quarta-feira, 30 de setembro de 2015

(Numa de) Professora Belinha #8

Bem, antes de mais tenho a declarar que Deus é o Senhor do meu trabalho, lá na instituição. E Ele é mais do que meu patrão, é meu Pai. E não é um Pai com o estilo de liderança paternalista!!
Ontem, veio ter com a minha coordenadora um casal a pedir desesperadamente que nós aceitassemos o filho dela, um menino com 10 anos que não consegue ler bem (ele faz coisas de 2°ano). Eles (casal) têm muitas dificuldades. A esposa, uma trintona mas muito mal apresentada, trabalha no metro, só tem a 3°classe e mal, que tresanda a álcool e sei lá mais o que. O esposo, um homem de 60 anos, também muito mal apresentado, é desempregado, não tem habilitações e também tresandava a álcool...
Parte da história é que a mãe já não sabia o que fazer para ajudar o filho. Contou-nos das vezes que levou os cadernos do filho para o trabalho de modo a que algum colega dela pudesse corrigir, assim o menino levava os trabalhos corrigidos mas sempre com dois dias de atraso.
Hoje ele teve comigo no apoio especial.
(Sou muito grata à Di Rolo, educadora de infância, pelas técnicas e métodos que me ensinou para ajudar crianças com dificuldades de aprendizagem!!
Miiiil obrigadaaaas, Di.)
Estivemos juntos e aí pude ver mesmo o panorama geral. Para além de tudo o menino apresenta dislexia...
Mas graças a Deus, ele conseguiu ler o texto todo sentindo-se valorizado. Expressou poucos momentos de frustração e ria-se quando lhe dizia que ele está a ler e não a comer uma sopa de letras (para ilustrar os momentos em que ele comia as palavras).
E correu bem!
Outro menino muito engraçado que tenho lá é o Rúben.
O miúdo é mesmo palhacinho!!
Dá um gozo imenso à Fátima e aos colegas xD
Mas é muito inteligente. Tem um raciocínio muito rápido e é muito forte em fazer associações.
Por exemplo:
Numa frase ele tinha de escrever a palavra "faz". À primeira escreveu "fas" e eu corrigi-o dizendo que se escrevia com "z pequeno". Ele disse que não sabia fazer um "z" então mostrei como se faz.
Ele copiou e depois disse-me, com sorriso de orelha a orelha,: Ah!!  O "Z" grande é como se fosse escrever o 7 e aquela parte de baixo do 2.
É verdade!!
Bem visto

terça-feira, 29 de setembro de 2015

(Numa de) Professora Belinha #7

E hoje o massacre foram os tpc's de Estudo do Meio.
Estivemos a aprender (eles a aprender e eu a relembrar) o corpo humano.
Apesar de tudo, correu bem.
A minha menina com maior dificuldades conseguiu fixar os ossos de partes específicas.
Graças a Deus por isso!

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

18 meses

Sou madrinha a 18 meses!
Graças a Deus.
Recebo beijinhos, abraços e alguma baba.
Faço cócegas, vejo o Ruca, a Xana Toc-Toc e (o massacre total) ouço a Luísa Sobral.
Tudo tem 3 respostas possíveis: "hum", "ham" e o famoso "Não!".
O "Xéxon" dá beijinhos e brinca com a "inha".
E assim eu sou feliz!

sábado, 26 de setembro de 2015

Vovô Zé

Já disse que amo imenso o meu vovô?
Que ele é o primeiro homem da minha vida?
Que é uma das pessoas que mais amo e admiro na life?

Ya...
O vovô voltou a estar cá de passagem. Regressou hoje para Angola.
Desta vez, mal pude vê-lo e estar com ele.
Ele veio e eu tinha muito trabalho, eu fui para fora a trabalho e quando regressei mesmo só tive uma noite útil para dizer o quanto o amo, admiro e respeito.
Tive a oportunidade de reiterar a influência dele na minha vida. Sei que lhe cheguei, e chego sempre, ao coração!

