terça-feira, 29 de novembro de 2016

Boa noite

 
Como seria se eu vivesse os meus dias, de forma intencional, de acordo com esta frase?

Como se iria reflectir na minha prática dos dias?

(Estava a passear pelo Pinterest e encontro essa imagem e fiquei a pensar nela)

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Coisas bonitas de se ouvir #22


Isto, da Alicia Keys!
Diary, na versão acústica. Para uma pessoa que se está a tornar muito especial...

Conversas...

Ontem estive na casa da Gilda, a minha melhor amiga de toda uma vida! (Daqui, daqi e daqui)

Foi tão bom estar com ela. Foi bom conversar com ela. Como amigas, estávamos MESMO a precisar de um tempo juntas.
Eles (a Gilda, Pedro e Celina) foram buscar-me a casa e passei o dia com ela.
À medida que a tarde ia passando, ela só dizia "Isabel, amiga, tenho saudades de estar contigo. Só nós as duas. De falar...". Eu ia acenando e terminando as frases dela, tal como só duas amigas sabem fazer... somos amigas há 10 anos...

Fui para lá com o intuito de tratar do meu cabelo por causa do casamento da Miri, então já sabíamos que nos esperava uma longuíssima noite de muitos e muitos trabalhos capilares...

Não sei bem como, mas demos por nós a desabafar e a conversar sobre estes últimos meses das nossas vidas.
Abrimos o coração uma com a outra sobre todo o sofrimento que aguentamos caladas.

Começamos a falar perto das 22h e muito só paramos perto da 01 e muito da manhã...

Foi muito difícil para mim, enquanto melhor amiga, perceber que ela sofreu tanto calada e eu não tive a sensibilidade de perceber que algo muito errado se passava com ela. Mas penso que o sentimento foi mútuo.
À medida que ia falando com ela, ela só me dizia "oh, Isabel... nem consigo acreditar... lembras-te daquele sonho que te contei?... ai, amiga..."

Quando terminamos de falar, decidimos ir fechar os olhos por umas horas para ela conseguir fazer alguma coisa de jeito na minha cabeça e um enorme incómodo me assolou.

Fui ler a Bíblia e li esta passagem:

As palavras de Neemias, filho de Hacalias: No mês de quisleu, no vigésimo ano, enquanto eu estava na cidade de Susã,
Hanani, um dos meus irmãos, veio de Judá com alguns outros homens, e eu lhes perguntei acerca dos judeus que restaram, os sobreviventes do cativeiro, e também sobre Jerusalém.
E eles me responderam: "Aqueles que sobreviveram ao cativeiro e estão lá na província, passam por grande sofrimento e humilhação. O muro de Jerusalém foi derrubado, e suas portas foram destruídas pelo fogo".
Quando ouvi essas coisas, sentei-me e chorei. Passei dias lamentando, jejuando e orando ao Deus dos céus.
Então eu disse: Senhor, Deus dos céus, Deus grande e temível, fiel à aliança e misericordioso com os que o amam e obedecem aos seus mandamentos,
que os teus ouvidos estejam atentos e os teus olhos estejam abertos para ouvir a oração que o teu servo está fazendo dia e noite diante de ti em favor de teus servos, o povo de Israel. Confesso os pecados que nós, os israelitas, temos cometido contra ti. Sim, eu e o meu povo temos pecado contra ti.
Agimos de forma corrupta e vergonhosa contra ti. Não temos obedecido aos mandamentos, aos decretos e às leis que deste ao teu servo Moisés.
Lembra-te agora do que disseste a Moisés, teu servo: "Se vocês forem infiéis, eu os espalharei entre as nações,
mas, se voltarem para mim, e obedecerem aos meus mandamentos e os puserem em prática, mesmo que vocês estejam espalhados pelos lugares mais distantes debaixo do céu, de lá eu os reunirei e os trarei para o lugar que escolhi para estabelecer o meu nome".
Estes são os teus servos, o teu povo. Tu os resgataste com o teu grande poder e com o teu braço forte.
Senhor, que os teus ouvidos estejam atentos à oração deste teu servo e à oração dos teus servos que têm prazer em temer o teu nome. Faze que hoje este teu servo seja bem sucedido, concedendo-lhe a
benevolência deste homem. Nessa época, eu era o copeiro do rei.
Neemias 1 (Versão Nova Versão Internacional, ênfases por mim)

Este texto fez-me pensar em tanta coisa, levou-me a orar por tantos assuntos, por pessoas específicas... como também já há muito não acontecia...

Olá Primavera!

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Findar

Graças a Deus terminou essa semana pesada...
Até janeiro, a tendência vai ser piorar...

Preciso de:
1- Calma e paciência;
2- Preparar o meu Natal;
3- Espaços de quietude. 

Oh, sofrência...
 
 

Sobre hoje, sobre cozinhar, sobre amar

Acabei de ler este post no blogue da Sofia do às nove no meu blogue e derreti-me com estas palavras. É tão isto que também poderia ser sobre mim...

