domingo, 30 de dezembro de 2018

Lovely Sundays ou “A brasileira” #43



Hoje a Fê, veio almoçar cá em casa!
Foi lindo, foi maravilhoso e edificante. Gosto mesmo dela!

Há uma coisa: quando eu estou com ela, eu solto a brasileira que há em mim!!
Há um vídeo nosso a cantar uma música... não revelo título (porque é demasiado humilhante) mas é de uma cantora que os meus pais gostam muito (aliás, toda a gente na minha família! Incluindo os tiosClara e Nelson...)!

Foi muito lindo, muito lindo.
Alguém que me entende, foi lindo!

Ah, também ouvimos isto, destes lindos:



quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Celebração

Hoje, recebi cá em casa os tios Lange. 
Tive a oportunidade de lanchar com eles e foi maravilhoso!
Eles são uma família modelo para mim. A sabedoria e experiência deles sempre me “dazzle”...

Eles são pessoas que amo muito e foi muito bom partilhar e aprender com eles. Orar juntos. 

Pudemos, juntos, celebrar a amizade e a esperança que nos une: Jesus Cristo. 
É tão bom ter este casal de missionários como amigos. Sou mesmo grata a Deus por isso. 

É um presente de Deus!




quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

“Mas tu vives em que mundo?”

É uma das perguntas que mais tenho ouvido por parte daqueles que dispensam tempo comigo...

Parece que eu parei no tempo, não sei de nada, não vejo nada, não entendo nada. 
Mas isso não é o que mais me custa... o que me custa é quando a minha (pouca) fé na humanidade ainda é posta em causa!

Ó pá, eu sou uma pessoa que foi mal-educada nesse sentido. 
Sou uma pessoa que ainda queria acreditar que as pessoas são conforme dizem, que ainda haviam barreiras que não se ultrapassavam...
Tenho de descer à terra. Tenho de vir viver neste mundo. 

Mas confesso que tenho medo dessa Belinha, que vai descer à terra e vai viver neste mundo. Tenho muito medo!




quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

A minha casa!



É quase, quase Natal e eu sou uma dona-de-casa!!

Jesus, deu-me o melhor dos presentes e eu não consigo guardar para mim a alegria e felicidade por ver este sonho realizado. É grande de mais!

Eu estou a viver numa casa tão linda, tão linda e aconchegante. 
Sou completamente apaixonada por esta casa!

A minha casa é mesmo bonita!!!
Não tenho assim uma vista maravilhosa ou tanta luz natural como nos outros lugares que passei, mas esta tem o sabor de casa. Minha casa!

Estou deslumbrada com Deus. Estou completamente deslumbrada com Deus. 
E sou muito, muito grata por isso. 
Tão grata que me apetece gritar aos quatro ventos e soltar confetti, pelo tanto que o Senhor tem sido bom para mim 🎉 .

Sabes, eu sei que não sou ninguém, faço imensa porcaria, não sou mesmo nada... mas ainda assim, Deus decide honrar-me. 
A mim... isto é uma honra!
E se é uma honra, tenho de me portar à altura. 




sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Preparativos, preparativos...

Há coisa de quatro anos, enchi o saco!
Foi a gota final. 
Decidi que já não me iria mais envolver em azáfamas de Natal. 
Tinha desistido de andar stressada, cansada, rabugenta porque tenho de montar cenas para um dia. 
Então, fiquei encostada à box. 

Há dois anos, repeti a dose de preparações e tive vontade de agredir severamente pessoas ou metê-las num navio, lançá-los no meio do oceano e mandar uma bala de canhão mesmo no meio da embarcação e apreciar o cenário...

Quando isto veio ao cimo, percebi que alguma coisa estava muito errada comigo...
Então fortifiquei mais a decisão de não estar nem participar. 
Por forte influência do cargo que assumi, no ano passado, tive de ajudar a partir do final, mas não me envolvi em mais nada. 

Este ano, ando a trabalhar que nem uma moura outra vez...
Ao ponto de estar farta disto do Natal...

Tenho de parar e reflectir mesmo sobre isso...
Porque o Natal não pode ser isso. 
Natal são boas novas de paz e harmonia, boas novas para todos os povos, que o Reino de Deus está a chegar (e efectivamente, chegou, em Jesus!). 

O mais importante aqui não é a quantidade de trabalho, é a minha atitude!










sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Escolhas

Uma coisa que tenho aprendido é a selecionar as minhas lutas. Hoje em dia, já não luto por qualquer coisa. 

