segunda-feira, 20 de maio de 2019

Mondim do meu 💛




Vim passar o fim-de-semana a Mondim. De férias.
E graças a Deus por estas férias!
Era exactamente aquilo que eu precisava, nesta fase, com estas circunstâncias e envolvente. 
Foi muito bom porque, mais uma vez, Deus marcou um encontro comigo!

Mondim é sempre o meu oásis no meio do deserto. 
O lugar onde recebo sempre muito mais do que alguma vez posso dar ou retribuir, o lugar onde sou amada e convidada a desacelerar e usufruir da paz. 
Talvez por ser o campo. 

Este fim-de-semana teve um sabor muito especial. 
Tudo estava estipulado para não conseguir chegar. Comecei por perder o comboio, por 1 ou 2m; uma viagem de Uber turbulenta, com trânsitos em lugares completamente improváveis àquela hora, e que teve de terminar no Oriente - porque perdi o autocarro em Sete Rios. 

Quando comecei a entrar pelas terras de Basto, houve uma descompressão muito grande. Comecei a ser invadida pela paz. 
Comecei a sentir o meu corpo a desacelerar de forma muito natural. Quase como se estivesse em simbiose perfeita com a natureza. 

Fui invadida pela paz. Muita paz!
Fiz uma viagem tranquila, correu tudo muito bem. 

Depois dos beijos e abraços, longos e apertados, fomos almoçar. E é sempre tão bom almoçar naquela cozinha!

Depois de almoço, fomos fazer uma caminhada longa pela Levada do Piscaredo. 


 Foi muito bom estar em contacto com a natureza. Ver e ouvir a força e potência do rio. 
Quem pode conter um rio? Quem o pode impedir de correr livremente?

Nesta mesma caminhada, conversei muito com a Em. 
Verbalizar foi como tirar o pus de uma ferida infectada. Até consegui sentir isso. 
A Em, ouviu-me com paciência, calma e doçura. 

Descobri uma curiosidade:
Os sobreiros demoram 9 anos para se recompor após uma retirada de cortiça. 9 anos!

Regressámos para um bom jantar. Calmo. Tranquilo. Com boa conversa. 

Fui muito cuidada e acarinhada por estes amigos, família, que tanto amo e estimo. 

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