segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Adeus, querido mês de agosto

E o mês de agosto acabou.

Isto lembra-me sempre a "Agosto", do B Fachada.

Foi bom. Houve descanso. Alegrias incontáveis. Mudanças. Esperanças a serem reafirmadas. Foi bom. Obrigada, Senhor

Se pró ainda  eu ainda estiver
a teu gosto
e se o cosmos me quiser ver bem-disposto
tu vais ser minha mulher durante agosto
de corpo e rosto é suposto para o que der e vier

domingo, 30 de agosto de 2015

Sobre o Shabbath


Êxodo 20:8-11


"Lembra-te do dia do shabbãth, sábado, para santificá-lo.
Trabalharás seis dias e neles realizarás todos os teus serviços.
Contudo, o sétimo dia da semana é o shabbãth, sábado, consagrado a Yahweh, teu Deus. Não farás nesse dia nenhum serviço, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu escravo, nem tua escrava, nem teu animal, nem o estrangeiro que estiverem morando em tuas cidades.
Porquanto em seis dias Eu, o SENHOR, fiz o céu, a terra, o mar e tudo o que há neles, mas no sétimo dia descansei. Foi por esse motivo que Eu, o SENHOR, abençoei o shabbãth, sábado, e o separei para ser um dia santo."
                                              (Versão King James Atualizada)

Wow...
É impressionante como certas coisas nos passam ao lado e uma das coisas que me passava ao lado era a importância de descansar.
Do shabbath.

Sempre levei o descanso como a necessidade de dormir.
Deitar-me e dormir profundamente.
Mas o descanso é isso e muito mais...

Este livro que estou a ler ("Sabbath- finding rest, renewal, and delight in our busy lives" de Wayne Muller) tem funcionado como um grande abre-olhos.
Realmente o descanso é um mandamento.
Não é uma sugestão, não é uma opção é mandamento!
Não é à toa que me tenho sentido exausta...

Só agora que parei para pensar, percebo que nem os meus tempos de descanso são propriamente descansados.

Hoje decidi escolher alguns aparelhos que deveria usufruir deles e foi um desafio.
Principalmente porque recebi pessoas em casa.
Pensei: se usar o fogão e o grelhador não preciso do fervedor, da luz e do telemóvel ao mesmo tempo. Então usei cada coisa à vez. Custou.
Custou resistir ao ímpeto de ir ver o email.

Foi estranho abrir os olhos de manhã e não ir logo ver as mensagens que caíram nos mails durante a madrugada (e isto é muito mau sinal).
E só é a superfície da coisa...

Por outro lado o shabbath foi tão bom.
Começou com a minha mãe e eu a usufruir da companhia uma da outra enquanto ajeitávamos a casa para a família, o tempo em comunhão na minha comunidade de fé, os beijinhos e abraços dos amigos.

E depois fiz algo que gosto mesmo: cozinhar e receber. Fazer sala. Proporcionar momentos de riso, alegria e descontracção com a família.
Soube tão bem saborear cada momento, cada palavra, cada gesto, cada olhar, cada gargalhada.
Sabe tão bem estar. Simplesmente estar.
Passar de Marta para Maria e vice-versa muito smothmente...

Obrigada Senhor, pelo dia do descanso que fizeste para mim. Porque eu tenho essa necessidade.
Ensina-me, por favor.

Boa noite

Salmos 119:33-41
"SENHOR, indica-me o caminho de teus decretos, e a eles obedecerei até o fim.
Dá-me entendimento, para que eu observe a tua Lei e a guarde de todo o coração!
Encaminha-me na senda de teus mandamentos, pois nela encontro meu pleno prazer.
Inclina meu coração para os teus estatutos e não para a ganância!
Desvia meus olhos do fascínio da ilusão, faze-me viver em teu caminho.
Mantém com teu servo a tua promessa feita aos que te temem!
Desvia o insulto que me amedronta, pois são boas as tuas ordenanças.
Como anseio pelos teus preceitos! Preserva a minha vida, por tua justiça.
Venham sobre mim, SENHOR, os dons do teu amor; tua salvação, segundo a tua promessa!"
     (Versão King James Atualizada)