Aprendi que eu não sou pugilista profissional e que ter paz, muitas vezes, é melhor do que ter razão!

Não tenho nada para provar a ninguém, não devo nada a ninguém. Então vou viver dessa forma.

Também estou a melhorar no que toca a cobranças. Antes, cobrava muito das pessoas. Tinha o mindset de que “seu eu faço, os outros também o farão”... mas a vida não é assim!
Nós somos todos diferentes, pensamos de forma diferente e temos diferentes sensibilidades. E eu tenho de respeitar as pessoas tal e qual como elas são.

A vida é tão corrida e, às vezes, difícil. As prioridades não são as mesmas sempre, as circunstâncias mudam. Quero continuar a ter essa postura. 
Prefiro ter paz! 



segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

“Lar, doce lar”

Finalmente terminei as mudanças!
Já retirei tudo da casa da minha mãe e já tenho na minha casa. 
Agora, é o processo de arrumar tudo, arranjar um lugar para tudo. 
Tenho de ter paciência... por mim, já teria toda a casa arranjada e pronta. Mas tenho de me lembrar que estou a começar e ter paciência. 

Tenho a cozinha arrumada e funcional, já comecei por acomodar as roupas nos seus devidos lugares. Tenho a cama feita (com lençóis que a minha mãe ofereceu). 
Falta o resto... resto esse que são os sapatos, uns bons sacos de compras (dos grandes) de livros e outros de material de escola dominical... e ainda não tenho cá nada de artesanato (porque desfiz-me de tudo antes de viajar)... isto vai ser bonito!

Sinto que preciso de tudo.
Olho para a quantidade de livros que tenho e penso que preciso de estantes/ prateleiras, faltam-me panos de cozinha, toalhas de mesa, lençóis...
É verdade que preciso de muita coisa, mas também já tenho muitas peças que compõem o puzzle e fico muito feliz por isso!
Já tenho idealizada a decoração do WC e só falta montar tudo como quero e já tenho algumas das coisas que preciso. Ainda falta, mas para lá caminhamos. Devagar. Despacio

É só ter paciência e aproveitar cada nova conquista:






Sabe bem ter a minha casa!

domingo, 25 de novembro de 2018

“Changes”



Já comecei, oficialmente, as mudanças. 
Hoje vim ao apartamento mudar as coisas. 
Ainda não tenho muita coisa mas tenho o básico!
Tenho electrodomésticos essenciais, tenho mobília e tenho pratos, copos, panelas, frigideiras e pirexes!!

Agora, aos poucos, vou montando e equipando ao meu gosto. 
Organizar à minha medida, decorar à minha maneira...
Estou ansiosa para que chegue logo o final da semana para mudar-me definitivamente!!!
(A semana que mal começou!)

Este apartamento é um presente de Deus, demonstrado no amor de amigos. 
São nas coisas mais simples que Deus vai sempre testificando a Sua grande fidelidade!

Sou muito grata aos amigos V e C. 
Sou muito grata às amigas Iris e Miri, que me ajudaram nas mudanças. 


Ps, falta inaugurar!!

sábado, 24 de novembro de 2018

Análise:



Preciso de fazer um pequeno detox. 
Tenho de, alguma forma, aliviar a minha mente. 
Tenho de acabar com este ímpeto constante de fazer scroll down, de clicar duas vezes e querer mostrar tudo!

Nem tudo é para ir a público. Nem tudo é para ser partilhado!
Tenho de desfrutar mais da vida real e não pensar tanto na foto que tenho de tirar para o Instagram (ou outra rede social qualquer). 
Tenho de exercer a disciplina do auto-controlo. 

Tenho de viver mais. 
Os meus reais amigos saberão sempre onde estou e como me encontrar. 
Agora é tempo de limpar os filtros. 

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

“Os meus tempos...”

“... estão nas Tuas mãos” Salmo 31:15

Estou numa fase de transição. 
Acabei de chegar a Portugal. Acabei de rever a minha família. Conheci finalmente o meu sobrinho, Erick. Voltei ao meu trabalho. Sinto-me bem, sinto-me agradecida, muito agradecida, pelas oportunidades que Deus me deu. 
Em breve, começarei as mudanças... e eu sou o tipo de miúda que não gosta muito de mudanças. Eu gosto de estar quietinha, no meu cantinho confortável. Mas também já aprendi que fora da minha zona de conforto é que está a vida que tanto almejo!