‘’Eu acho lindo receber pessoas. Adoro os minutos em que me dedico a ir pondo a mesa. (...) Adoro ir fazendo a comida, com a minha música aleatória por perto. E adoro o momento em que chegam as pessoas que vão sentar-se à minha mesa. É sempre meio caótico e tudo. Mas eu acho que esse caos ensina muito. Porque de um momento para o outro, o meu sentido prévio de ordem e de antecipação fica sem saber muito bem onde encontrar lugar e eu também gosto dessa parte de ir na onda, de deixar correr. Para esses momentos em que a ideia é circular e acolher e abraçar e contar coisas mutuamente, estas são as entradas ideais. As que são do género de servir num tabuleiro e de deixar à consideração de quem chega. Nesses momentos, é altura de servir um vinho branco ou champanhe e sim, de pôr os afectos em dia.’’ 

Terapia à beira da mesa ou na palavras da Débora C "Sê a Belinha, enquanto cozinhas"


O dia de Acção de grsças


Hoje (tecnicamente ontem) é o dia de "Thanksgiving" ou "Dia de acção de graças" e nós decidimos comemorá-lo lá na nossa instituição!


Nós nos temos posicionado contra o dia de haloween, achamos que é uma aculturação que faz pouco sentido para nós (sociedade portuguesa) e também não nos faz sentido como instituição celebrar bruxas, monstros, fantasmas, mortos etc...

Já que estamos a aculturar, lá na instituição decidimos aculturar o dia de acção de graças.
O dia em que intencionalmente somos agradecidos, que paramos para pensar nas coisas boas que temos tido e agradecemos. Agradecemos, pedimos perdão e por favor.

Esta é a tradição que queremos iniciar por estas bandas, a cultura do "obrigado(a) pelo que já tenho".
É tão importante ser agradecido pelo que já temos, olhar para as coisas/situações e perceber que há tanto por agradecer!
Agradecer porque temos vida. Temos saúde. Temos casa (por mais simples que ela seja). Temos família (por mais "louca" que ela seja). Temos um lugar onde somos amados e aceites tal como somos. 
Só a pensar nessas coisas já temos uma mão cheia de coisas pelas quais devemos ser gratos!

A Fátima desafiou-me a preparar este lanche e eu quis mesmo fazer uma coisa bonita e especial.
Queria, primeiramente, fazer um lanche bonito para um convidado muito especial. Aquele a quem toda a minha gratidão vai, então esforcei-me...
E este foi o resultado daquilo que podíamos fazer com os recursos disponíveis:




Esta era a decoração da sala em que lanchamos com os nossos utentes e mães-utentes.
Para o lanche fizemos: corn dogs, serradura, patê e tostinhas. Haviam também batatas fritas e sumos para acompanhar.
Duas mães-utentes trouxeram quiche e um bolo.

Fizemos 86 corn dogs e todos voaram num instante (assim como tudo o que havia na mesa).
Corn dogs (com cebola frita e bacon)



























Foi um dia complicado, atarefado mas muito, muito bonito na mesma!
Um dos (muitos) dias em que me senti profunda e genuinamente feliz por estar neste bairro há dois anos e (quase) dois meses.

Agradecemos a Deus a nossa permanência no bairro, as relações de amizade e confiança que se vão solidificando, a vida de cada um dos miúdos que está connosco, os colegas que ombreiam connosco na tarefa de amar e cuidar de cada um desses miúdos (por mais desafiantes que alguns sejam).

Senti-me quase como uma mãe de família num daqueles almoços de domingo, a cozinhar, organizar as coisas e a garantir que todos ficam satisfeitos. Gostei tanto!

Eu, a nível mais pessoal, sou profundamente grata por:
- Ter saúde! Ter um corpo saudável e funcional... Deus é mesmo bom!;
- Ter família e casa;
- Pelo meu trabalho, que amo profundamente e me realiza enquanto profissional e me desafia a crescer como pessoa;
- Pelos meus colegas de trabalho;
- Pelo meu afilhado mais-lindo-do-mundo, do qual morro de profundas saudades;
- Pelos meus amigos e companheiros de viagem;
- Pelo acesso livre às coisas que mais gosto: conhecimento/artes/moda/liberdade religiosa/ liberdade de expressão e reunião;
- Sou grata por poder ser mulher em Portugal, a ter direitos e deveres, a ter um salário (na medida do possível) justo e equiparado;
- Sou grata por poder ser estrangeira em Portugal, onde a minha dignidade como ser-humano ainda me é defendida;
- Acesso a cuidados de saúde de grande qualidade.

Há tanto mais para ser grato, tanto mais... 
Hoje lembrei-me muito de uma música que diz assim "Conta as bênçãos, diz quantas são/ recebidas da Divina mão/ uma a uma, conta cada vez/ hás de ver surpreso o quanto Deus já fez"...
Que grande verdade!!!

Sou-te muito grata, Senhor!

domingo, 20 de novembro de 2016

(Numa de) Professora Belinha #17

Fiquei tão intrigada com a pergunta da L. sobre o meu trabalho que conversei com a Fátima.
A Fátima disse-me que provavelmente a noção que eles têm da nossa instituição é que nós, os adultos que lá estamos, temos a mesma rotina que eles. Saímos das nossas casas e vamos para lá e depois ao final do dia regressamos a casa, tal e qual como eles...
Então a Fátima sugeriu-me que fosse fazer a mesma sondagem a outros meninos.

