quinta-feira, 10 de novembro de 2022

Oração da manhã

“Ó Senhor, ouve minhas palavras e presta atenção a meus gemidos. Atende a meu clamor por socorro, meu Rei e meu Deus, pois é somente a ti que oro. 
Escuta minha voz logo cedo, Senhor; toda manhã te apresento meus pedidos e fico à espera. 
Alegrem-se, porém, todos que em ti se refugiam; que cantem alegres louvores para sempre. 
Estende sobre eles tua proteção, para que exultem todos que amam teu nome. Pois tu, Senhor, abençoas os justos; com teu favor os proteges como um escudo‬‬” 
              (Salmos 5:1-3, 11-12, versão NVT)

Trazer à memória para não esquecer. 
Senhor Jesus, hoje eu preciso muito da tua companhia. Presente perto de mim. Junto a mim. Lado-a-lado. De braço dado para aguentar o dia que se chama hoje, por favor. 



terça-feira, 8 de novembro de 2022

Eu não sei lidar…

Eu sei não lidar muito bem com as minhas dores…

Normalmente, só escrevo sobre as minhas dores quando elas já passaram. 
Só me expresso quando tudo já passou. Porquê?

Porque ao longo da vida aprendi a viver as minhas dores sozinha. 
Viver tudo muito dentro de mim, dentro da minha cabeça e também me refugiando na oração. Usando a oração como subterfúgio para dor, criando um ídolo. Um deus à minha imagem e semelhança, em quem posso mandar, a quem posso manipular e regatear (mas este é outro assunto…)
E (muitas vezes) nem na própria oração eu me escondia. Porque dói. E eu não sei lidar…

Quando dói é muito assustador para mim. 
Eu não sei viver estas coisas. Eu não sei verbalizar. Então eu encolho-me. 
Guardo para mim e escondo-me no cordial “está tudo bem”. Para toda a gente… e aqui também devo incluir o meu marido.. que até dele eu fujo… é mesmo complicado…

Como uma avestruz, eu afundo a cabeça na terra, ou paraliso. 
Passo um bocado e venho ao cimo, luto, falo, expresso-me mais um bocado…

Neste processo de metanoia (mudança de mente), Deus tem me falado muito sobre Corpo, comunidade, ouvir e obedecer. E a minha comunidade de fé também está nesse processo. 

No domingo, eu vivi algo que foi como uma lufada de ar frio: eu abri a minha vida e o lugar da minha dor e pude receber algo que eu devo encontrar no seio do corpo: amparo, consolo, abraço amigo (nem sei se posso usar dois pontos dessa forma). 
O Corpo pode ser comigo e viver comigo aquilo que a palavra diz que tem de ser “sofrer comigo a dor de um membro”.
Como que se eu, uma célula, estivesse a não viver o ciclo do cancro…

Na minha experiência, isso foi redentor, isso foi miraculoso. No meio do ordinário, do comum. De outras células, como eu, trazerem-me saúde e bloquearem o crescimento de tecido anómalo à minha volta…

Como cantou a Marcela Taís, da música da minha espera, sou paciente e tenho de ser paciente…



Marcela Taís - Paciente

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Coisas bonitas de se ler #34



Voltei a reler as Crónicas de Nárnia. 
Porque sim. Depois da sociedade do cansaço, decidi dar uma pausa ao meu cérebro e comecei a ler e foi incrível reler. 

Interessei-me por Nárnia pelos filmes e depois, com o GBU, fui descobrir os livros do C. S. Lewis e tal. 
No início dos 20, li os livros mas já não me recordava das histórias então decidi voltar. 

“O sobrinho do mago” já foi.
Foi tão bom lembrar disto:
“Salve Aslam!
Ouvimos e obedecemos. Estamos despertos. Amamos. Pensamos. Falamos. Sabemos.”

sábado, 5 de novembro de 2022

Coisas bonitas de se ler #33



Este livro é qualquer coisa!!
Gostei imenso da perspectiva do Han sobre os nossos dias. 
Essa questão do positivismo exacerbado, todo o apelo anti-negatividade está a adoecer, a consumir a nossa alma. Por isso, talvez, tanto burnout e tanta depressão ao nosso redor. Gostei imenso desta leitura!

É um livro bem pequeno, dezenas de páginas recheadas de muita profundidade. 
Gostei!

Outra coisa boa: para seres bom naquilo que queres comunicar, e incisivo, não precisas de grandes dissertações. Em menos de 60 páginas, Han deu-me conta do cérebro e das ideias. Muito bom!