Aliás, não me quero dar ao luxo de deixar alguma coisa por lhe dizer.
Quero, no momento do "até já", ficar de consciência bem tranquila de que nada ficou por dizer.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Salmo 143

1. SENHOR, escuta minha oração, presta ouvido às minhas súplicas; responde-me por tua fidelidade e justiça!
4. Esmorece em mim meu espírito; meu coração, dentro de mim, está em pânico.
5. Lembro-me dos dias de outrora, medito em todas as tuas ações, reflito sobre as obras de tuas mãos.
6. Estendo para ti as minhas mãos; eis-me diante de ti, qual uma terra sedenta!
7. Depressa responde-me, ó Eterno! Porquanto meu espírito desfalece. Não ocultes de mim a tua face, senão serei igual aos que já baixam à sepultura.
8. Faze-me ouvir pela manhã, do teu amor leal e perene, pois em ti depositei toda a minha confiança! Dá-me a conhecer o caminho que devo seguir, pois a ti elevo a minha alma.
10. Ensina-me a fazer tua vontade, pois tu és o meu Deus. Teu bondoso Espírito me guie por terra plana!
11. Pela honra do teu Nome, SENHOR, tu me farás viver; por tua justiça me farás sair da angústia;
      (Versão King James Atualizada)
Sou grata a Deus pela visita inesperada que recebi hoje.
(Nesta visita materializou-se o meu pedido)
Por poder abrir o coração e expressar o que cá vai dentro.
Sou grata por poder fazê-lo e também de receber do outro lado compreensão.
Quero servir com alegria, com amor, zelo e prazer.
Sem ser overwelmed pelas interrupções.
E focar-me naquilo que é o meu chamado.
Graças a Deus.
Obrigada, Joel.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Hoje sou muito, muito grata a Deus pela forma como Ele demonstra o Seu amor e cuidado pelos Seus filhos.
Por aqueles que são d'Ele...

E sou grata por Ele me fazer participante disso.

Ano letivo 2015/16

E recomeçamos o massacre dos trabalhos de casaaaa!!!
Ahahahah

Hoje, a gémea Íris (que foi agora para o 2°ano), ficou muito feliz porque conseguiu, sem dificuldades, escrever a frase "A minha escola é bonita".
Tinham de ver os olhinhos dela...

terça-feira, 22 de setembro de 2015

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

264 dias de um ano chamado 2015

Hebreus 11:13
"Todos esses viveram pela fé, e morreram sem ter recebido o que havia sido prometido; contudo, viram-no de longe e à distância o saudaram, reconhecendo que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra"
          (Versão King James Atualizada)

Encontrei isto no blogue da Ann Voskamp:
Welcome. Hospitality. What does it mean to be hospitable to the promises of God?
Maybe welcoming God’s promises requires the same sort of hospitality we give any guest who arrives at our home: preparation, waiting, making room for the promise to have seat at the table, even as it’s still far off in the distance.
So I’m making space in my spirit for the promise of God’s goodness
as I learn to receive Ace’s developmental differences and call them beautiful.
Here’s the thing with hospitality: I don’t get to treat God’s promises like something I own or deserve.
True hospitality is not begrudging the guest, demanding anything of it.
Hospitality is simply inviting God’s promises to have a seat at the table, whether or not I understand them, whether or not I can claim them right now.
Faith is setting a place for them, offering them tea. Having tea with the promises in the silence.
And faith acknowledges that sometimes God’s promises wait in the distance. Pain waits there too.
The promises wait in the distance where the pain waits. They wait together in the space where God is.
And God is here too."

Wow!
(Atualmente uso muito esta interjeição!)

Gostei muito destes excertos que li.
Quero mesmo abrir espaço para receber, acolher as promessas de Deus para mim.
Aquelas nas quais espero há algum tempo, mas fazê-lo com a atitude de quem espera receber um convidado. Sem exigências, sem grandes expectativas. Apenas recebendo pelo que é!
How pretty is that?

Texto na íntegra, aqui



Graça Celina

Sim, graças a Deus a Celina nasceu.

Nasceu às 37 semanas, com 2.90kg e 45cm, do dia 17/09.

O milagre da minha melhor amiga de toda uma vida é real. Está cá!
É tão pequenina e leve...
Wow.

Agora posso dizer que a Gilda é mãe. Ela não cabe em si de felicidade mas está muito bem, muito feliz, muito confiante.

