sábado, 27 de agosto de 2016

Sobre a memória



Desde pequena que tenho o hábito de ler e escrever. 
Em busca da aprovação do meu pai, lembro-me de sentar à beira dele e fingir que lia o jornal (enquanto nem sabia ler) e ia desfolhando as páginas e via as figuras. 
Depois, quando aprendi a ler, lia os jornais velhos dele (e isso criou em mim o hábito e facilidade em ler jornais. Gosto do Diário Económico, Expresso, Sol, Diário de Notícias, por exemplo)

Mas não me lembro de onde saiu o hábito de escrever diários. 
Sei que o diário mais antigo que tenho guardado é da altura que tinha 12 anos. 

À medida que vou escrevendo os diários, vou guardando e é muito raro lá voltar. Assim como é muito raro ler um livro (na íntegra) duas vezes. 

Mas, há fases específicas em que temos necessidade de ler duas vezes. 
E ao reler, lembrarmo-nos de detalhes que já desvaneceram ou mesmo de lembrar dos detalhes na íntegra. 

Vou tentar seguir o conselho d' "O Principezinho":

O problema não está no crescer. Está no esquecer

(Citação do filme - que já agora está muito bom!)

Por isso, vou tentar não me esquecer do que tenho estado a aprender.
Que Deus me ajude, a memória seja simpática e o papel não acabe!

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