As mudanças produzem sempre em mim um volume de stress e ansiedade muito grande. Saltar para o desconhecido deixa-me profundamente desconfortável. 

Viver no estrangeiro ensinou-me a lidar “um bocadinho melhor” com as mudanças e desconfortos. Ajudou-me a descansar Naquele que conhece todas as coisas. 

Ainda há algumas coisas que me põem desconfortável, ainda há coisas que tenho de lidar, outras que tenho de descansar e confiar. 
Confiar que os meus tempos estão nas mãos de Deus e viver este verão da vida. 

Que Deus me ajude!



quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Boa noite

Em Portugal, nos dias difíceis uso uma peça vermelha. Quando preciso de me sentir poderosa, pinto as unhas de vermelho forte. 
Aqui, no estrangeiro, onde não tenho o meu “arsenal” é muita das vezes me sinto como uma mendiga, nos dias difíceis leio vorazmente ou vou dar uma volta. 

Hoje, nenhuma das técnicas resultou então usei a técnica que uso em Portugal quando estou muito chateada ou frustrada: cozinhar!
(Eu cozinho muitas vezes, mas quando estou com raiva, em Portugal, vou limpar a casa dos pés à cabeça ou cozinho. Depende do que for mais urgente...)

Então, hoje fiz gnocchi. Pela primeira vez. 


Correu bem, as minhas colegas de casa amaram. Para próxima tenho de ter cuidado na quantidade de ovos que meto mas mesmo assim, correu bem!


Parecia que estava a comer pequenas almofadas ou nuvens. 
Estou feliz!!!
Para a próxima vez, tento “embelezar” a coisa. Mas hoje, era a primeira tentativa.  

Também tentei fazer red velvet. 


A coisa correu mais ou menos...
O corante em gel da Dr. Oetker é uma porcaria. Usei uma bisnaga inteira mas não ficou vermelho. Ficou com cor de beterraba...


Mas o recheio ficou muita saboroso!




Já estou aliviada da frustração. Vou dormir!

domingo, 28 de outubro de 2018

Sobre... ser solteiro!



Em primeiro lugar: sou solteira. 
Em segundo lugar: sou feliz e estou satisfeita. 

Parecem declarações impossíveis mas é a pura realidade. 
Graças a Deus, sou uma solteira que é feliz, satisfeita e grata pela oportunidade. 

Pelo simples facto de ser solteira, tenho a liberdade que muitos não têm, por exemplo: a liberdade de sair do país para servir a Deus. Eu e as minhas coisinhas. 
Quando Deus diz “‘bora?” eu posso responder “já não era sem tempo!”.
Não tenho de me preocupar com logísticas familiares, faço malas só para mim e sigo caminho. 

Se me perguntarem “quantas vezes por semana és feliz e satisfeita em Deus pela tua solteirice?”, seria capaz de responder 6/7. Em 7 dias da semana, 6 estou satisfeita. 

Aos poucos, com muita paciência (da parte de Deus), aprendi a olhar para as situações com olhos diferentes. 
Ser solteiro não é de todo uma maldição!
Não sou uma handicapped porque não tenho uma aliança na mão esquerda. Muito pelo contrário!!!

Aprendi a ter Jesus como exemplo (e se bem se lembram, Jesus foi solteiro!). Jesus estava tão focado em fazer a vontade do Pai que não poderia afford distracções. 
O Filho do Homem andava de terra em terra, a pé, dormia e comia onde dava, agora imaginem Jesus com o seu ministério itenerante e a gerir toda uma vida familiar. 

Outra coisa que também serviu de consolo para mim foi ler esta passagem com outros olhos:
“Jerusalém! Alegra-te, tu que parecias estéril e sem filhos, entoa cânticos de alegria, tu que não tiveste as dores de parto. Tu, mulher abandonada, terás mais filhos que a casada. É o SENHOR quem o diz!” Isaías 54:1
Sabem o que isso significa?
Sim, eu Isabel, tenho filhos!
Tenho filhos na fé. Pelas minhas mãos já passaram centenas de pessoas, centenas de crianças (em especial), que (muitas vezes sem eu me aperceber) Deus mas confia para “criar”. 
Nunca tive dores físicas de um parto mas já chorei muito por muitos dos filhos que me foram confiados. 
Também isso não é maternidade?

