terça-feira, 28 de maio de 2019

Bem me quero, mal me aguento!

Estes últimos dias têm sido mesmo difíceis. Mesmo difíceis!
Tenho estado a magoar muitas pessoas que gosto e isso está a rebentar comigo, ter essa percepção, está a doer...

Tenho procurado as pessoas, pedir perdão, reconstruir mas frustra-me estar a cometer esses erros “básicos”. É verdade que “I should know beter”, mas não são esses os erros que mais custam a perceber, assumir e tentar não repetir?

Estou debaixo de muito stress, é verdade, muitas coisas ao mesmo tempo mas as pessoas não merecem isso de mim...
Opá... custa-me e doí-me!




sexta-feira, 24 de maio de 2019

Mondim do meu 💛#3


Domingo.
O domingo pode ser um dia cheio de potencial!

Este domingo, foi um muito lindo. 
Acordámos cedo, fomos à igreja. 
A Em, dirigiu o louvor e usou os salmos de peregrinação (120 e 121) para nos focar a atenção para está que é a nossa caminhada. 

Enquanto cantávamos e líamos, algo fantástico aconteceu:
Voltei a sentir, claramente, a doce presença de Cristo. Ao meu lado. 
Como Jesus, estando ao meu lado, a tocar o meu ombro. 
Fui inundada de paz. Uma luz, forte e suave, me preenchia. 

Nesse mesmo momento, fui até ao Salmo 25...
Li, em voz alta, parte do salmo e voltei a desfrutar. 

No final do culto, tivemos um almoço comunitário. 
Foi tão interessante. Com pessoas simples mas interessantes e divertidas. 

No domingo, também reparei no quão especial é a Tia Ang!
No quão essencial ela é. Acho que ela não tem noção disso...

Desfrutei de um culto. Simples, centrado em Cristo e sem responsabilidades. 

Passámos o resto da tarde, à conversa no quintal. A apanhar sol, como lagartixa ao sol. 


O Toby, também se juntou a nós e foi aproveitando dos mimos e carinhos que haviam para dar. 
Fez-se horas e rumei de volta a Lisboa. 

A viagem foi má!
Enjoei muito mas aquilo que vivi, cá ficou. 

Saí de Mondim de coração cheio, melhor do que cheguei e com novo ânimo!



Mondim do meu 💛 #2


No sábado, levantei-me às 09h.
Ainda de pijama, fui tomar um belo pequeno almoço naquela cozinha bonita. Que respira paz, calma e amor. 
Tomei um longo pequeno-almoço (uma boa taça de café) e aproveitei para conversar com a Em e com a tia Ang. 
Sobre coisas. Banais mas da vida. 

Depois do pequeno-almoço, fui ver o jardim da tia Ang, fui ver as roseiras e os lírios, fui ver as macieiras, a vinha, o loureiro, e as laranjeiras. 
O jardim está cada vez maior, mais cheio de coisas (muitas delas não me lembro quais). 

A Em, foi apanhar laranjas. 
Enquanto ela atirava as laranjas, fiquei a pensar nos tempos da natureza!
E o tempo é de supra importância, caneco!

Para poder comer aquelas laranjas maravilhosas, doces, suculentas e sumarentas, eles estiveram esperar que a primavera chegasse. Com o seu total esplendor. E a primavera chegou!

Almoçamos, ouvi histórias, piadas contadas pelo tio Helc, que é tão bom nisso. 
(Soa-me tão bem chamá-los de tios! - natural também)

Depois de almoço, eu e a Em, fomos para as montanhas!
Precisava de ir às Fisgas!






Precisava de ir para um ponto alto é ser confrontada com a imensidão. 
Imensidão, beleza e contemplação. 

Cada vez que subo às Fisgas, um refrão vem à minha mente:
“Top of the world, baby
I’m on top of the world.
(...)
On the day I die 
I’m gon’ touch the sky, baby girl”

Contemplámos. E surgiu o momento de falar das coisas difíceis. Das coisas que me levaram a retirar-me para Mondim. 

