui, com a tua tenda, mas não fazes deste local a tua casa de pedra.
Porque estás em constante mudança, a percorrer caminho.
Para isso tenho de ter ouvido atento para ouvir, braços abertos para abraçar e malas prontas para seguir caminho.
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