
No sábado, levantei-me às 09h.
Ainda de pijama, fui tomar um belo pequeno almoço naquela cozinha bonita. Que respira paz, calma e amor.
Tomei um longo pequeno-almoço (uma boa taça de café) e aproveitei para conversar com a Em e com a tia Ang.
Sobre coisas. Banais mas da vida.
Depois do pequeno-almoço, fui ver o jardim da tia Ang, fui ver as roseiras e os lírios, fui ver as macieiras, a vinha, o loureiro, e as laranjeiras.
O jardim está cada vez maior, mais cheio de coisas (muitas delas não me lembro quais).
A Em, foi apanhar laranjas.
Enquanto ela atirava as laranjas, fiquei a pensar nos tempos da natureza!
E o tempo é de supra importância, caneco!
Para poder comer aquelas laranjas maravilhosas, doces, suculentas e sumarentas, eles estiveram esperar que a primavera chegasse. Com o seu total esplendor. E a primavera chegou!
Almoçamos, ouvi histórias, piadas contadas pelo tio Helc, que é tão bom nisso.
(Soa-me tão bem chamá-los de tios! - natural também)
Depois de almoço, eu e a Em, fomos para as montanhas!
Precisava de ir às Fisgas!
Imensidão, beleza e contemplação.
Cada vez que subo às Fisgas, um refrão vem à minha mente:
“Top of the world, baby
I’m on top of the world.
(...)
On the day I die
I’m gon’ touch the sky, baby girl”
Contemplámos. E surgiu o momento de falar das coisas difíceis. Das coisas que me levaram a retirar-me para Mondim.
A Em, ouviu-me com muita paciência, doçura e calma.
Como boa amiga que é, também trouxe grandes doses de realismo e objectividade a algumas coisas. Mas ouviu-me. Sem interrupções. Com graça.
Depois das Fisgas, fomos para as Piocas de Cima. Ver as piscinas naturais.
Depois, ela decidiu dar-me um outro presente:
Fomos visitar a Aldeia do Bubal.
Linda!!!
Vi muitas vacas, grandes e comilonas...
Interessante é que as casas de lá, parecem ser mesmo a descrição prática de uma casa no campo: uma casa, num monte, no meio do nada...
Tudo o que eu não iria querer na vida!!!
Voltei desse passeio a sentir-me a renovar.
Pensamos em João 15. Pensei nos meus miúdos.
Foi muito bonito o passeio.
Comecei a ler um livro, “A grief observed”... interessante...
Tive a oportunidade de conversar com o tio Helc. Sobre política, sobre o mundo, sobre mim.
Ele é um homem muito sábio, um homem que respeito muito.
À noite, tentei ver o Festival da Canção mas o sono dominou-me (na 6.ªf, a tia Ang contou uma história espetacular. “The stone soup”).
Li bastante mas os olhos começaram a pesar-me muito.