A Em, ouviu-me com muita paciência, doçura e calma. 
Como boa amiga que é, também trouxe grandes doses de realismo e objectividade a algumas coisas. Mas ouviu-me. Sem interrupções. Com graça. 

Depois das Fisgas, fomos para as Piocas de Cima. Ver as piscinas naturais. 


Depois, ela decidiu dar-me um outro presente:
Fomos visitar a Aldeia do Bubal. 
Linda!!!
Vi muitas vacas, grandes e comilonas...
Interessante é que as casas de lá, parecem ser mesmo a descrição prática de uma casa no campo: uma casa, num monte, no meio do nada...
Tudo o que eu não iria querer na vida!!!

Voltei desse passeio a sentir-me a renovar. 
Pensamos em João 15. Pensei nos meus miúdos. 

Foi muito bonito o passeio. 

Comecei a ler um livro, “A grief observed”... interessante...

Tive a oportunidade de conversar com o tio Helc. Sobre política, sobre o mundo, sobre mim. 
Ele é um homem muito sábio, um homem que respeito muito. 

À noite, tentei ver o Festival da Canção mas o sono dominou-me (na 6.ªf, a tia Ang contou uma história espetacular. “The stone soup”). 

Li bastante mas os olhos começaram a pesar-me muito. 

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Mondim do meu 💛




Vim passar o fim-de-semana a Mondim. De férias.
E graças a Deus por estas férias!
Era exactamente aquilo que eu precisava, nesta fase, com estas circunstâncias e envolvente. 
Foi muito bom porque, mais uma vez, Deus marcou um encontro comigo!

Mondim é sempre o meu oásis no meio do deserto. 
O lugar onde recebo sempre muito mais do que alguma vez posso dar ou retribuir, o lugar onde sou amada e convidada a desacelerar e usufruir da paz. 
Talvez por ser o campo. 

Este fim-de-semana teve um sabor muito especial. 
Tudo estava estipulado para não conseguir chegar. Comecei por perder o comboio, por 1 ou 2m; uma viagem de Uber turbulenta, com trânsitos em lugares completamente improváveis àquela hora, e que teve de terminar no Oriente - porque perdi o autocarro em Sete Rios. 

Quando comecei a entrar pelas terras de Basto, houve uma descompressão muito grande. Comecei a ser invadida pela paz. 
Comecei a sentir o meu corpo a desacelerar de forma muito natural. Quase como se estivesse em simbiose perfeita com a natureza. 

Fui invadida pela paz. Muita paz!
Fiz uma viagem tranquila, correu tudo muito bem. 

Depois dos beijos e abraços, longos e apertados, fomos almoçar. E é sempre tão bom almoçar naquela cozinha!

Depois de almoço, fomos fazer uma caminhada longa pela Levada do Piscaredo. 


 Foi muito bom estar em contacto com a natureza. Ver e ouvir a força e potência do rio. 
Quem pode conter um rio? Quem o pode impedir de correr livremente?

Nesta mesma caminhada, conversei muito com a Em. 
Verbalizar foi como tirar o pus de uma ferida infectada. Até consegui sentir isso. 
A Em, ouviu-me com paciência, calma e doçura. 

Descobri uma curiosidade:
Os sobreiros demoram 9 anos para se recompor após uma retirada de cortiça. 9 anos!

Regressámos para um bom jantar. Calmo. Tranquilo. Com boa conversa. 

Fui muito cuidada e acarinhada por estes amigos, família, que tanto amo e estimo. 

terça-feira, 7 de maio de 2019

Boa noite



Confesso que nestes últimos dias tenho tido imensa vontade de dormir e só acordar após está fase estar ultrapassada. 
Tenho vários sentimentos por gerir e estão a exigir muito de mim... e isso é cansativo...

Quero lembrar-me das palavras do Di, quando ele diz que: “Se as coisas más não acontecem só aos outros, as boas também não”