Wow!!
Acordei com este versículo "Desvia de mim as coisas inúteis..."...
Olha que pertinente!
Sou grata por isso.
Grata pelo dia de hoje que dormi sem horário, que resolvi berbicachos, que passei um tempo espetacular com um amigo priceless, que nessas conversas pude ir mais além do que a superfície (pude conhecer e dar-me a conhecer em profundidade), pelo livro que estou a ler e me impulsiona a descansar. De forma prática.
Sou grata porque o Senhor, ah o Senhor, sempre, sempre me ampara. Mesmo no meio das minhas tolices e estultícias.
Obrigada, Senhor Jesus!

sábado, 29 de agosto de 2015

Leituras

Chegoooouuuuu!!
O meu livro chegou!
Estou super entusiasmada com este novo livro.
(Parei de ler o outro, do Lewis. Não gostei muito...)
Quem mo recomendou foi a minha amirmã d' overseas, a Beca Pascoal.
Ela escreveu "Belinha, aconselho-te a ler. Vais amar. Vai ser um bálsamo para a tua alma e agenda super apertada". Não fui de modas e mandei vir (mandei pelo Book Depository, site em inglês, aqui).
Demorou um bocado a chegar e como já tinha aquele formigueiro enorme implantado pela Beca senti que demorou dois meses.
Mas finalmente chegou.
Já li as críticas ao livro, a dedicatória ao grande Henri Nouwen, os títulos dos capítulos e estou ansiosa.
Espero que esta seja uma boa jornada e que realmente apreenda...
Obrigada querida Beca!

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Modo mami: Suspender

A mami voltou!
Nove semanas depois voltou.
Mais magrinha mas com o mesmo sorrisão de sempre.
(Eu parecia uma tontinha no aeroporto)...
Há muita coisa para contar mas as grandes notícias já estão dadas.
Ela trouxe comidinha da terra e eu estou feliz!
Este sábado vai ser em casa. Nada marcado!
Ainda não consigo muito bem acreditar que sobrevivi com a mami fora!
Sobrevivemos.
E se ultrapassarmos mais esta fase I'm ready! Já poderei dizer que sou mulher. Sou gente grande.
Graças a Deus que o trabalho é mesmo um compromisso... hoje não me apetecia nada largar a minha mãe e não via a hora e regressar a casa.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Evangelho e Cultura #5 - O desabafo de quem quer viver livre!

Romanos 12:1-2
"Portanto, caros irmãos, rogo-vos pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto espiritual.
E não vos amoldeis ao sistema deste mundo, mas sede transformados pela renovação das vossas mentes, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus."
        (Versão King James Atualizada)

Hoje tive uma conversa muito boa com um grande amigo de longa data, o Manuel Rainho.
O Manuel é espetacular!!!! (Bem que tenho de fazer um post sobre ele para incluir na secção dos amigos)

Falámos sobre muitas coisas, claro, mas há algumas que tenho de refletir mais. Principalmente sobre este assunto de Evangelho e Cultura.

Hoje falávamos sobre a forma como nós vemos as coisas e elas nos afetam. A nível mesmo da lógica, construção do pensamento e, inerente, perceção da realidade.

Partilhei com ele sobre a forma como hoje as mulheres encaram a gravidez e as lides domésticas de uma forma muito estranha.

Vejo que hoje, as grávidas não vivem a gravidez de uma forma natural e as pessoas não sabem viver bem com a vida a dois! (Eu estou a falar daquilo tem sido a regra. Existem exceções, graças a Deus por isso!)
É tudo um desconforto, dá sempre muito trabalho.

Porquê disto?

A maior parte da mulheres casadas diz-me assim:
"Isabel/ Bélinha/ Filha, aproveita beeem enquanto estás solteira para viver as coisas agora, porque depois... É só limpar, cozinhar, limpar, cozinhar. E depois tens de trabalhar, chegas morta e ainda tens de cozinhar e limpar" (Eu já tenho consciência que a minha vai mudar, mas esse tom de urgência é sufocante... parece que o casamento e os filhos sugam-te a vida... na expressão dos falantes em inglês "they suck the life out of  you")

Das grávidas (e ex-grávidas) que acompanhei e ainda acompanho, quando recebem a notícia há aquele momento de "wow, estou grávida" mas depois só pensam nos problemas.
"Ai, ai vou ter dores no parto/ Ai, ai dar de mamar é só dores/ Ai, ai que a roupa não me serve/ Ai, ai que isto é um arrombo no orçamento/ Ai, ai a minha vida que estou grávida"

E isso é bué da estranho...
Passam-me uma imagem muito monótona, aprisionadora (nem sei se essa palavra faz sentido ou existe mesmo) e castradora destes processos que são naturais à vida do ser humano!

