quarta-feira, 18 de abril de 2018

Teens...

Eu não aguento a adolescência!
É um período muito estranho na vida do ser humano...
Não consigo compreender os adolescentes, assim como não consigo compreender os bebés de 2/3 anos.

Temos de repetir constantemente a mesma coisa, desafiam a nossa autoridade, acham que já sabem fazer tudo sozinhos (mas quando tentam fazer, o resultado é asneira...). É complicado e (até) insuportável!

Sendo eu uma pessoa pratica e com alguma capacidade de antever as coisas, tenho uma profunda irritação por esta situação. Porquê? Porque perdemos tempo, gastamos recursos e energias para nada!!!

Mas acho que estou a aprender, aos poucos a amar adolescentes e a ter paciência e tolerância com eles. 

Nas férias da Páscoa, fomos com os miúdos ao Planetário. 


Chegámos lá muito cedo, então para os organizar, foi necessário gastar cerca de uns bons 10m. 
Decidi comprar essa guerra de forma a responsabilizá-los pelo comportamento enquanto grupo. 

Depois da tourada, fomos para o jardim em frente ao Mosteiro dos Jerónimos. 

Eles pediram para ir saltar à corda (o jogo da moda):




Nesses 35m, eles ficaram entretidos!
Saltaram até não poderem mais, quase que se iam matando, mas correu bem!

Assistimos à sessão, correu bem. 
Não perdemos ninguém, ninguém se matou e eles não gritaram!!!

Fomos almoçar. Almoçamos com pouco sossego porque eles, por pequena coisa, querem fazer explodir uma bomba atómica...

Depois de comer (o pouco que consegui), uns miúdos vieram ter comigo neste diálogo:
- Belinha, já almoçamos. E agora, vamos fazer o quê?
- Vamos deitar-nos na relva e pensar no infinito - respondi
- Não Belinha, queremos correr!

Já que eles queriam gastar energias, eu e a Débora, fizemos exercícios com eles (coisas que faço no Krav e ela no Muay Thai). 


Depois disso, fomos jogar futebol humano. 

Eu só pensava no quando é que eles se iriam cansar e sentar na relva. Mas eles pareciam dínamos que se auto-alimentam. Quanto mais energia gastam, mais energia carregam. 

Acabei o dia exausta, com dores de cabeça, mal-disposta (da viagem de autocarro), mas com o coração alegre. 
Porque estou perto deles. Eles podem construir memórias comigo, mas também porque a minha tolerância aos poucos vai aumentando...

Sou muito grata pela Débora. Ela trouxe-me muito alívio nesse dia e ajudou-me imenso!

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