Os miúdos estão a crescer.
Deixaram de ser os miudinhos fofinhos que tínhamos antes e passaram a ser os adolescentes com pancada para a rebeldia e adolescência.
Eu sei que já extrapolei de todo, com muitos deles, o papel de profissional!
Eu não consigo olhar para eles apenas com os olhos das regras da ética e da deontologia profissional.
Depois de 4 anos de história, muita das vezes faço mais o papel de familiar/ cuidadora do que propriamente de técnica...
Mas isso implica viver isto...
Já tive a fase em que enterrei a cabeça na areia. Como custava ver, ouvir, viver e sentir, alienei-me, tornei-me apática. Porque era mais fácil. Ou parecia ser mais fácil.
E algo falou mais alto: o amor.
A verdade é que eu amo o bairro, amo os miúdos e amo os seus cuidadores...
As últimas semanas tem me dado cabo da cabeça...
Custa-me muito ver os erros que eles estão a cometer. Por desporto!
Agora a sério:
Eu sei que todos nós temos de nos auto-conhecer mas custa-me ver os erros que eles estão a cometer.
Parece que eu consigo ver algo que eles não conseguem ver mais à frente, na linha do horizonte.
Também dou por mim, imeeeeeeeensas vezes, a repetir as palavras que os meus pais me diziam e me enchiam de raiva...
Realmente era tudo pra o meu bem!
Como não sou mãe nem cuidadora, como não tenho responsabilidade efectiva sobre nenhum deles, vou fazer o que está ao meu alcance: orar!
E ao orar e ler a Bíblia “veio” este texto, no qual deposito a minha esperança profunda para estes filhos que não são meus:
Se eu, humana e falha, sinto isso, quanto mais não sente Aquele que os criou e que vê todas estas coisas...
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