Graças a Deus por isso. Graças a Deus pela Celina.
Obrigada, Senhor, pela Tua grande fidelidade!

EBU 2015 #1

Cheguei ontem a noite a casa.
Finalmente pude ter o reencontro com a minha cama.
Estive desde 4°f fora e foram aventuras até não poder mais.
Saí do trabalho com alguma antecedência mas à medida que ia me aproximando do Oriente percebi que não tinha sido com a antecedência necessária, então perdi o comboio por 3m.
Aveiro
Pela graça de Deus tive a oportunidade de comprar o bilhete para o comboio seguinte sem nenhum prejuízo financeiro, mas isso implicou já não ter comboios para Esmoriz.
Entrei um bocado em pânico e lembrei-me do pessoal de Aveiro.
Falei com o mano Prince e ele conseguiu que alguém me desse guarida para aquela noite. Graças a Deus!!
Fui dormir em Aveiro. Cheguei muito tarde mas o Gildo estava pacientemente à minha espera.
Por umas horitas pude ver 2% a rotina da vida de uma residência Universitária.
Dormi mal porque fizeram muito barulho... possa...
Talento para ser "mula de carga"
Acordei cedo no dia seguinte e tive uma grande maratona à minha espera.
Andei a pé desde as residências até à estação dos comboios, toda carregadinha de cenas.
Encontrei pessoas muito amáveis e percebi que é uma cidade muito habituada a ver jovens transeuntes.
Passei por um estabelecimento comercial e um senhor, muito amavelmente, perguntou-me se estava a chegar ou a partir e eu disse que estava de partida e ele desejou-me uma boa viagem.
Cheguei à estação de Aveiro toda feliz da vida. Como se tivesse chegado a um oásis!
Fui para comprar o bilhete para Esmoriz e a senhora também foi muito amável, mas olhou para mim com ar de "ah, Lisboeta...".
Bancos bonitos do comboio
No comboio com destino para o Porto- Campanhã senti uma cena diferente que há nos comboios urbanos de Lisboa.
Sei lá...
O comboio era mais colorido e as pessoas eram mais expansivas.
E ainda era muito cedo mas as pessoas já falavam e riam, o revisor era simpático para as pessoas, dava bom dia e trocava dois dedos de conversa com as pessoas à medida que ia pedindo os bilhetes.
Cheguei à estação de Esmoriz e, como mulher desenrascada que gosto de pensar que sou, descobri o caminho para o CBE!!
Finalmente cheguei.
Os meus colegas (wow, colegas) já estavam a ter momentos de formação com o Andrew Fellows.
O ambiente era de muita calma e descontração, contagiada por esse ambiente fui trabalhar para perto deles para conseguir ouvir alguma coisa.
O Andrew falou sobre a questão de vivermos tudo com um grande sentido de pressa e urgência e da dificuldade em descansar e aproveitar os momentos, sobre o quanto atingir a maturidade é importante para sabermos gerir esse inner rush.
E cada palavra dele era tipo mel. Só queria absorver.
Depois o Andrew lançou uma coisa super pertinente.
Estávamos a falar de Deus e da criatividade que ele nos dá e eu disse que achava que Adão era muito criativo, tipo como e onde ele foi arranjar ideias para catalogar todos os animais que existiam no Jardim.
Do género, olhar para um atual macaco e dizer "hum, tu vais ser... tu vais ser o macaco. Sim! Macaco. Tu vais ser o macaco. E tu... tu vais ser o peixinho dourado. Tu... tu és muito grande e tens um nariz estranho... o teu nariz até é maior que a tua cauda, então vais ser o elefante. Perfeito! Olá elefante".
Rimo-nos um bocado e depois passamos a falar do aspeto comunitário.
Ele disse que não acreditava que o mundo tinha sido literalmente criado em 7 dias, mas que isso não lhe interessava muito saber nem discutir porque não é essencial, e que quando Deus criou Adão e pô-lo no jardim Deus disse percebeu logo que não era bom que o homem estivesse só.
Naquele momento Adão  tinha perfeita comunhão com Deus, os animais estavam agrupados em perfeita comunhão, mas Deus percebeu que não era bom. Não no sentido que Deus de repente se tinha apercebido do tipo "ups... e agora? Não é bom que o homem esteja só, o que vamos fazer? Falhamos aqui em alguma coisa".
Tanto que, na perspetiva do Andrew, Deus disse que não era bom mas só criou a mulher bem depois.
E isso porquê?
Para que Adão também se apercebesse dessa falta e valorizasse Eva.
Valorizasse Eva como uma igual. Diferente de Deus, diferente dos animais.
E assim Eva é criada.
Depois especulamos sobre como teria sido esse encontro.
Achei essa perspetiva muito interessante!
Depois disso fomos almoçar.
Pude conversar um bocadinho mais com o Andrew e foi muito bom. Aproveitei bem esse momento porque já sabia que iria passar o resto do tempo a correr e ainda bem que o fiz, porque realmente passei grande parte do tempo a correr!
Tivemos a apanhar uma granda seca até os estudantes chegarem, o que deu-me tempo para me organizar e organizar as coisas que faltavam.
E quando eles finalmente chegaram foi a correria total.
Recebi-os a todos, tratei de assuntos logísticos e quando cheguei às 23h estava morta e fui dormir.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Sonhos com deadline #4.1