Estou a tornar-me cada vez mais parecida com a minha heroína da fé: a missionária Amy Carmichael. 
Jesus está a responder à oração que fiz quando tinha 11 anos!
E para isto acontecer, percebo que tenho de ter disponibilidade

Há dias difíceis?
Claro que sim! Há dias em que vais duvidar de cada simples aspecto de ti (se és bonita o suficiente, se és amável o suficiente para alguém do sexo oposto olhar para ti, se tens algum problema ou defeito gigante, se simplesmente és suficiente? Claro que sim!) mas aí são necessárias três coisas:
1- uma conversa franca contigo:
Lembrar-te que isto não é sobre ti. É sobre o Senhor. Tirar o foco de ti ajuda-te a meter a vida em perspectiva.  
2- lembrar-te do que diz a palavra de Deus:
Tudo o que tens é porque te foi dado, sê um bom mordomo e dispenseiro dessa graça. 
Trazer à memória as coisas que te trazem esperança. 
3- amigos:
Precisas de bons amigos. Amigos que imprimam em ti os valores que defendes. 
Amigos que te relembrem da bondade de Deus e trazem palavras de sabedoria e vida para a tua vida. 

Há uns tempos, Li este artigo do Desiring God que serviu de inspiração: este artigo
Que vos inspire!

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Como sobreviver no estrangeiro? Cap. 3

Lembrar!
Lembrar é muito importante, por isso lembra-te daquilo que é importante. 

Lembra-te do porquê que foste para aí em primeiro lugar. 
Que objectivos e sonhos te levaram a sair da tua zona de conforto e correres atrás disso?
A que coisas te propuseste?

Lembra-te que antes da glória vem sempre o sofrimento. Sucesso só aparece antes de trabalho no dicionário, em português!!

Esforça-te e corre. Agarra-te ao que podes. Agarra-te à fé de que Deus tem uma coisa proposta para ti. E tem coragem!

Ontem, estava a fazer o devocional (2.ª Pedro 2) e comecei a mexer no meu caderno. Encontrei isto:


São cartas que eu escrevi ao Senhor.
E, ontem, no Centro Social, vi que Deus já respondeu a tanta coisa. Principalmente àquelas ligadas à missão.
Deus trabalhou em mim durante 5 anos para poder ir em missão. 

Numa das cartas, falava sobre o caminho da glória de José (do Egipto)... 
Também eu (nós) temos um caminho para a glória. Há que ter coragem e persistir!

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Sobre hoje...



Hoje conversei com a Em. Foi tão bom!
Tinha tantas saudades dela. Saúdes de ouvir e falar em português. 

A semana que passou não foi nada fácil, mesmo nada fácil... pressões enormes... um drama!
Falar com ela ajudou-me a perceber melhor e perspectivar as coisas. Ela veio por a água que faltava na fervura. (Aliás, a Em é essa amiga. A que dá umas boas doses de realismo na minha novela mexicana)

Veio lembrar-me da pertinência dos timmings...
Lembrar-me da soberania de Deus e seu profundo amor. “Belinha, tu tens Deus, tens as coisas quentes. Não precisas de resolver tudo à pressão”.

Ela lembrou-me de refrear dois problemas:
1- trabalhar até à exaustão;
2- carregar o mundo nas costas (que ela meteu como “complexo messiânico” - tu não salvas ninguém).

Lembrar-me do profundo amor de Deus por mim e da Sua paternidade foi o que mais me soou. Porque era o que precisava. 

Obrigada Emily. I love and miss you, my person!




domingo, 14 de outubro de 2018

Como sobreviver no estrangeiro? Cap. 2 “Desanuvia”




Viver no estrangeiro pode ser complicado algumas vezes. 
Queremos nos expressar e não conseguimos, queremos fazer piadas e ninguém nos percebe, as pessoas falam e tu não percebes. 
Queremos escrever bons textos mas não temos o vocabulário corriqueiro, só o formal o que faz com que tudo o que digas soe a frio e distante (como por exemplo um cartão de parabéns)...
Queremos escrever textos básicos mas tudo tem que passar pelo crivo da correcção ortográfica, que faz com que as tarefas levem o dobro do tempo...
No meio desses impasses (e sentimentos... what ever), o melhor é mesmo relaxar!

Desanuviar. 
Para desanuviar vi um filme (o mesmo filme) sete vezes. Seguidas. Três dias seguidos. 
Depois descobri que esse filme vem de uma triologia de livros. 
Descarreguei-os todos para o meu telemóvel e estou a ler o primeiro. 
Comecei ontem, faltam-me 1/4 do livro para acabar (creio que ainda o termino hoje). 