Nós crescemos e com o crescimento (e consequentes fases da vida) vêm o seu peso e as suas lutas. Mas faz parte!

Às vezes penso que a nossa geração é muito mais frágil a nível fisiológico porque estamos cada vez mais sedentários, os alimentos são cada vez mais processados ou cheios de químicos, ingerimos muitos medicamentos (o que por um lado é bom - resolve o problema da doença - por outro lado mau - deixam imensos resíduos no organismo).

Hoje nós vivemos debaixo de uma escravidão e opressão terríveis.
Sim, nós, Homens do século XXI e eternos proclamadores da liberdade!!

As grávidas estão super amedrontadas. Têm demasiados medos, reclamam, procuram cursos e recursos variados para lidar com uma coisa que é natural.
E, falando na perspetiva de quem nunca esteve grávida, acho que é um exagero!

Acho que as grávidas desfrutam pouco desse estado de graça porque estão acorrentadas aos seus medos e inseguranças, ou pior, deixam-se acorrentar pelos medos e inseguranças de outros.
Qual é o problema em ter dor e desconforto se isto é intrinsecamente ligado à decisão de ser esposa e mãe?
(E aqui não refiro as grávidas que efetivamente têm problemas sérios na gravidez. Estou a falar de grávidas perfeitamente normais e com bebés a crescer dentro de si em perfeita saúde)

Falava com o Manuel sobre o exemplo da minha mãe.
Ela foi mãe de três - tudo parto natural - e casada com um homem africano (por acaso o meu pai ajudava imenso a minha mãe até eu saber fazer as coisas em casa...).
Não me lembro de ver a minha mãe a reclamar muito ou a dizer que nós somos um peso e que está saturada (nem ipsis verbis nem de forma subentendida).
Pude acompanhar a gravidez dos meus irmãos, principalmente da minha irmã mais nova, e nunca vi a minha mãe com grandes cenas e a reclamar por tudo e por nada.
Ela trabalhou durante todo o tempo de gravidez do meu mano (e não tinha um emprego nada fácil), na minha irmã ele teve de ir de baixa aos 8 meses porque esticou-se e a mana ficou "cansada".

Quando converso com a mami sobre ser dona-de-casa e sobre a gravidez ela nunca fez um grande deal. São coisas normais, faz parte, diz ela.
É mesmo tranquilizante a forma natural e simples que ela encara as coisas. É libertador!

Enquanto dona-de-casa, dá-nos na cabeça por alguma coisa estar fora do sítio sem necessidade disso, por ninguém querer ou saltitar de felicidade por acordar cedo ao sábado e ir com ela ao mercado comprar fruta e legumes; ou por estarmos refastelados em frente ao sofá enquanto podíamos ter tratado das lides antes dela chegar e ter de dizer "vai lavar a loiça".

Segundo ela, eu fui a filha mais complicadinha, mas talvez por ser a primeira (isto nas palavras dela) e o parto mais complicado foi o da minha irmã. De resto, tudo tranquilo.
Ela tinha todos os cuidados que uma grávida tem de ter em relação à alimentação, mas nunca ouviu falar da toxoplasmose, por exemplo.
Os partos dela foram a sangue frio. Sofreu as dores e não levou epidural nenhuma.
Inchou tudo o que tinha para inchar, não tinha roupa que lhe servisse, deu de mamar a todos e perdeu noites de sono.
E ela encarou e encara a gravidez como algo muito natural. Tão natural que ainda considera a hipótese de voltar a ser mãe, aos 44 anos. (O que faria de mim irmã mais velha com 24/25 anos de diferença... wow)

Não percebo como é que de uma coisa natural, para a qual o corpo da mulher está naturalmente preparado fazemos este alarido todo!