Como tinha de fazer o atelier de artes, perguntei aos 4 meninos que estavam comigo:
"Meninos, qual é a minha profissão? O que faço na vida?"

- Belinha, tu fazes desenhos e ajudas os meninos a passar de ano - responde o F
- Tu és Educadora. Acho que tu és Professora ou Educadora - responde a B
- Belinha, tu és secretária... Porque te vestes bem, como as secretárias - disse a G

Entretanto nisto chega a Iris e junta-se a conversa:
 - A Belinha faz desenhos e ajuda os meninos a passar de classe e tu (Iris) falas com a mãe - responde o F
- A Iris é mãe de família! - disse a G
- A Iris é a nossa mãe do E... - responde a B

Rimo-nos com eles mas depois ficamos a reflectir sobre a visão que eles têm de nós, de como eles nos percebem lá...
Eles têm olho...

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

The Reason ou Coisas bonitas de se ler #15.3

Sobre o capítulo 4, The Reason I Fell in Love with Sadness:

Kurt Cobain pointed out that there is confort in being sad. It's dark and hauntingly true, at least when you're a young girl looking for something to clig to. Crying myself to sleep began to feel familiar, like a kind of home. Darkness can feel honest, and honesy can be beautiful and feel so inspiring. (...)
But when I was in the dark, I could feel. (...) We can easily become addicted to those poisonous feelings. But eventually threy make us numb.
(...)
We may desire to sleep forever, to rest. But we have no proof that the rest we are longing for is what we will get when we die.
(...)
What can save us and give us what we are restless for? (...) the God who started life itself to tell us.

Em relação a este capítulo há coisas em que me consigo identificar mas outras que, pela graça de Deus, não.
Consigo identifica-me com os sentimentos de profunda tristeza, de uma busca incessante por descanso. Lembro-me muito bem da vezes em que tive vontade que me removessem o coração por umas horas só para que, durante essas horas, não sentisse dor.
Identifico-me com o desejo de querer por fim à vida...

Mas, pela graça de Deus, não me consigo identificar com o sentimento de me apaixonar pela tristeza!
Não, isso não!
Apesar dos muitos sofrimentos, a alegria, o riso estridente, a graça inesperada me têm acompanhado e isso é graça... Graça de Deus!
É tão fácil deixar-mo-nos enredar pela espiral da tristeza... é mesmo muito fácil... 
Porque já experimentei tristeza profunda, percebi que esse não de todo um local que eu quero morar, muito menos me apaixonar...




quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Boa noite


Acabei de ver esta imagem no Pinterest e foi um momento meio wow...
Reportou-me para o passado mas também teve um glimpse de um futuro que espero...

(Suspiro)

Boa noite, bons sonhos!

(Numa de) Professora Belinha #16

Enquanto estava a fazer o plano de apoio de Língua Portuguesa do BC, a L, que está no segundo ano teve este diálogo comigo:
- Belinha, tu também estás a fazer trabalhos?
- Não, fofinha, eu já fiz todos os trabalhos que tinha a fazer
- Ah... tu já estudaste?
- Sim, eu já estudei. Fui para a faculdade e tudo...
- E agora, Belinha, tu trabalhas?

Fiquei meio atónita com esta pergunta...
Das duas uma: ou a L pensa que nós moramos no bairro e frequentamos a instituição ou eu não faço népia naquele lugar... 

 

Ps, hoje descobri que um miúdo que passou por nós está preso às drogas. 
Ele tem a idade da minha irmã e está a escorregar bem fundo no buraco... Oh meu Senhor...

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

The Reason ou Coisas bonitas de se ler #15.2

Ler este livro tem sido uma constante viagem entre o passado e o presente.
Tenho visitado velhas memórias.
Umas mais alegres, outras nem tanto, mas fazem parte da minha história...

Abrindo o baú das memórias e sobre o capítulo 3, The Reason I Became an Atheist:


This was the begginnig of an emotional imbalance in me, one I continue to struggle with. 
It's this constant tug-of-war that I have to be a protector, deliverer, and saviour for all those around me. I thought I had to be the best god I could be, because if there was a God - wich I doubted -  He was obviously not going to help us.
(...)
What I didn't realize at the time is thet love is stronger than death.


A sério, Lacey?
Tens a certeza que não estás a plagiar a minha história?

Sobre este trecho, lembro-me sempre do termo "complexo de herói" (lembras-te Déboraa... obrigada por este presente, miga), que é algo que tende a perseguir-me, algo com o qual luto bastante.
Este complexo baseia-se o desejo profundo de salvar, de ser o herói, de ser deus na vida de alguém e ter esse alguém eternamente grato pela minha "extrema bondade".
Basicamente esse complexo impele-nos para as situações mais ridículas e negras de sempre!

Por exemplo: por causa do complexo de herói, meti-me em três alhadas, com três pessoas diferentes na qual saí de lá profundamente magoada e queimada!
Porquê? Porque tinha a esperança de que se eu interviesse, as coisas poderiam mudar, tudo poderia ficar bem melhor e no fim do dia estaríamos todos felizes a contentes...

