sábado, 24 de julho de 2021

De braços abertos e malas prontas

Faço hoje três meses de casada. 

Todo o processo do casamento foi muito intenso e não está devidamente registado.

Antes de me casar, estava muito preocupada com muitas coisas: datas, logística, quem pode ir, como vai ser, etc…
Mas havia um outro grande desafio dentro de mim: o “desabrochar da mulher”. 

Tinha medo de casar porque não sabia o que esperar do  casamento, das responsabilidades que passaria a assumir (é que vão crescendo e intensificando, com o tempo), das novas rotinas.  
Eu tornei-me independente muito cedo: comecei a trabalhar cedo, geria uma casa com muita gente e depois fui gerir a minha própria casa. Geria a minha agenda, o meu tempo, as minhas coisas e as minhas vontades. 
Como seria estando casada?

Depois, os velhos monstros começaram a querer sair de debaixo da cama e querer tomar lugar: em cima da cama e em toda a divisão. 

Foi importante ter amigos para conversar e refocar. 
Porque o casamento é bom!
E graças a Deus pelos amigos…

Agora, sinto a pressão mais baixa. 
Estamos no processo de encaixe. Exige muito tempo, diálogo, paciência e graça um com o outro. Mas, no fim, sabe bem perceber que estamos a construir algo juntos. 

A minha luta é a de continuar a ter mentalidade de peregrino: estás aqui, com a tua tenda, mas não fazes deste local a tua casa de pedra. 
Porque estás em constante mudança, a percorrer caminho. 
Para isso tenho de ter ouvido atento para ouvir, braços abertos para abraçar e malas prontas para seguir caminho. 




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