E o Manuel dizia-me que a nossa sociedade pós-moderna é uma sociedade que está a formatar as pessoas a não se conformarem com o facto de termos dor, desconforto e não termos o controlo sobre todas as coisas.
É por isso que nós lidamos assim com as coisas, por isso é que transformamos o natural em anti-natura e o anti-natura em algo natural.
É tudo fruto da forma como a sociedade nos molda para vermos as coisas e transformarmos as circustâncias em realidade absoluta.
E a boa notícia do Evangelho é que Jesus veio restaurar a liberdade!
A liberdade de olhar para o que a sociedade me está a dizer, olhar para o que as minhas circunstâncias e meio envolvente me estão a dizer, olhar para que o Evangelho e fazer uma escolha. A partir de desses dados decidir como quero viver.
Se é nesta liberdade que parece "estranha e inadequada" mas que no fim de contas é a que traz a verdadeira liberdade ou aprisionar-me à "liberdade" do medo.

E é verdade!
Nós queremos sempre controlar tudo. Mesmo os que não têm uma personalidade de "control freak"!
Não aguentamos a dor e situações de desconforto nem pensar!!
Arranjamos sempre analgésicos para as coisas ou então cuidados paliativos.
Evadi-mo-nos, arranjamos subterfúgios e "vivemos" assim mais um dia com menos uma dor ou desconforto

Quando é a dor que, também, nos ensina as lições preciosas que carregamos no coração.

Eu não sou casada, não sou mãe mas já tenho tantos preconceitos e medos que é assustador...

Por isso percebo que tenho de renovar a minha mente para que eu possa experimentar qual é a boa, perfeita e agradável vontade de Deus também nestas áreas da minha vida. E ser livre!

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Post-it

Este post vai em modo 'notas rápidas':
Coisas boas: o novo trabalho, o olho já está bem, o pé também está a melhorar, faltam 6 dias para a mami voltar e eu desligar o "modo mami" e voltar a ligar, com toda a propriedade, o "modo filha de 24, solteira, sem filhos e semi-independente", o encontro com a Tina (minha companheira de oração) foi espetacular.
Coisas não tão boas assim: o meu despertador tocou todos os dias às 8h da manhã e hoje às 7:30h (quero espancar-me no estômago), os miúdos foram para um acampamento radical e estou a apanhar desertos do Saara no trabalho antigo, tenho de perceber melhor como funciona o software de gestão e ter mesmo de me render à utilização contínua do pc (detesto isso mas vai ter de ser)...

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Dias bons

Cedo deitar e cedo é erguer é uma rotina que nunca vou perceber. (Lê-se ponto final)
Hoje tive a visita da minha Gilda.
Estivemos a pensar no chá da bebé Celina, de 7 meses e meio.
Nem se me acredito bem neste presente de Deus que vem a caminho...
E foi uma boa manhã.
Quando estava prestes a sair, o meu irmão chamou-me para contar-me a conversa com um amigo dele. Nesse momento também descobri que a minha casa é o restaurante lá da malta...
Ele dizia assim com um ar meio orgulhoso meio revoltado:
Ó Bé, já viste? Esse gajo quer vir cá para casa e antes de vir pergunta se fizeste "aquele" teu frango no forno. Eu fiquei tipo... e disse que não e ele perguntou se fizeste "aquela" lasanha e eu disse que não e depois, vê só o abuso, perguntou se fizeste o quê para saber se vinha ter comigo ou não. Já viste esse abuso???!
Sorri, disse-lhe para dizer ao amigo que fiz frango com cerveja ;)
E fui para o trabalho a sentir-me como alguém que vence um concurso de culinária na companhia da minha amiga de uma vida.

Engraçado...

É engraçado mas não tem piada nenhuma este versículo:
Provérbios 13:12
A expectativa que se adia deixa o coração adoecido, mas o anseio satisfeito renova o vigor da vida.

