Cinco datas depois, muito stress, dores de crescimento depois chegou o grande dia. O dia “C”.
Deus realizou os desejos do meu coração.
Acordei muito cedo!
Muito mais cedo do que o suposto...
Tive descargas seguidas de tantos nervos. Doía-me tanto a barriga. Tanto, tanto mas tanto que pensei que não iria aguentar o dia.
Estava tão nervosa... não sabia explicar porquê.
Acordei com um “peso” terrível.
Esse peso não estava relacionado com aquela ideia do cold feet, porque nunca questionei se estava a casar com a pessoa certa. Essa convicção já era antiga e enraizada.
Era mais do “caneco... vou mesmo casar? Será que tenho estrutura para casar? Será que vou conseguir? Será que eu posso assumir essa responsabilidade toda?”
Parece que era aquela noção de realidade e consciência.
O que me apaziguava era ter a certeza de que não estou sozinha, Cristo faz esta união comigo, e que o futuro é feito um dia de cada vez!
A cabeleireira chegou e fez a sua magia.
Tinha um penteado lindíssimo. Tal e qual como queria:
Sou muito grata à Núria (Fashion Hair), pela forma como ela cuidou de mim.
Passado uns minutos, a minha irmã de baunilha Iris chegou e também fez a sua magia e maquilhou-me eximiamente:
Tive exactamente aquilo que queria: batom vermelho e pestanas gigantes.
Como sou pitosga assumida, casei-me de óculos.
A Débora C, também chegou e fez um trabalho excepcional. Cheia de paciência e graça com as pessoas. Top mesmo!
Nós fomos muito abençoados...
O tempo demorou eternidades a passar. Cada minuto pareciam 2h e nunca mais acabava aquela agonia... Deus me acuda!
Vesti-me, tirei mil fotografias, com toda a gente e o padrinho orou pelo dia.
Fui uma noiva bastante pontual!
Cheguei à igreja às 15:25/15:30h!
Tive de esperar que o Ailton entrasse para poder sair e entrar também (que agonia...).
As irmãs perderam-se e atrasaram-se, fazendo aquilo uma catadupa mas lá entrei.
Decidi que iria usar véu. Era um grande dilema... não sabia se usava se não.
Mas, no fim, decidi usar e a minha mãe ficou radiante da vida.
(Nas provas, para decidir como e se levava)
(Decisão final: com véu)
A minha família estava radiante. O meu sobrinho chegou à minha casa, viu-me com o vestido e ainda demorou uns segundos a reagir. Depois disse “oh pai, a tia à pinxexa” (tradução: A tia parece uma princesa).
Os meus irmos estavam tão contentes... foi tão especial partilhar este dia com eles.
A minha mãe flutuava, o meu pai estava muito orgulhoso.
Fui com o meus padrinhos e com o bolo.
Chegámos bem cedo e o A ainda não tinha chegado.
Então para não correr riscos, fomos dar uma volta ao quarteirão.
Enquanto aguardávamos, estava a conversar com o padrinho. E ele falava da arte de ouvir. Ouvir simplesmente por ouvir, não para aconselhar ou resolver.
Ele falou da arte do debrief e nesse processo apenas ouvimos e fazemos perguntas pertinentes ao que a pessoa disse.
Depois ele perguntou-me como estava. Contei-lhe o peso que senti ao acordar, expliquei e ele disse-me (de forma tão reafirmadora) que o que sentia era normal é bom sinal.
Era sinal de que tinha consciência do passo que estava a tomar, é importante, mas também me assegurou que eu não estou só.
Depois o Elli ligou-me a avisar que já poderia ir porque ia entrar.
Pusemo-nos a postos e entrei na igreja com o meu pai.
Não sei bem explicar aquele momento.
Ouvi a música da minha entrada tocar (“Escolhi te esperar - Marcela Taís e Vocal Livre”), as minhas damas meteram-se a postos e entrámos... gente...
Quando vi o A, o meu coração foi aos pés e voltou... ele estava tão bonito e nervoso.
O grupo de louvor, constituído por queridos amigos, fez um trabalho excelente.
Cantaram exactamente as músicas que pedimos e foi tão importante. Eu tentei controlar-me tanto mas não deu. As lágrimas foram inevitáveis.
A Connie foi tão forte na pregação... Eish... minha Connie. Muito bonito mesmo
O Tiago também foi tão bom na condução do tempo.
A nossa cerimónia foi tão bonita, tão amorosa e digna. Casámos!
Fomos para a rua para atirar as pétalas de rosas:
Depois (do passeio higiénico, como disse a CRL) entrámos para o corte do bolo espetacular:
A Stelvia fez um trabalho TOP!
Distribuímos prendas porque queríamos honrar os nossos pais e padrinhos e as lembranças.
Depois disso, fomos tirar as fotos já casados com o Tiago que fez um trabalho exímio.
Acabámos o dia esfomeados e fomos parar aqui:
O Tiago, deixou-nos no hotel e fomos (agora) casar. Foi lindo!
Não temos palavras suficientes para agradecer a tantos, o amor e o carinho que recebemos.
Foi um dia maravilhoso.
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