Wow.
Fez um mês que comecei a trabalhar no GBU Portugal (Grupo Bíblico Universitário). E este é mais um sonho realizado!
Algo que queria muito mas que nunca tinha posto muita expectativa porque parecia ser algo tão hipotético e vago... mas aconteceu. De forma natural. Sem que eu me apercebesse.
E sou grata ao Senhor por este trabalho.
Estou a caminho de Esmoriz. E vou com tanta mas tanta alegria...
Um brinde ao 24 anos, um brinde aos melhores dias da minha vida, um brinde àquilo que ainda esta por vir, um brinde à vida, um brinde aos sonhos realizados.
Hoje vi aparecer e desvanecer no céu a marca de uma aliança eterna entre Deus e o Homem:
(Também tenho saudades do  tempo em que um arco-íris era apenas um arco-íris...)
Ps, I could live like this for the rest of my life...

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Elders react

Encontrei uma coisa no Youtube que é "... react to". Deve ser algum canal que mete pessoas a reagir a coisas fora da sua época.
Já vi o "kids react to" e o "elders react to" matou-me de tanto, tanto rir!!!

Opá, acabei de perceber que de 24 anos só tenho a carcaça.
Concordo tanto com eles xD

Ahahahah

Morri de rir com eles. Ora vejam!

ps, o do Slipknot e do dubstep são tãaaao engraçados!
AHAHAHAHAHAHAHA


domingo, 13 de setembro de 2015

Novos começos, em fé. Pela fé

Hoje tive uma conversa muito boa, bonita e edificante com a minha irmã de baunilha. A Iris Serrano, antigamente Martins.
A Iris é mãe da minha sobrinha de baunilha, Eva.
Tive a oportunidade de ser transparente com ela, como sempre fomos.
De quebrar. De chorar. De ser completamente vulnerável. De ser encorajada. De me sentir amada e profundamente querida, com um amor que vem de Deus.
Fui encorajada a perceber que está para breve. Sem saber como nem quando, apenas que está para breve e para não desistir.
Fui desafiada a dar passos de fé. A ir, sem medos, porque Deus caminha à minha frente.
Desafiada a abrir o meu presente que veio embrulhado numa linda caixa, com um laço, a abrir, tocar, usufruir e desfrutar do presente que é meu. Isabel André. Meu. Só meu. Para mim.
E nesse presente usufruir ao máximo. Sem medos, sem defesas erguidas. Mesmo se errar.
Guardei estas palavras dela
"Belinha, tu és uma guerreira, um soldado. Mas até ao soldados quando estão na guerra dormem, comem, descansam, divertem-se, fazem festas. Porque precisam de repor as energias para voltar a lutar. Faz o mesmo"
"Vive. Vive ao máximo isto. Aproveita e saboreia isso. Porque é só o princípio. Deus ainda te vai levar mais longe e eu quero ver e ouvir notícias disso"
Está gravado.
Será um novo começo, em fé. Pela fé.
The best is yet to come