Por causa do complexo, costumava sofrer sempre mais do era necessário. Sofria porque culpava-me do mal que tinha acontecido (atenção, mal que não foi infligido por mim) e como não conseguia viver com a culpa nem corrigir a situação, sofria horrores...

Estas coisas aconteciam de forma muito subtil e antes de saber rotular a situação, era o terror. 
Lembro-me de uma situação específica com dois irmãos que foram abusados sexualmente e fiquei a saber.
Eu sofri demasiado com a situação. E demasiado porquê? Porque eu culpava-me de não ter percebido os sinais mais cedo, pela justiça que é demasiado lenta a intervir, pelo facto de eles regressarem a casa, onde estava o abusador.
A Andi, ajudou-me muito na identificação desse complexo e chamou-me muito a atenção sobre o assunto.
Primeiramente para o facto de ser pecado!
Sim, porque estava a tentar usurpar o papel de Deus. Indirectamente dizia "Deus, tu não És bom o suficiente para ser Deus, deixa-me tratar eu disso"
Segundo porque eu não tinha de carregar o peso do mundo. Eu não tinha nada que me culpar. 
Terceiro porque eu não podia tirar o lugar de Deus na vida e circunstâncias das pessoas (especialmente dos meus irmãos mais novos). Da mesma forma que eu aprendi algumas coisas com o sofrimento, eles também têm de aprender assim. Eu não posso proteger as pessoas de Deus, da vida, das coisas...

Outra coisa sobre este capítulo é que me fez lembrar os anos de farizeísmo, de ateísmo disfarçado. 
Período esse dos meus 14 aos 18 anos (idade da minha real conversão).
Foram anos muito negros, em que desacreditei de Deus a sério.
Deus era apenas uma figura que, se existia, estava demasiado ocupado para se preocupar comigo e com a minha família.
Deus era uma pessoa que não tinha qualquer relevância para mim, mas que era bom para eu parecer uma miúda fixe. Fixe porquê? Porque podia dizer às pessoas que era cristã e olhá-las de cima a baixo porque eram todas moralmente inferiores a mim. Afinal eu era cristã...
Deus também era necessária para manter-me ocupada ao domingo, assim era menos um dia...
Lembro-me de estar na EBD e não acreditar numa palavra que ensinava, orava porque queria impressionar, conhecia os cantos à bíblia porque era assistente/ professora de EBD e tinha de ganhar os concursos de destreza bíblica...

E isso aconteceu devido à morte do meu tio João (ele era o meu melhor amigo... uma das pessoas que mais amava e respeitava), quando tinha 12 anos e a um episódio específico, numa noite específica, quando tinha 14 anos... 
Nesse dia, eu senti mesmo que Deus não era nada daquilo que me tentavam incutir na igreja... afinal onde é que ele esteve ou porquê que ele não impediu que as coisas acontecessem??

Hoje, ao olhar para trás, percebo o amor de Deus mesmo nessa noite, pela ajuda da minha mãe, pelo amor da Tatiana naquela manhã seguinte, na escola.
(Aliás, a Tatiana foi das primeiras pessoas a demonstrar-me como é ser amiga a sério! Esse é um dos motivos pelo qual amo-te e nunca te esqueço, Tatxi)
E mais: Deus até transformou essas memórias! Já não tenho pesadelos com esses flashes. Dói, mas já não mata e sei que irá chegar o dia em que não irá doer mais, vai ser apenas a minha "cicatriz de guerra". Uma das mais bonitas que alguma vez terei.

Músicas dos Flyleaf:
Breathe today, aqui
Circles, aqui
Cassie, aqui

terça-feira, 15 de novembro de 2016

The Reason ou Coisas bonitas de se ler #15.1


Tenho lido dois blogues que me têm inspirado muito.
Um é o da Sofia, o às nove no meu blogue, e o outro é o da Rebeca, o Blossoming Grace.
Estes dois blogues me têm inspirado a ser o mais honesta e aberta possível em relação aos assuntos, online. A tratar da forma mais profunda possível os assuntos profundos e partilhá-los.

Partilhá-los porque assim como elas me inspiram (e não sei se sabem o impacto disso), eu poderei vir a inspirar alguém por aí... sei lá...
A vida é um presente e temos de aprender a dividir esse presente.

Estou a ler o "The reason", da Lacey Sturm, a ex-vocalista dos Flyleaf.

Os Flyleaf, foram a minha banda da adolescência!
A Lacey foi a voz que me acompanhou durante todo o período do secundário.

Foi a voz que fez com que as coisas fizessem algum sentido em mim, a voz que me mostrou que há um Deus que me ama e me compreende, no meio da minha dor e da minha aflição, há um amor, uma presença, um cuidado e uma graça que me rodeia. E isso tudo acontece porque Ele escolheu que assim fosse!
Ele viu alguma coisa boa em mim e decidiu investir.

Anos mais tarde, descobri alguém a quem estas palavras fazem todo o sentido e se identifica, a minha amiga, Débora Campos.
Tal como eu, ela cresceu sobre a influência do rock&roll, grunge, hard rock e heavy metal.

Já tivemos tantas conversas sobre a "tábua de salvação" que foi descobrir que os cristãos também faziam bom rock!
Tínhamos toda a influência mas com letras cheias de vida e esperança.