O livro é alguma coisa de especial? Não!
Acrescenta alguma coisa ao meu saber? Não!
Mas é algo que me está a relaxar!

Há anos que não leio livros “parvos”... só leio livros sérios, que me fazem pensar, pensar muito. 
Então está a fazer-me bem não pensar e ler alguma coisa só para me distrair. 
Porque precisava de uma pausa. 

Então, quando estás no estrangeiro, dá-te um desconto. Faz uma pausa... com um livro (ou outra coisa qualquer) parva!
No estrangeiro, muita coisa não vai fazer sentido. Embrace it

terça-feira, 2 de outubro de 2018

A Belinha em Missão #19



Quando a missão deixa de ser um mar de rosas, sobra-te a convicção. Convicção profunda de que o Senhor te chamou, no tempo e espaço certo e de que a Sua presença é contigo e te sustenta!
É tudo para hoje...

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Coisas bonitas de se ler #18



Este livro do Philip Yancey é qualquer coisa...
O Luke emprestou-mo... acho que era a literatura que precisava neste momento. 
Ainda estou no princípio e a deliciar-me mas deixo este pedaço:
“Alguns de nós parecemos tão ansiosos em fugir do inferno que nos esquecemos de celebrar a nossa viagem para o céu”

sábado, 29 de setembro de 2018

Como sobreviver no estrangeiro? Cap. 1

Capítulo 1: “Oriente-se”




Que eu não tenho sentido de orientação é mais do que sabido!
Que eu me perco com facilidade é outro facto...
Os meus primeiros dias na Corunha foram a loucura!!
Então, a Corunha não é grande (de todo) e tem uma estrutura muito circular. As cinco ruas principais estão, de alguma forma, interligadas. Não é difícil. Mas e até que eu me apercebesse?

Perdi-me imensas vezes, quase que numa proporção diária nos primeiros 10 dias. 
Não adiantou usar o gps e o mapa que me ofereceram só serve mesmo de elemento decorativo...

Um dia, queria ir carregar o meu bilhete de autocarros (tarjeta) na A Banca
A Banca fica perto do meu local de trabalho, como que a 5m a pé. Eu não entendi o que se passou mas andei cerca de 20m à procura e tive de ir a outra que estava mais próxima de mim...



Trabalho aqui, na loja social (tienda social), ela está na mesma rua da igreja.
Então: eu vejo a placa da igreja e, se me distraio, vou parar ao final da rua. Porque não me apercebo que já deixei a loja para trás. 
Isso gera risos entre mis compañeros porque vêem-me passar, tranquilamente, e depois voltar para trás. 

Queria dar um passeio pela ciudad vieja ou casco viejo e... txiii...
O mais importante: cheguei lá, passei a conhecer aquela parte e decorei de uma vez por todas a rua que passo todos os dias, a Ronda de Outeiro...

Então:
Uma coisa que me consola é que para Deus, o missionário não tem de necessariamente ter um bom sentido de orientação;
Quanto mais te perdes, mais conheces e obrigas-te a decorar os lugares. É até um bom exercício. 
Tirando aquela pequena sensação de pânico, quando te orientas tudo corre bem. 

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Como sobreviver no estrangeiro?

Há pouco postei no Instagram que vou escrever um livro de auto-ajuda. 
O título do meu livro seria “Como sobreviver em terras longínquas?”

Surgiu a ideia de postar pedaços de hipotéticos capítulos (muchas gracias Nice)...

Vamos lá ver se tenho tempo e coragem para uma cena fixe 😉

A Belinha em Missão ou Sou tia #18



O meu irmão (o do meio), ingressou na aventura da paternidade. 
Ele é pai de um rapagão, alto e magro. O meu sobrinho, Erick, tem 56cm e pesa 3,555 kg. 
Nasceu cheio de saúde, pela graça de Deus às 40 semanas. 
Sou tia. Sou tia mais velha. E estou longe. 
Neste momento tão lindo, estou longe. 
Graças a Deus pelas tecnologias, pelas videochamadas e FaceTime. 
O meu sobrinho é lindo e fofo. Não é por ser meu sobrinho!
Ele agora está a ficar com a cara decente e não tem aquela cara de joelho. Quando nasceu, logo nos primeiros minutos era muita feio, inchado, estranho, mas agora está a ir ao sítio e é um bebé bonito e fofo. 