sábado, 12 de setembro de 2015

A liberdade da abnegação

Wow!
Este.livro é tão bom. Pequeno mas tão bom...
Nunca tinha parado para analisar o ego e tudo aquilo que anda à volta dele.
É engraçado que neste pequeno mas profundo livro encontro lá verdades tão preciosas que já me fizeram pensar tanto.
Principalmente no porquê que certas atitudes/palavras e/ou expressões me afetavam tanto.
Porquê que uma crítica deitava-me ao chão e a necessidade de contante afirmação.
Tudo isso acontecia por causa deste ego. Desta apetência natural de transformar aquilo que faz parte da personalidade em personalidade em si mesma!
Ou seja, eu, Isabel, não sou o meu trabalho, não sou o meu curso, não sou meu ministério eclesiástico, não sou as habilidades manuais, não sou o meu estado civil, não sou a minha orientação sexual, não sou o que sei (ou penso que sei) muito menos sou o que tenho.
Todas essas coisas são parte da minha identidade. Não são (como o ego gosta de achar que sim) a minha identidade!!
Por ter fé, acredito que a minha identidade e valor só vem daquilo que Cristo é em mim.
Não são o que os outros pensam de mim. Muitos menos sou aquilo que eu próprio penso sobre mim.
Tudo vai sempre remeter a algo e alguém maior que eu. Que me transcende.
A alguém que tem um caráter constante e eterno, que perdura ao longo das eras e épocas.
Não pode ser a opinião dos outros a defenir-me mas também não pode ser a minha própria opinião. Porque sou falha, sou inconstante, não sou imparcial. Porque sou demasiado pequena para ter esse mesmo peso sobre.
Por isso, quero aprender a abnegar-me. Como Jesus fez.
Porque Jesus era Deus, mas nunca, nunca usurpou ser como Deus. Fez-se homem, fez-se servo e foi obediente até à morte. E não numa morte qualquer... foi morte de cruz!

E o coração descansa naquele que é o meu Pai perfeito

Ontem foi um dia muito puxado e cansativo.
O EBU (Encontro Bíblico Universitário) do GBU está às portas e temos de prarar tudo e mais alguma coisa.
Estava muito cansada mas, com um bocadinho de coragem, fui ao grupo familiar. Gosto mesmo daquilo.
Estivemos a perceber o novo manual e tal.
No final tive a oportunidade de conversar.
Ter uma conversa que era necessária há já algum tempo. Pude expressar, ouvir e compreender a outra parte.
É verdade que durante muito tempo sofri. Sofri sozinha, sofri calada mas foi importante que assim o fosse.
Foi importante para eu entender realmente o que significa Deus ser o meu refúgio e fortaleza, Deus ser o meu castelo forte, a minha Rocha inabalável e eterna.
Para eu aprender o que significa ser a Palavra e as Promessas de Deus a sustentar-me na minha angústia, a agarrar a ínfima esperança e a aumentar a fé (algo que tenho orado "Senhor aumenta a minha fé").
Foi importante para eu aprender o que todas essas coisas significam na prática.
Sair do vazio e imaterial para o concreto.
Foi importante, até, para que a glória fosse única e exclusivamente de Deus.
Não ser Deus através dos paliativos ou analgésicos mas ser o próprio Deus.
Aquele que segura, cuida, ampara.
As palavras que muito mexeram foram aquelas que ansiava ouvir há algum tempo "sabes, nós não somos o teus pais biológicos. Mas tu és nossa filha. Aquilo que já partilhaste connosco, aquilo que já viveste connosco levou-nos a ter-te como filha. Também não és daquelas filhas que temos sempre de estar a 'ai... cutxi, cutxi... ai' mas tu és nossa filha. E custa-me saber que passaste por tudo isso sozinha. Por isso, vamos orar".
E isso derreuteu o coração e reafirmou muita coisa.
Oramos para que Deus viesse limpraz e desfazer o peso de algumas palavras que ficaram cravadas na mente. Mas mais do que na mente aquelas que ficaram no coração e lá impriram a sua marca.
O bom é que foi em papel químico, passa rápido!
Também foi o dia que outras coisas de outras pessoas vieram à tona. E isso vai trazer cura.
Deus sabe o que faz e como faz. E muitas vezes Ele permite a dor, o sofrimento e a separação para pôr um ponto final na tourada e instituir a Sua ordem e querer!
E é por isso que eu descanso nos braços desse Paizão que é mais do que perfeito

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Enquanto espero que o meu computador funcione...

