sexta-feira, 29 de maio de 2015

Escolinha

Há pouco tempo tive a ouvir relatos de pais que contavam o drama que foi deixar os filhos na escola pela primeira vez.
Lembro-me que eu estava muito ansiosa por ir para a escola, aliás estava em pulgas para ir.
A minha mãe conta que no dia que soube que iria para a escola acordei muito cedo e arrastei a minha avó até à escola.
Ela levou-me à escola nas primeiras semanas, ia sempre levar-me e buscar-me, e depois foi, aos poucos, deixando-me ir sozinha ou com os meus colegas do bairro.
Eu morava muito perto da escola.
Era um caminho de 7 ou 8m, no máximo.
Quando entrei para a escola já sabia ler o escrever o meu nome completo e identificar todas as letras do alfabeto.
Também já conhecia os números e sabia contar.
Tudo isto aconteceu graças à minha prima Lia.
Nós temos dois anos de diferença, por isso entrou para a escola primeiro que eu e como morávamos todos juntos eu via-a sempre a fazer os tpc's.
E eu andava ansiosíssima para fazer tpc's, então a prima Lia ia escrevendo as letras do alfabeto e eu copiava tudo com muito cuidado e rigor.
Com 5 anos já lia os livros que tivessem frases curtas e lia os headlines do jornal do meu pai, o 24horas.
Os meus momentos na escolinha eram espetaculares!
Até hoje vejo a minha professora como um bom exemplo. Ela era espetacular e acompanhou-nos do 1 ao 4 ano.
Eu acreditava que ela iria mudar de escola connosco quando fôssemos para o 5 ano.
E já depois de estar no 5°ia visitá-la muitas vezes.
Recordo sempre com muito carinho estes momentos da minha infância.
Recordo com carinho o tempo em que o maior dos meus problemas era ter de fazer sestas até às 15h, em que acreditava que quando chovia era porque Jesus estava a chorar (esta história é engraçada: uma vez perguntei à minha avó o porquê que chovia. E ela disse-me que chovia porque Jesus estava a chorar porque tinha me portado mal.
Então sempre que chovia, punha-me à janela e orava a pedir perdão e parava de chover. Simplesmente assim. Mas um dia choveu imenso.z Chovia a cântaros e não parava. Lembro-me orar muito, à beira da janela, a pedir perdão a Jesus e a chuva não parava. Eu fiquei aflitíssima a tentar lembrar-me de todas as traquinices e marotices que tinha feito em toda a vida e pedi perdão por tudo o que me lembrava. E não parava de chover. No domingo fui para a igreja a sentir-me muito em baixo, porque "Jesus continuou a chorar e não me perdoou" até que a minha professora da ebd, a Clara ou a Tina, explicou-me que a chuva era um fenómeno natural).
Recordo com carinho e saudade a inocência e a grande capacidade de acreditar e sonhar, eu sonhava que todos os dias da semana teria uma profissão diferente. Seria professora à segunda, cabeleireira à terça, bailarina à quarta, médica à quinta e etc...
Que Deus me ajude...
Deus me ajude a não perder a capacidade de acreditar e de sonhar. Que Deus me ajude a não perder a inocência mas a não ser imprudente e "alvo fácil ". Que Deus me ajude para que o meu coração não se endureça de tal modo que Deus desapareça de mim...
No Salmo 119:49 e 50, o salmista escreveu:
        "Lembra-te da palavra que deste a este teu servo; fizeste-me pôr nela a minha esperança. Até na minha angústia fui confortado, porque a tua palavra me deu vida"
*suspiro*
     (Versão a Bíblia para todos, ênfases por mim)

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