Tenho muitos beijinhos e abraços guardamos para ele. 
Sou grata pela vida do Erick, sou grata pelo o presente que ele é para a nossa família. 

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

A Belinha em Missão ou Refugiados #17

Sorrisos que nascem
Trabalhar no Centro de Refugiados foi uma experiência muito, muito marcante!
Pude reflectir sobre as coisas com mais profundidade porque tudo deixou de estar longe. As histórias deixaram de ser simplesmente histórias e passaram a ter um rosto, um nome, uma identidade.

Trabalhava três dias por semana no centro e a minha tarefa principal era a de estar disponível para amar e cuidar.
Estivemos a promover actividades de verão para os miúdos que não tinham nada que fazer durante o (longo) mês de Agosto.

Funcionávamos em estilo de CAF/ ATL. 
Tínhamos tempo para fazer trabalhos manuais, contávamos uma história bíblica e depois fazíamos jogos/ brincadeiras. E nisto queríamos transmitir o amor de Deus e Seu grande cuidado por aqueles que criou.
Arte e confusão. A delícia dos miúdos
Jogo das cadeiras, O Panda e os Caricas...
Animação não faltou!
A ideia era de a cada semana abordar-mos um tema e usarmos uma história como referência mas acabámos por focar-nos na criação e na história do José do Egipto (um menino que foi vendido como escravo pelos seus irmãos e passou a ser também um refugiado - alguém que saiu do seu país fora da sua própria vontade).

No final, pudemos entender que, de alguma forma que nós não sabemos, Deus queria trabalhar na vida deles através da repetição das histórias.
Ensinámos que Deus criou todas as coisas que existem, que Ele criou os céus e a terra e todas as pessoas. Deus fez homem e mulher parecidos com Ele e no fim Deus disse que "era muito bom". Somos muito bons e profundamente amados.
"Story Time"

Fazer bolachas é giro!


À medida que também ia convivendo no Centro, ia compreendendo um bocadinho da cultura árabe.
Para os miúdos ficarem connosco, os pais (ou homem da família) tinha de autorizar. Ou seja, tínhamos de estabelecer uma relação de confiança com eles para que pudéssemos ter acesso aos miúdos e o processo continua para que possamos chegar às mulheres.
Para que o vínculo não fosse quebrado já, fizemos a apresentação de Deus, um Deus de amor e de misericórdia mas não falámos de Jesus...

Outra coisa que nos deixa perplexos é número de divórcios que se dão entre os árabes que estão no Ocidente. E porquê?
Porque as mulheres descobrem que têm direitos. Que aqui elas podem trabalhar, têm direitos, têm voz... Então elas vão-se embora.

Outra curiosidade sobre refugiados:
Muitos deles, vêm para cá porque são cristãos e estão a fugir à perseguição!
Já acolhemos mais de 20 famílias que vêm nessa condição.
Uma história que me marcou muito foi a de uma mãe que veio com os filhos num bote porque o seu esposo foi morto porque não quis negar a sua fé em Jesus Cristo!
Ela conta que no seu país de origem, eles reúnem-se às escondidas e o tempo de louvor e adoração que eles têm é mental. Alguém sugere um hino e eles cantam-no mentalmente, porque se fizerem algum tipo ruído são descobertos e, consequentemente, mortos.
Depois de "cantar" e adorar a Deus, eles compartilham aquilo que do Senhor receberam e não são poucas as vezes que entendem o mesmo recado... e dessa forma eles são fortalecidos na sua fé e encorajados a perseverar.
É tempo de despertarmos do sono...

Um dos miúdos que estava comigo no centro não tinha o seu "baba", pai, porque quando estavam a fazer a travessia, no bote, o pai escorregou do bote e morreu afogado. E eles viram tudo mas tiveram de prosseguir viagem.
Outros chegam à Grécia e são recebidos com cadáveres que bóiam pela costa...

Vim descobrir que sou muito mais afortunada do que me lembrava. Que há gente a sofrer horrores...
Tive de aprender a lidar com as histórias. Ser forte para ouvir e continuar a trabalhar com eles. 
Mas as crianças são crianças em todo o lado. São tão dóceis e têm uma resiliência que me impressiona.

A parte gira era levá-los a brincar no parque. Vê-los a correr todos felizes e serem crianças.
A coisa mais importante no meio disto, foi ver sorrisos desabrocharem e o construir frases em português!

