E graças a Deus por estas férias!
Era exactamente aquilo que eu precisava, nesta fase, com estas circunstâncias e envolvente.
Foi muito bom porque, mais uma vez, Deus marcou um encontro comigo!
Mondim é sempre o meu oásis no meio do deserto.
O lugar onde recebo sempre muito mais do que alguma vez posso dar ou retribuir, o lugar onde sou amada e convidada a desacelerar e usufruir da paz.
Talvez por ser o campo.
Este fim-de-semana teve um sabor muito especial.
Tudo estava estipulado para não conseguir chegar. Comecei por perder o comboio, por 1 ou 2m; uma viagem de Uber turbulenta, com trânsitos em lugares completamente improváveis àquela hora, e que teve de terminar no Oriente - porque perdi o autocarro em Sete Rios.
Quando comecei a entrar pelas terras de Basto, houve uma descompressão muito grande. Comecei a ser invadida pela paz.
Comecei a sentir o meu corpo a desacelerar de forma muito natural. Quase como se estivesse em simbiose perfeita com a natureza.
Fui invadida pela paz. Muita paz!
Fiz uma viagem tranquila, correu tudo muito bem.
Depois dos beijos e abraços, longos e apertados, fomos almoçar. E é sempre tão bom almoçar naquela cozinha!
Depois de almoço, fomos fazer uma caminhada longa pela Levada do Piscaredo.
Foi muito bom estar em contacto com a natureza. Ver e ouvir a força e potência do rio.
Quem pode conter um rio? Quem o pode impedir de correr livremente?
Nesta mesma caminhada, conversei muito com a Em.
Verbalizar foi como tirar o pus de uma ferida infectada. Até consegui sentir isso.
A Em, ouviu-me com paciência, calma e doçura.
Descobri uma curiosidade:
Os sobreiros demoram 9 anos para se recompor após uma retirada de cortiça. 9 anos!
Regressámos para um bom jantar. Calmo. Tranquilo. Com boa conversa.
Fui muito cuidada e acarinhada por estes amigos, famÃlia, que tanto amo e estimo.
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