Carta n°XXVIII, Vorazmente teu

"É que, sabes, para essa gente é tão difícil perseverar! A rotina da adversidade, a gradual decadência dos jovens amores e das jovens esperanças, o silencioso desespero (quase não sentido como dor) de alguma vez ultrapassar as tentações crónicas com que os vencemos uma vez após outra, a devassidão que criamos nas suas vidas e o ressentimento inexplícito com que os ensinamos a responder a tudo isso, são outras tantas admiráveis oportunidades de desgastar uma alma por atrito"

Carta n°XXVII, Vorazmente teu

"Tu porque és espírito, terás dificuldade em compreender como se embrenha ele em tal confusão. Mas deves recordar que ele encara o Tempo como uma realidade em definitivo. E supõe que o Inimigo, tal como ele próprio, vê algumas coisas como presente, recorda outras como passado e prevê outras como futuro; ou, ainda que creia que o Inimigo não vê as coisas dessa maneira, mesmo assim, no mais profundo de si, encara o facto como uma peculiaridade do modo de perceção do Inimigo. (...)
Se tentasses explicar-lhe que as preces dos homens hoje são uma das inúmeras coirdenadas com que o Inimigo vai conjugar o tempo que fará amanhã"

domingo, 16 de agosto de 2015

Sobre o tempo

Se há coisa que me fascina é o tempo.
O kronos fascina-me mas o kairós é ainda mais fascinante. E mais difícil de perceber também.
Tudo tem um tempo, nada é novo, tudo tem o mesmo fim: viemos do pó e ao pó voltaremos.

A Bíblia sagrada tem uma ode espetacular sobre o tempo.
E vou mastigá-la para aprender.
Está em Eclesiastes 3:

10. Observo a tarefa que Deus deu aos seres humanos para que dela se ocupem.
11. Ele fez tudo apropriado ao seu tempo. Também colocou no coração do homem o desejo profundo pela eternidade; contudo, o ser humano não consegue perceber completamente o que Deus realizou.
12. Sendo assim, compreendi que não pode haver felicidade para o homem a não ser a de alegrar-se e fazer o bem durante toda a sua vida.
13. E, descobri também que a própria condição de comer, beber e desfrutar das recompensas pelo seu trabalho é um presente de Deus.
14. Compreendi ainda que tudo o que Deus faz dura para sempre: ao que Deus criou nada se pode acrescentar, de igual modo, nada se pode subtrair. Esse é o método de Deus para fazer com que a humanidade o ame reverentemente.
15. Assim, tudo o que há, já havia existido; o que será, já existiu antigamente; Deus pode renovar o que já passou!
20. Tudo e todos se dirigem para o mesmo fim: tudo vem do pó e tudo retorna ao pó
      (Versão King James)

Viver ao máximo

Desejo do coração:
Viver ao máximo, com intensidade e bem.
Ser excelente em tudo o que faço e por nisso todo o coração.
Ser boa filha e irmã mais velha.
Ser boa para mim.
Viver cada coisa no tempo certo.
Aprender a costurar à maquina e a fazer bolos comestíveis.
Por em prática aquilo que aprendi ao ler o Livro: "Do for others more than you do for yourself"

sábado, 15 de agosto de 2015

Nas palavras das mais velhas do ❤

Eclesiastes 3:1
Para todas as realizações há um momento certo; existe sempre um tempo apropriado para todo o propósito debaixo do céu.
       (Versão King James)

Esta semana foi uma semana puxada.
Tive de me habituar a uma nova rotina (acordar cedo... oh my, oh my), a um novo trajeto e a mais um conjunto de chaves para levar na mala.

Cheguei de férias e fui diretamente para o trabalho. Não tive tempo de arrumar nada, foi só pousar as coisas e seguir.

Dois dias complicados em que tive de me meter em duas urgências diferentes e muitas horas queimadas.
Mas também fiquei descansada porque não é nada grave. Vai passar!
(A sério, não façam filmes, não é nada grave. Já está a caminho de ficar resolvido).

E hoje foi o único dia que tive para parar e me sentar.
Lembrei-me de uma conversa muito especial que tive com uma amiga querida, a Ir. Sofia, em que ela me dizia:

"Isabel, filha, aproveita bem este tempo de estágio!
É uma oportunidade que Deus te está a dar. Aprende e corrige porque quando chegar a vez de por em prática estarás mais do que habituada."