Antes de ontem chegou o meu livro do Tim Keller.

Com este é o terceiro.

É pequenino, lê-se bem e rápido. Pena que só tenho "tempo" de ler nos transportes. E não é grande coisa.
Bem...
Este livro já me deu no que pensar...
Wow!
Principalmente sobre as coisas do ego.
O ego é mesmo uma coisa... e é por causa dele que já muita coisa se estragou e só quando levou um pontapé nos dentes é que voltou a funcionar bem...
Depois de terminar faço um relato...

(Estava feliz e contente no autocarro a caminho fe casa e entrou-me uma folha pela janela. É bonita. Já cheira a outono. E eu escrevo com acordo ortográfico)

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Dias corridos

Que cena!

Ando feita uma senhora. Acordo cedo, deito-me cedo.
Saio de casa de manhã e só volto à noite.
Mais uma vez a minha resposta para tudo é: "Desculpa. Não tenho tempo."/ "Aaahh... não sei... deixa-me ver, mas não tenho tempo".

É é verdade!
A mina vida mudou. A minha disponibilidade mudou.

Mas ainda quero poder ser eu a gerir a minha agenda. Ser eu a tomar conta dos dias e não os dias a tomarem contar conta de mim.

Nas palavras da Katie "Isabel, make sure you have enough sleep and time with God".

Yah. Fazer tudo que me vem à mão para fazer. Sim. Sempre. Mas tudo segundo as minhas forças.
Nem a mais, nem a menos.

Assim vou honrar a Deus e cuidar de mim mesma.

Preciso de disciplina...

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Refugiados, crise económica, confusão...

Houve um altura em que estava a ficar paranóica e deprimida pelos acontecimentos destes últimos anos...
Perguntava-me o que se passava de errado com mundo, com as pessoas...
Perdemos tanto tempo com coisas inúteis que parece que aquilo que é importante nos passa ao lado.
E este relato de Jesus, na primeira pessoa, trouxe-me luz.
" João: 16:1-4
Eu vos tenho prevenido sobre estes acontecimentos para que não vacileis na fé.
Eles vos expulsarão das sinagogas; e mais: chegará o tempo quando quem vos matar pensará que está prestando um culto a Deus.
Cometerão essas atrocidades porque não conhecem o Pai, tampouco a mim.
Entretanto, tudo isso vos tenho dito para que, quando o momento chegar, vos lembreis de que Eu vos adverti."
Opá, isto do Estado Islâmico, dos refugiados e da "polémica" que está à volta nem me vou meter.
O meu dever é orar e estender a mão. É o qe decido fazer.
Não vou entrar em guerras no Facebook (como nunca entro, aliás nem percebo o porquê que as pessoas se dão ao trabalho disso) ou em outra rede social.
Vou orar que é o que me cabe e seja o que Deus quiser.
Só quero estar pronta para o que vem daqui em diante, não quero que os acontecimentos me apanhem como de surpresa.

Oração

Abba, Pai
Faze-me ser somente teu
Meus desejos possam ser mais e mais os teus
Nunca o meu coração se esfrie
Nunca me deixes cair

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

242 dias de um ano chamado 2015

E o tempo passa,
Esse teimoso insiste em passar,
Esse orgulhoso não perdoa nem pede perdão.
Altivo e majestoso, se auto-define
E oferece a cada um a sua oportunidade e vez.
Ai de ti que não o aproveites bem,
Bajulando-o,
Encarando-o...
É, tempo...

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Grãos de mostarda

Jesus só me pede a fé do tamanho de um grão de mostarda. E depois de ver um grão de mostarda, percebi que não é necessário ter assim taaanta fé como eu pensava... basta um niquinho de fé no Deus, em quem Abraão creu, "que dá vida aos mortos e chama à existência coisas que não existem, como se existissem." (Rm 4:17)
Basta isso.
Basta-me isso. Acreditar.
E tendo crido, agir de acordo.