Anos mais tarde, a minha heroína do rock lança livros e descobri-los graças a Débora.

Agora ao ler a história dela, há tantos pontos em que me consigo identificar.
E ainda só cheguei aos 16 anos dela...
Há tanto mais para ler, mas queria partilhar isto:

No capítulo 2, The reason I love jazz, ela escreve:

God took supernatural care of our family. I didn't understand the concept of grace until much later in my life, but as I look back now, I can see that grace is what we lived on.
Wordly logic would tell you that we should have ended up lost, dead, in jail, and eternally wounded by biterness. But there was always a mystical protective grace uver us.
(...)
I believe it was the grace of God that always coveres the strugles weendured.

Lacey, irmã, que ponto interessante.
Olhando exactamente para a minha vida, olhando para trás, também identifico que foi a mística e protectora graça de Deus que cuidou de mim e da minha família.
De mim, dos meus irmãos e mãe... Foi mesmo a graça maravilhosa de Deus que nos sustentou e protegeu os nossos corações e vidas.
Sim, nós os três (filhos da d. Ana), tínhamos todas as condições necessárias para darmos errado. Muito errado!
Mas a protectora graça de Deus esteve sempre connosco. Sempre nos guardou!

Louvo a Deus por isso mesmo!

Comparando a minha vida com a vida de algumas das minhas utentes-mães... sim, a graça de Deus superabundou em nós.
Agradeço a Deus e a todas as pessoas que Ele usou para investir nas nossas vidas, mostrando-nos que há uma outra oportunidade, que há a possibilidade de viver outra vida, que existia um novo caminho.

Há medida que vou acompanhando os meus utentes ou partilhando as "novidades" a coisa mais flagrante que percebemos é isso mesmo: eles acham que não há outra forma de se viver.
Para eles o mundo é aquilo que vêem no bairro e vivem. Não há outra forma/ postura/ opção de vida. 
E percebo que uma das funções da nossa instituição, localizada naquele bairro, é mostrar que há opções. Há um caminho diferente, há oportunidades.

É assim que se quebram os ciclos de destruição e desespero, é assim que se começam os ciclos de esperança e de graça. Graça sobrenatural de Deus que protege e cuida de mim e de ti, que cuida de nós.

Em relação aos Flyleaf, a Lacey já não é a vocalista da banda, e as músicas que me acompanharam são:
All around me, aqui
I'm so sick, aqui
Fully alive, aqui 

(Para já ficam estas três, ainda irei continuarei a escrever mais sobre este livro e vou deixando outras)

Música para os meus ouvidos

Vi esta t-shirt e quero uma para mim:
 

É isso mesmo!
Concordo plenamente...

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

The Reason ou Coisas bonitas de se ler #15



Pela Débora, sobre a vida da minha artista de rock preferida. 
Parece que ela está a ler-me a vida dela e a contar a história da minha vida ao mesmo tempo. Detalhes diferentes mas situações tão parecidas...

Sobre o Capítulo 1, The Reason I Lived:

I  don't believe in fate or accidents. I believe in cause and effect. Behind everything lies a cause, a reason. Why does the sun rise? Because the earth revolves once every twenty-four hours. Why we read? Because, some say, we don't want to feel alone. Ehy am I alive, writing to you? Because I want you to know that miracles happen. Because I want you to know how precious life can be. Because I want you to know how valuable you really are. Because the world will throw lies at you - lies aimed at your heart, aimed to kill.
(...)
What if we treated one another with the love we desire for ourselves?

Ps, quando for grande quero escrever um livro...
Pss, anda um calor esquisito pelas bandas de Lisboa. Daqueles que faz arrepiar...


Lovely Sundays ou Retiro de Jovens #24

Neste fim de semana foi o retiro de jovens da minha igreja.
Estivemos na Palavra da Vida de 6f a Domingo. 
 

Este retiro foi fantástico!
Para mim, foi o melhor que já tivemos há coisa de quarto anos. 

Porquê que foi tão fixe?
1- A minha irmã esteve lá!
 
Finalmente, a minha irmã aceitou ir a uma actividade de cariz espiritual e esteve entusiasmada. Aliás, foi ela que me animou a cumprir os desafios (principalmente o de ir ao culto naquela semana tão pesada...). 
Apesar de ser muito introvertida, ela deu-se às pessoas, integrou-se e viveu o retiro. 
Aliás, ela me segredou que foi muito bom, que Deus se revelou a ela de uma forma muito especial. 
Fiquei tão, mas tão feliz!
Aliás, eu ria-me que nem uma perdida. A Maria João olhava para mim e só me dizia "Tu tás bué feliz! Tas com sorriso de orelha a orelha". Como não estar?
Depois, pude estar com a minha irmã e fazer as nossas brincadeiras. 
Foi lindo!
 Nós super lindas e felizes. Ah, e um emplastro... Obrigada, João!

2- Pude dar-me e conviver
É notório que algo está a acontecer entre os jovens... há uma sede de relacionamento brutal!
O pessoal quer viver a comunidade. Queremos mesmo ser família. 
Pela primeira vez eu não fui dormir à tarde num retiro porque estava entediada. 
Falei e dei-me com pessoas que não são habituais e mais, percebi que eles também tinham o desejo de me conhecer. 
Normalmente, costumo sentir-me muito deslocada nestas actividades mas desta vez senti-me bem, em família, em casa. Foi muito bom. 
E mais, pude entender melhor algumas pessoas e isso fez nascer em mim carinho especial. 