"Minha querida, cuidado com aquilo que pedes a Deus em oração. Porque Ele efetivamente dá!!
Tu achas que a mulher que és hoje é fruto da tua oração de hoje de manhã ou de ontem antes de te deitares?
Desengana-te!
A mulher que és hoje é fruto daquilo que tu oraste há anos atrás.
E Deus, na Sua graça, te foi moldando e orientando até que chegaste àquilo que és hoje, filha."

E hoje também fui visitar a nova casa de uma amiga muito querida, a Sara.
Esta minha amiga tem 48 anos e casou-se, pela primeira vez, há 10 meses com o Jorge.
Ela foi muito generosa comigo e proporcionou-me a hipótese de acompanhar toda a história dela com o Jorge.
Mal ela o conheceu que ela contou-me tudo, as saídas, o início dos sentimentos, o pedido de namoro, o pedido de casamento num belo passeio de helicóptero e fui testemunha ocular do casamento. Nos orávamos muito juntas.
Ela é mesmo uma amiga querida.

Recebeu-nos muito bem com uma sopa espetacular que tinha hortelã, comida mexicana e uma tarte de maçã com gelado espetacular.
O Jorge fez uma sangria de vinho tinto e frutos vermelhos espetacular. Mesmo divinal.. pena que álcool e antibióticos não caminham juntos.
Que sangria saborosa, numa casa aconchegante e companhia deliciosa.
E hoje, regressados eles do Egito há coisa de dias, fui com mais duas amigas conhecer a casa dela.
Uma casa muito bonita, muito aconchegante e que espelha bem a felicidade que ela está a viver.
Também gostei muito de ver a dinâmica deles enquanto casal. Eles dão-se bem e são felizes juntos.
Vê-se que são cúmplices e o Jorge gaba-se muito da esposa. É lindoooooooo!
A Sara vive numa casa espetacular em Porto Salvo, tem um trabalho estável (tal como o Jorge) e está feliz e radiante.

Ela mostra-me que Deus faz tudo a Seu tempo.
Ela foi missionária da Jocum durante anos depois viveu na Suécia e lá licenciou-se, viajou para imensos lugares, fez parte de vários projetos fixes (por ex. Minha Esperança Portugal) e tem uma cultura geral e cinematográfica excelentes.

Ela sempre me dizia assim:
"Isabel, eu queria muito me casar, mas agora estou com 46 anos e já não sei... eu já vivo há anos sozinha, tenho os meus hábitos...
E não me arrependo de nada. Eu fiz tudo o que queria. Eu viajei, servi a Deus em vários lugares, conheci pessoas espetaculares, aprendi imenso... Não me arrependo, vivi as coisas no meu auge."

Saí da casa dela tão contente por ver como ela está feliz!
E lembrei-me de Eclesiastes 3.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Sobre a complexidade

É engraçado como nada é tão simples quanto parece.
Porque acredito num Deus criador, acredito que tudo o que Ele fez é perfeito e tem sempre o Seu toque. Tem a Sua graciosidade e é um refletor da Sua glória.
Hoje, estava com um dos miúdos (João T.T) que estou a caminhar com, e na nossa conversa foi muito evidente que nada é tão simples.
Tudo é sempre mais complexo do que parece.
Há processos mentais a decorrerem, há detalhes que mudam tudo.
Tudo é demasiado complexo e profundo demais. Principalmente quando vemos, ou nos esforçamos, para ver as coisas com os olhos dos outros.
Ah, outra coisa que também é complexa: a misericórdia

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Bom dia

Daniel 12:3,13
"Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça, como as estrelas sempre e eternamente.
Tu, porém, vai até ao fim; porque descansarás, e te levantarás na tua herança, no fim dos dias"
                              (Versão Almeida Revisada Corrigida e Fiel)

Isaías 49: 23
"E saberás que eu sou o Senhor, que os que confiam em mim não serão confundidos."
                             (Versão Almeida Revisada Corrigida e Fiel)

Estes foram os versículos que me acompanharam ontem e hoje.
Foram os versículos do devocional e ainda continuo a ruminar neles.
Tenho a esperança que eles penetrem profundamente no coração e na mente. Que sejam parte de mim. Que se torne vida. Não apenas mera letra.

Oro por isso. Com alegria, júbilo e esperança. Muita esperança!



Mimos e prendas inesperadas

Ontem foi um dia de coisas boas!

