sexta-feira, 11 de setembro de 2020

É isso...




Há umas semanas atrás, tive uma conversa com a CRSM que durou 5h (basicamente fizemos o equivalente a um part-time) mas estávamos a precisar, como amigas. 

Esta conversa ainda ecoa em mim. 
Desde essa data que ando a refletir nas coisas que falámos...

Um tópico que falámos era sobre “a quantidade de porcaria que acontece mesmo debaixo do nosso nariz todos os dias e nós não nos apercebemos”. 
Conversámos sobre a quantidade de vezes que olhamos para o jardim do vizinho e pensamos que a relva é mais verde... sem termos a mínima noção do que são as lutas internas dessa pessoa. 
Ela dava o exemplo de uma rapariga que conheceu há uns anos atrás na Alemanha: uma rapariga alta, lindíssima e com a aparência de uma vida maravilhosa. 
Ela fez uma partilha de grupo e ficou conhecido que ela se auto-mutilava...

Era destas pessoas que Jesus cuidava, é deste tipo de situação que (eu entendo) Deus inclina o Seu coração e o Seu olhar atento e amoroso. 
Eu quero estar atenta. Não só para a minha relação com Deus mas para o lado comunitário disto tudo. Igreja (Corpo de Cristo) tem de ser família ou no mínimo comunidade. Onde amamos e somos amados, cuidamos e somos cuidados. Onde somos incluídos e onde incluímos. 

Depois estivemos a pensar no COVID-19!
Pela primeira vez a nossa geração (ou seja, os que estão vivos no presente momento), estamos no mesmo barco!
Todos estamos a bater mal, estamos todos a sofrer e a adaptar à “normalidade”. 
Esta é uma boa oportunidade para ser representação de Cristo ao mundo: um mundo escuro, medonho, sofrido e sem esperança. 

É isso, caneco!



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