Uma voluntária, ofereceu aos miúdos uma manhã no Bouce Portugal. E a ideia era exactamente essa: Saltar!
Ela cuidou de toda a logística e os miúdos tiveram uma manhã fantástica. Uns até adormeceram pelo caminho...
O Ali, um pai, ofereceu o almoço a todos.


Foi um mês muito bonito.
Foi uma alegria muito grande.

sábado, 15 de setembro de 2018

A Belinha em Missão #16


Fazer deste quarto um lar. 
Neste momento, o meu maior desafio é o de ter paciência
Paciência com o meu corpo (que está a sentir falta da hora que “desapareceu” do nada);
Paciência com o meu cérebro (que fica cansado de processar a língua, que só ouve castelhano e galego a toda hora, tem saudades de ouvir português e quer explodir na forma de enxaquecas);
Paciência com as pessoas (entender as culturas e ser graciosa. Usar de graça e mansidão. Mesmo no meio das coisas que não entendo!);
Paciência comigo (não me sinto bem. Não estou no meu melhor. Estou farta de estar cansada, não consigo ser tão eficiente como desejo ou é o meu m.o. e isso é frustrante). 

Tenho de dar muitos descontos, principalmente a mim. Tenho de me dar muitos descontos. Cheguei há uma semana. 

Apesar de tudo, todos elogiam o meu castelhano e esforço em querer praticar a língua. O galego é que é mais complicado, principalmente se forem os mais velhos a falar porque é mais cerrado. 

Tenho de fazer desta cidade/ igreja/ quarto o meu novo lar. 
Lembrar-me de que “Casa é onde Deus está”, por isso usar as ferramentas ao meu alcance para fazer a jornada o mais alegre possível. 
Transformar, aos poucos, esta casa num lar. 
Já sei que, muita das vezes, este é um caminho solitário então tenho de me fortalecer em Cristo. Fortalecer as minhas emoções e pensamentos em Cristo para não voltar a “cair” nos ciclos viciosos/ pensamentos auto-destrutivos. 
Estar alerta às fortalezas mentais e pensamentos de auto-sabotagem. 

Tenho saudades dos meus e tenho saudades de ouvir português!
Mas é bom viver aqui. A cidade é bonita e tem muitos cantos por descobrir (claro que já me perdi imensas vezes, já confundi os sítios, ultrapassei paragens e “blá blá blá whyskas saquetas”! Nada atípico). 
Também é bom poder cozinhar todos os dias e ter quem a aprecie (estou a melhorar as habilidades com a faca - e temos facas muito boas- e a minha colega de casa gosta muito da minha comida!). 






sábado, 8 de setembro de 2018

A Belinha em Missão #15


Pela graça de Deus, cheguei à Corunha!

Sim, saí de Portugal. Sim, fiz uma viagem. Sim, é um novo desafio. 
Sim, também me stressei. Mas: orei!
Entreguei os meus medos e ansiedades a Deus. 
Tudo correu muito bem. Não me perdi, não me enganei, apanhei os comboios necessários e cheguei às horas marcadas. 

Estou a viver num sítio bom, tenho alguns recursos disponíveis e o fuso horário ainda não está a ser o massacre (é uma hora a mais do que em Lisboa). 

Há muita coisa para aprender, ainda me estou a instalar, é muito cedo para tirar conclusões. 
O meu desejo é de ser bênção aqui. Sendo eu mesma e abrindo-me às possibilidades. 



Graças à maravilhosa liberdade de ser solteira, saí de armas e bagagens de Lisboa, em busca das novas aventuras. 

Que Deus me ajude!

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

“Cada instante é uma novidade”



Hoje tive um encontro espetacular!
Estive com a ir. Cremilde, a mulher que me evangelizou na infância e que é, em parte, responsável por eu ser quem sou hoje. 

Há umas semanas liguei-lhe porque queria encontrar-me com ela antes de me ir embora. 
E que encontro!

Até sinto que é um encontro divino!
Sabem aquelas pessoas que transbordam a paz de Deus?
Que as palavras que lhes saem da boca fazem-te as lágrimas rolarem de tão cheias e poderosas que são. Sem forçar nada!

Ela ensinou-me tanto, confirmou tantas coisas. Aquilo que é típico de quem já viveu mais e tem mais experiência do que eu. 