Comecei o dia no meu novo trabalho!
Ya, estou a trabalhar para o Grupo Biblico Universitário (GBU).
Ya, sou oficialmente assessora temporária.
Nem consigo ainda cair em mim... recebi um mega presente de Deus!
Só pedia isso naqueles sussurros e divagações. Não é que Deus ouviu e atendeu ao pedido?
A sério... estou... wow!

Recebi mensagens totalmente inesperadas que me alegraram e fizeram o meu dia se tornar muito especial e bonito.

Celebrei o aniversário da Carla (post sobre ela aqui), na sua festa surpresa!
Foi espetacular ver a cara dela. Ela nem conseguia reagir. Foi bom fazer parte disto.

E mais:
Estive com o Peter!
A sério, estive com o meu best friend, my brother from another mother.
O tempo é sempre tão curto e voa.
Foi espetacular estar com ele, saber das notícias, saber que ele vai ser pai do Melquisedeque...
Acho que não tivemos tempo para falar de tudo o que havia para falar.

Ele foi mais uma das pessoas que me disse "Wow, Isabel, é tão bom ver que estás igual. Que permaneces na fé!".

Também pude falar com a minha Beca, d'overseas.

Já há algum tempo que não me sentia tão amada e especial...

Obrigada Pai do céu. Obrigada aos que se deixaram usar por Deus.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Modo "wonder"on

As férias já acabaram.
Mais uma vez!
Volto de Mondim de Basto, a minha terra preferida para descansar, com o coração muito cheio e renovado.
Fui com duas amigas, a Em (a nossa "nativa") e a Débora C.
Ainda estou a digerir tudo.
A paisagem, o deslumbramento, as conversas, tudo...
A melhor coisa que pode acontecer é conhecer e dar a conhecer em profundidade.
Wow...
Obrigada Emily e Débora.
(Ficam algumas fotos)

sábado, 8 de agosto de 2015

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Evangelho e Cultura #4


"Podes tirar o miúdo da selva, mas não podes tirar a selva do miúdo", disse o papá do Ranjan num momento da história do "Livro da Selva 2".
Há uma parte que é das minhas favoritas quando o Mogli canta a música "Ritmo da selva", depois de passar algum tempo a discutir com a Shanti sobre o que é melhor: a selva ou a cidade.
A música é mesmo gira...
E esse pedaço fez-me pensar em duas coisas: no povo de Israel e em mim.
O povo de Israel, viveu escravo no Egito por mais de 300 anos.
Num momento da história, Deus escolheu um menino para ser o libertador do povo.
Esse menino cresceu e Deus então enviou-o para a missão que Deus tinha preparado para ele.
Moisés foi um dos maiores profetas que existiu. Como ele não houve outro.
E o povo de Israel teve o privilégio de ver e viver os super milagres do Êxodo.
Mas apesar de tudo o povo perdeu o foco e pecou contra Deus.
Por causa da sua rebeldia e reclamação,  caminharam em 40 anos um caminho de 11 dias no deserto. Porque eram muito reclamões.
Estavam sempre a protestar sobre tudo.
Era o calor, era a aridez do deserto, era a falta de água, era a falta de comida, era isto e era aquilo.
Houve mesmo alturas, que este povo que foi escolhido a dedo por Deus para ser possessão Sua, exclusiva, pediu a Moisés para voltar de novo para o Egipto.
Eles lembravam-se com saudade dos pepinos do Egito... esses pepinos deviam ser muito bons, porque os pepinos que eu conheço e gosto (muito) de comer não sabem a nada. Sabem a água, tem uma textura bastante estaladiça e é carregado de água. De resto...
E percebo que o grande problema de Israel é que eles foram tirados do Egito mas o Egipto ainda estava neles.
Eles eram pessoas livres mas com mentalidade de escravos. Por isso é que eles reagiam como reagiam. Estavam habituados e conformados com o facto serem escravos.
E eu?
Eu sou igual!
Sei que já recebi o perdão e a liberdade que o Evangelho dá, gratuitamente, mas ainda continuo cativa em muitas áreas.
Estou tão habituada ao meu Egipto, onde "o mal era conhecido", onde a opressão era constante que ainda me sinto meio perdida no meio da liberdade.
Não sei explicar...
Espero pelo dia em que o "Egipto" sairá de mim. Porque já saí e estou bem longe de lá...

