sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

À Vera

A Vera viajou...
Ainda estou a processar esta informação. 
 

A partir de agora a Verita está a muitos kilometros de distância...

Sinto-me desestruturada...
Porque a Vera é das únicas pessoas que percebe "pelo cheiro" que estou ou não estou bem. 
Ela é aquela que sabe distinguir perfeitamente sono e frustração, cansaço e tristeza, sono e dor...
Ela é aquela que me abraça com amor, dá-me a mão e ora por mim em quietude, onde só vês lábios em movimento, ouves palavras sussurradas e algumas lágrimas discretas. 
Ela é aquela que me liga e diz "Belinha, preciso de sei-lá-o-quê" e transforma no momento em que quem saiu ajudado és tu!
Não me posso esquecer das muitas tardes na casa de Benfica em que nos deitávamos na cama dela e conversávamos durante horas, desabafávamos e cuidávamos uma da outra. 
Não me posso esquecer daquele bendito dia do ano de agosto, em que ia para lá ajudar a lavar janelas mas que acabou num lavar de alma. Da minha alma. 
Esse dia teve como resultado o início da cura que precisava desesperadamente...

Ela viajou na 2f e custa-me pensar que ela já não vai estar cá para ver, para perceber...
Custa-me também estar longe do Lucas e do Tigre... já fiquei sem afilhado, agora estou sem estes miúdos...

Por outro lado, compreendo os motivos. Claro que sim!
Genuína e verdadeiramente quero que eles consigam alcançar os objetivos que os levou para o estrangeiro, sei mesmo que é o melhor. 

Acredito que Deus irá mesmo cuidar da nossa amizade!
O interesse que nutrimos é mútuo, a profundidade das partilhas são mútuas e só temos de aprender a lidar com a distância. 

Que Deus seja connosco. 
Vamos confiar e conseguir. 
 
 

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