3- Boas pregações 
Realmente foi muito bom e desafiante nesse sentido. Foi profundo e bíblico. 
Não concordei com tudo o que ele disse mas entendi os pontos que ele quis alcançar. 

4- Mini-grupos
Não estava nada à espera de liderar um mini-grupo, mas correu muito bem. 
As pessoas estão mesmo sedentas de relacionamento e foi bom aprender com outros. Ouvir os seus contributos. Foi muito fixe 

5- Sonhar
O meu objectivo individual foi cumprido. 
Queria sonhos. E recebi um sonho novo. 
 

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Sobre as eleições nos Estados Unidos da América

(Comecei a escrever este post ontem e só agora consegui terminar. Busquei não procurar as notícias de hoje para que não influenciem a linha de raciocínio que tenho. Terminado isto vou ler sobre o segundo dia de Trump como Presidente dos EUA)

Como interessada nos assuntos políticos não podia deixar de me pronunciar sobre as eleições nos Estados Unidos da América. 

Creio que meio mundo ficou atónito com a vitória de Donald Trump. 
Trump foi o candidato menos favorável à presidência, em comparação à oponente, Hilary Clinton, gastou muito menos milhares de dólares em campanha, apresentou as propostas consideradas mais estapafúrdias e mesmo assim chegou ao poder.

"Isto é real?", foi a pergunta que me fiz quando acordei e soube do resultado das eleições (e pelas reações que vi, é uma pergunta mais geral).

Outra pergunta que também acho que esteja a passar pela cabeça das pessoas é "Como é que é possível?"

Bom, uma das respostas para justificar baseia-se no jogo político que assenta em duas premissas: o medo e o patriotismo ignorante. 

Primeiramente estamos a falar da América e os americanos acham-se a nata do mundo, a "crème de là crème". 
Sempre foram "A" superpotência mundial, a nação das nações e essa gloria lhes foi tirada com a crise económica de 2009. 
Aí, a "crème de là crème", já não era tão "great". 

A corrupção aumentou em larga escala e o fosso entre ricos e pobres disparou (isto é o fosso entre a classe alta - classe a que Donald Trump pertence- e a classe dos trabalhadores tornou-se enorme. Quase igual ao crash de 1929). 
E para piorar a situação estamos a falar de estado de matriz capitalista (basicamente funciona assim: queres? Paga! Queres saúde? Paga! Queres educação? Paga! Não há investimento estatal em bens e serviços básicos - alguém se lembra da luta de Barack Obama para criar um sistema de saúde nacional? Tem a ver com isto mesmo)

A classe dos trabalhadores teve de trabalhar mais, durante mais horas e passar a auferir salários bem menores para ter o mínimo dos mínimos. Os impostos aumentaram para os trabalhadores enquanto que os ricos continuaram a fugir, com sucesso, ao fisco - caso também de Donald Trump. 

O que isso foi gerar nas mentes das pessoas?
Frustração e revolta. 

Estamos a falar de uma América frustrada, cansada, posta de parte e desesperada em busca do poder e da glória perdida.  

Donald Trump, soube ler os tempos e as estações!
Isso é algo que temos de elogiar. Soube ter tacto para medir a pulsação de uma população e prometer dar aquilo que o povo queria: poder e glória, custe o que custar!

Qual era o grande mote?
"Let's make America great again"

Como?
Usando, lá está, o medo, o ódio, o patriotismo e prometendo glória. 
(Não faz lembrar ninguém?...)

Trump culpou tudo e todos - menos a si próprio e a classe que representa (lembrem-se: ele é bilionário) - pelo declínio da América. 

Usou o racismo, xenofobia, homofobia e sexismo para ascender e conseguiu. Porquê?
Porque prometeu "Let's make America great again"

Desde 1945, que nenhum candidato conseguiu usar estas técnicas para fazer campanha e ascender ao poder (sim, estou a equipará-lo a Adolf Hitler). 

É medonho, como a retórica destes dois é igual. Até parece que estamos a ler o "Mein Kampf" ou a ouvi-lo discursar. 
Só se está a mudar a localização geográfica e o target principal. Em vez da Alemanha, estamos a falar da América e em vez de judeus estamos a falar de muçulmanos. 

Outra coisa que concorreu a favor de Trump foi a sua oponente.
Hilary, foi bem intencionada mas à partida era uma candidata fraca. E viu-se no resultado das eleições. 
Afinal, meter uma mulher a comandar a Casa Branca???
Não, as mulheres têm de ser agarradas pela ******

Para quem ainda se pergunta "como é possível?", eu respondo "através da democracia"!

É/foi correcto alguém como Trump ascender ao poder?
Não sei... não opino sobre isso. 

É/foi legítimo?
Sim! 

"Ah, mas as autoridades internacionais não podem intervir?" 
Intervir onde e como?
O povo pronunciou-se. 
Se tivessem de intervir a primeira pergunta seria: isto foi legítimo? O que é que o povo escolheu?
Sim, querem o Trump.