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Teenage love

Este ano, os nossos miúdos são muito novos.
Mas não é por isso que as hormonas estão paradas!
Vejam estas declarações de amor:

terça-feira, 4 de agosto de 2015

"Não serei eu melhor..."

1 Samuel 1:1-8

"Havia certo homem de Ramataim, zufita, dos montes de Efraim, chamado Elcana, filho de Jeroão, neto de Eliú e bisneto de Toú, filho do efraimita Zufe.
Ele tinha duas mulheres: uma se chamava Ana, e a outra Penina.
Penina tinha filhos, Ana, porém, não tinha.
Todos os anos esse homem subia de sua cidade a Siló para adorar e sacrificar ao Senhor dos Exércitos. Lá, Hofni e Finéias, os dois filhos de Eli, eram sacerdotes do Senhor.
No dia em que Elcana oferecia sacrifícios, dava porções à sua mulher Penina e a todos os filhos e filhas dela. Mas a Ana dava uma porção dupla, porque a amava, apesar de que o Senhor a tinha deixado estéril. E porque o Senhor a tinha deixado estéril, sua rival a provocava continuamente, a fim de irritá-la. Isso acontecia ano após ano.
Sempre que Ana subia à casa do Senhor, sua rival a provocava e ela chorava e não comia. Elcana, seu marido, lhe perguntava: “Ana, por que você está chorando? Por que não come? Por que está triste? Será que eu não sou melhor para você do que dez filhos?”"
   (Versão Nova Versão Internacional- NVI-, ênfases por mim)

Mais uma pergunta daquelas!
Mais uma pergunta que me rasgou e que, desde o estudo bíblico da manhã, venho a matutar...
"Não serei Eu melhor do que dez filhos" (pergunta não vinda de um Elcana da vida mas diretamente de Deus)

Não será Deus melhor?

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Wake up call

Isto é algo para ao qual estou constantemente a ser chamada à atenção.
Isto já não é sobre ti.
Já não é para ti.
Isto é sobre Mim. Para Mim. Para a Minha glória.
Para que outros me conheçam. Através da tua vida e testemunho, mas sobre Mim.
"É melhor obedecer do que sacrificar"...

domingo, 2 de agosto de 2015

Questão pertinente

O Carrascal é um dos meus locais preferidos. Proporciona-me bons momentos de reflexão...

"Até quando, Senhor?", pergunto eu e não obtenho nada.

A minha questão pertinente é esta: Até quando, Senhor, irei eu esperar no meio desta incógnita e permanecer fiel?

Não sei até quando, só sei que ainda falta muito tempo...
Será que irei permanecer fiel até ao fim?

Faz hoje 365 dias...

sábado, 1 de agosto de 2015

Surpresas

Este mês recebi três surpresas muito boas!

Durante algum tempo pensei em três grandes amigos que, pelas circunstâncias da vida, tiveram de mudar de país e nunca mais tive a oportunidade manter contacto.

O casal D2 (que ja postei sobre eles aqui) que estão a viver em Timor-Leste.
A Katie (a minha grande amiga Georgiana que vive na Bélgica) e o Peter (o meu crazy friend que agora vive em Angola).
Ainda à dias escrevi sobre ele.

Ontem estive com a Katie, falamos, almoçamos, oramos, partilhamos muita coisa.
Foi bom poder orar com ela. Ela foi uma grande companheira de oração. Fazíamos devocionais juntas...
A coisa que ela me disse e que me deixou sem reação foi "Isabella, you're still the same" e sorriu.

Já o David Raimundo disse o mesmo "Belinha, continuas a mesma. E isso é um elogio!"

Falei ao telefone com o Pete, nem queria acredita. Primeiro fiquei sem reação. Mas infelizmente não nos iremos encontrar, com muita pena minha.
E ele vai ser pai!

Opá, hoje vou dormir de coração cheio de (alguma) alegria. Para além de outros sentimentos, como a dor.
Perdi uma tia na segunda, o Príncipe viajou de urgência...

Mas ainda não tenho tempo (nem quero) chorar.
Tenho de cumprir as tarefas, mas começa a bater forte...

Boa noite.