Terminamos o nosso encontro com uma chávena de chá de lúcia-lima, do quintal dela, bolinhos de limão (e a experimentar se poderia comer os de amêndoa) e com o Salmo 100. 
Salmo que ela sabia de coração (de cor). 
E ela diz “Isabel, sabíamos lá nós que iríamos estar a viver este momento? Cada instante é uma novidade. Podemos até pensar que não, mas até o minuto seguinte é uma novidade”, disse ela com um sorriso e bebericou a sua chávena de chá, bem quente e de lúcia-lima. 

Sou muito grata ao nosso Senhor por este encontro antes da minha partida. Ela ensinou-me muito. 
Deixou-me um cheiro tão agradável nas narinas. 

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Coisas bonitas #61



Está música é simplesmente linda!!!
Simples, profunda, melodiosa, do coração. 

Quando a ouvi pela primeira vez, fiquei encantada e parecia que estava a ouvir isso da boca do meu Pai do céu. 
Como se fosse Ele mesmo a dizer-me:
É meu, somente meu
Todo o trabalho 
E o teu trabalho é 
Descansar em Mim

Esta vale mesmo a pena parar para ouvir 🧡😉

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Coisas bonitas de se ouvir #60



Isto, dos 5 a seco. 
Porque é linda, porque é sobre a alegria, porque gosto das composições do Pedro Altério e do Pedro Viáfora!

O que me importa é a alegria
Mostrar que veio pra ficar
Se hospedar no dia-a-dia e não se acomodar 🧡

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Boa noite


Tenho 27 anos.
Sou uma miúda feliz. Sou uma miúda profundamente realizada. 
Sinto que estou a viver e a fazer exactamente aquilo para o qual fui criada. 
Sou feliz. Tenho a alma em paz. Estou em paz com Deus. Estou em paz comigo. Estou em paz. 

Sou feliz. Tenho uma família que amo profundamente. Tenho poucos e muito bons amigos. Tenho uma boa rede de contactos. Tenho uma comunidade de fé. Tenho um grupo familiar. 

Sou feliz. Trabalho com crianças. Sirvo a colegas que se vão tornando companheiros de viagem. Faço aquilo que me vem à mão. 

Sou feliz. Tenho liberdade da ir. Tenho liberdade para largar. Tempo tempo para me dedicar. 

Sou feliz. Detesto viajar. Detesto fazer malas. Detesto comprar bilhetes. Detesto tratar documentos e outros detalhes. Mas sei que estas viagens são o meio para me levar a lugares maiores e mais amplos. Sei que essas viagens me irão abrir os horizontes e fazer-me crescer. 

Sou feliz. Quero novas aventuras. 
Sou feliz. Sou filha de Deus. Sou sua serva. Sou sua amiga. 
Sou grata. Muito grata a Deus por tudo o que Ele me tem oferecido e feito de mim uma mulher-miúda feliz. 

Por isso tudo, aos 27 anos, sou profundamente feliz!

Boa tarde

Estou a meio do evangelho segundo Marcos (ou João Marcos). 
Terminei há pouco tempo o evangelho segundo Mateus e estou abismada. 

Para além do óbvio (que os evangelhos se complementam perfeitamente e nos transmitem a história observada por ângulos diferentes), fico mesmo espantada com uma coisa: a nossa memória curta!

Nós, seres humanos, somos tendenciosos a ter a memória muito curta. 
E essa falta de memória, faz com que soframos muito!

Estou (outra vez) a ler o relato em que Jesus começou a advertir aos seus discípulos de que era necessário que Ele padecesse mas que ao terceiro dia, Ele iria ressuscitar. 
No evangelho de Mateus, vi os actos de desespero e a tristeza dos discípulos quando Jesus lhes falava sobre isso e também quando as coisas efectivamente aconteceram. 
Eles foram avisados!
Eles sabiam que as coisas iriam acontecer. Só tinham de esperar três dias...

E quantas vezes, quantas vezes nós não caímos no mesmo ciclo de desespero e tristeza?
E isso acontece porquê? Porque somos curtos de memória!

Há uns dias atrás li este artigo do Desiring God, acho que é uma boa leitura 😉

Ficam uns trechos:






Nota:
João Marcos, não foi um discípulo inicial de Jesus. Ele escreveu o relato que Pedro (discípulo inicial) lhe contou e juntou mais algumas coisas que se contavam entre o povo. 
João Marcos também trabalhou com Paulo, sendo seu discípulo também 😉