Agora só temos de esperar para ver...

Meus caros leitores, o medo é uma prisão terrível e basta saber manipulá-lo!
O medo cega-nos e quando reagimos através dele as atrocidades que acontecem são estonteantes. 
Juntemos ao medo a ignorância e temos a equação perfeita para criarmos um exército sanguinário. 

"Let's make America great again", dizia o actual presidente da América. 

"Let the games begin"...

(Parece que estou a ver um filme de terror em que juntamos o America History X + O pianista + documentários sobre a II GM... "Oh Senhor, tem misericórdia e intervém...") 

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Lovely Sundays ou Culto de Jejum e Orção #23


 Ontem foi um dia muito bom!

Um bom domingo. 

Na minha comunidade de fé, foi culto de celebração da santa ceia e depois do culto tivemos outro culto de jejum e oração!

Foi um momento tão especial. 
Eu sinceramente tenho pena das pessoas que não aproveitam esses momentos na família da fé. Momentos em que nós podemos partilhar as alegrias e sofrimentos uns com os outros e, juntos, pedir Àquele que tem todo o poder para executar o que for preciso: o nosso Pai Celestial.

Ontem foi mesmo muito, muito bom. 
Deus também cuidou muito de mim... foi muito especial. 

Sou tão grata pelo dia de ontem!
Sei que posso celebrar com todo o júbilo.

Obrigada, Tina!

domingo, 6 de novembro de 2016

Foco!

Dizem que para voar temos de deixar de ter medo!
Deixar de ter medo do pequeno grande mundo, da pequena grande sociedade, das pequenas grandes dificuldades e das pequenas grandes vozes interiores que nos tentam demover de passo em passo.

Para sonhar também é preciso acreditar!
Pôr todo o cepticismo e/ou sinismo de lado e acreditar.
Voltar a acreditar como as crianças.
E as crianças acreditam não porque são totós, elas acreditam porque ainda não foram ensinadas a desconfiar...

E para isso é necessário ter um bom coração. Um coração sadio.
É preciso recompor um coração.
Um coração igual, mas de certa forma diferente. Que pulse com mais intensidade, com mais vontade mas que seja o mesmo na essência. Mas desta vez, este novo (velho) coração tem de ser mais sábio e melhor guardado. Porque é do coração que saem os caminhos da vida...

Pulsa, novo coração!

Obrigada Mama J! (Refiro-me a isto)

sábado, 5 de novembro de 2016

À minha irmã Vi

A minha irmã fez 19 anos!
O dia 3/11 é tão mais bonito por causa dela. 

 

Nem dá para acreditar que esta miúda já tem 19 anos!!!!
Não dá mesmo!

Ainda há uns meses éramos pequeninos, ela tinha dois anos e eu cuidava dela. 
 
Ela era dependente, pequenina e fofinha. 
Precisava de ajuda para atravessar a estrada e necessitava (por segurança) de andar sempre de mão dada. 
Desde sempre que ela é espevitada, foi a mais traquinas dos 3 e a alegria da nossa casa. 
E agora tem 19 anos! 
Como é que é possível?

Tempo, para onde foste?

Ainda há dias, eu era a irmã mais velha na plenitude e legitimidade da palavra:
 
Era mais velha, mais alta e mais desenvolvida. 
Hoje ela só não me ultrapassa na idade!

Como é que possível?
Como??!  

 
A minha oração para ela é que Deus a continue a abençoar e fazê-la crescer em estatura, sabedoria e graça.
Que ela se transforme numa mulher completa, cheia da graça de Deus, pleno conhecimento de Cristo e virtude do Espírito Santo.
Que ela se transforme numa cidadã de valor acrescentado na sociedade em que ela estiver inserida, que tenha olho atento para as necessidades de quem a rodeia e que deixe o seu cunho pessoal nas vidas que ela vai tocando. 
Que seja uma boa profissional, com carácter, boa naquilo que faz e na forma como o faz e assim ela reflicta Cristo. 
Que ela seja equilibrada, sábia, sadia e muito muito amada nos seus relacionamentos (nas suas várias expressões). 

A minha oração para mim, enquanto irmã mais velha, é para que Deus me de olho atento para ver sinais, ouvidos sensíveis para ouvir mais do que se diz e capacidade de ler entrelinhas, língua moderada e temperada com sal para saber o que dizer (ou calar mesmo) e como dizer (ou calar mesmo) em amor, instintos moderados para saber que acima de tudo é Deus quem a protege, sabedoria para não querer agir por Deus mas perseverança para o fazer até que Deus me diga que é tempo de parar. 

Ela é a minha eterna irmã mais nova, a minha bebé, a minha boneca de verdade, a minha princesinha e eu sou uma leoa!

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Evangelho e Cultura #7




O B fachada é um grande compositor, na minha opinião. 
Para mim, um dos melhores compositores portugueses. (Outro também MUITO bom é o Samuel Úria...)
Gosto mesmo muito dele, das músicas, estilo e letras. 



Mas o B, acha-se profeta!
Acha que está a dar grandes novidades e que recebeu alguma epifania mas, caro B, lamento informar mas já houve gente a pensar sobre isso. Há muito, muito mais tempo...

E a que isso me refiro?

Às músicas dele, Roupa de estrada - do primeiro vídeo - e a Sozinho no roque - do vídeo seguinte - que são (quase) uma paráfrase ou um indagar à questão que há resposta na melhor biblioteca de sempre: a Bíblia. 
Ora vejam o que o apóstolo Paulo escreveu num dos livros dessa biblioteca:
(Encontram-se no livro de Romanos. Livro escrito em formato de carta, uma narrativa)

Romanos  7:18-20
Pois eu sei que o bem não habita em mim, quer dizer, na minha natureza. Embora tenha o desejo de praticar o bem, não sou capaz de o fazer.
Não faço o bem que eu quero, mas faço o mal que não quero.
Ora se eu faço o que não quero, é porque não sou eu quem faz isso, mas o pecado que está em mim.

Romanos 8:23
Não é só o Universo, mas também nós que já começámos a receber os dons do Espírito. Nós sofremos e esperamos a hora de sermos adoptados como filhos de Deus, a hora da nossa total libertação

Podem encontrar isto nestes trechos:
 Quem sou eu quando o sol se põe do céu 
 E eu me visto pra cantar enfiado num lugar longe do teu 
 Quem me deu as mentiras para ser eu 
 Vou tentando ser decente num fachada bem diferente do meu
                         (Roupa de estrada)

Ser decente...
Aos anos que vamos tentando ser decentes.Mas o ingrediente secreto para ser decente é um e apenas um: Cristo. O Messias prometido. 
Porquê?
Porque é Ele quem nos liberta. Liberta da escravatura do pecado, regenera-nos da nossa maldade intrínseca (apesar de permanecer a tensão), da escravatura de ser perfeito, de fazer tudo bem, de agradar a tudo e a todos. 
Independentemente da nossa posição filosófica, religiosa, política ou do que for, todos nós ainda nos vamos agarrando a esta dependência. Mesmo os grandes e orgulhosos proclamadores da célebre frase "eu não tenho de agradar a ninguém/ não quero saber o que os outros pensam"...
Se formos realmente pensar nisso...
É Cristo quem traz uma verdadeira noção de identidade e, finalmente, paramos de andar às apalpadelas a tentar descobrir quem somos pelas formas mais variadas e, no fim das contas, vazia de sentido/ conteúdo. 
A única forma de desvendar mentiras é com a verdade e a verdade é, também, uma só: Cristo, o caminho, a verdade e a vida! 
Só quando Cristo for uma realidade, a verdade em nós iremos deixar de tentar ser decentes, de fachadas em fachadas bem diferentes dos nossos. 
Iremos ser os verdadeiros "eu" e "tu". Tal e qual fomos criados para ser desde o princípio

 Não sentir nenhum desgosto só libertação
                              (Sozinho no roque)

Caro B Fachada, já há muitos anos que muitos andam à procura da total libertação. A boa notícia é que esta libertação vai chegar.
Essa libertação vai chegar no momento em que Jesus Cristo se manifestar. 
Aí sim, vamos ter a nossa libertação. Aí sim, vamos deixar de sentir os desgostos, deixar de os camuflar partindo "a gosto com uma amiga que é um susto". 
Até lá, é ter paciência. Ir às apalpadelas, pisando o chão que outros já pisaram por nós. Ir a correr, a andar, de joelhos, a gatinhar ou a rastejar. Porque o que importa é chegar!
O importante é alcançar essa total libertação. 

(Atenção, esta reflexão é minha e para mim. Fi-la debaixo das minhas ópticas e filtros mentais)

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Primaverando

Estou a ler outra vez o livro "The good God" de Michael Reeves e tem sido mesmo uma delicia voltar a encantar-me pela bondade de Deus...

Há tantas frases que ecoam em mim mas esta é simplesmente deliciosa:
   Sensing the desirability of God alters our preferences ans inclinations, the things that drive our behaviour: we begin to want God more than anything else
(...)
 To know the Trinity is to know Gof, an eternal and personal God of infinite beauty, interest ans fascination. The Trinity is a God we can know, and forever grow to know better.

É tão verdade...
A Mama J (Joyce Meyer), diz que nós não mudamos o nosso comportamento para Deus nos amar. Mudamos o nosso comportamento porque O amamos. E nos amamos porque Ele nos amou primeiro.
Nós apenas respondemos ao amor de Deus por nós. Mais nada!
Não somos nós da dar o primeiro passo, não somos nós a ter a iniciativa.
É Ele, foi Ele e é por Ele que respondemos.

Ando também desde dia 30 a dissecar uma música dos Bethel, esta, que já colequei neste post.
Há uma parte da letra que diz:
  Show me who You are
 And fill me with Your heart
 And lead me in Your love
 To those arround me

Esta música tem me acompanhado pela sua grande abrangência.

Há esperança!
Há mesmo esperança...

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Boa noite



"Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios, e esperai inteiramente na graça que se vos oferece na revelação de Jesus Cristo" 1Pedro 1:13
                       (Versão João Ferreira de Almeida, ênfases por mim)


I will buid my life upon your love
It is a firm fundation
I will put my trust in you, oh Lord
And I will not be shaken