quinta-feira, 16 de abril de 2015

Let me BE...

Sim, por favor, deixem-me SER!

Não ter, não conquistar, deixem-me ser. Ser mulher. Ser feminina. Ser frágil. Ser delicada.

E, já agora, deixem os homens SERem. SERem masculinos. SERem másculos. SERem líderes. SERem protetores. SERem provedores. SERem cavalheiros. Deixem-nos SER!!!

Porquê que escolhi isto?

Este é um assunto que pode gerar alguma polémica, mas é uma conclusão a que cheguei...

Parece que à medida que a sociedade vai evoluindo, eu Isabel, sinto que as 'coisas', isto é, valores e padrões começam a mesclar-se de tal forma que (quase) ninguém percebe bem o que é o quê e quem é o quê.

Por exemplo:
Hoje estive à conversa com a minha super mami e falavamos dos sapatos 'brogues'.
Disse-lhe que gostava do estilo dos sapatos mas que preferia uns que fossem menos masculinos.
E ela diz-me "sinceramente eu não gosto. Aliás detesto!
Isso são sapatos de homem. Porquê que eu tenho de usar?
Mas também hoje em dia a mulher já faz tudo que o homem faz... já não há grande diferença entre um e outro.
A mulher corta o cabelo, usa as calças e faz trabalho de homem..."

E esta conversa fez-me pensar e chego à conclusão que é verdade.
Está tudo invertido.

Fiquei a pensar na culpa e ambos a detêm.

Como, perguntam-se?

Tudo tem de começar no Éden.
No local onde entrou o pecado original.

No Éden encontramos o primeiro homem, Adão, que mais do que tudo foi um preguiçoso e cobarde. E encontramos uma mulher, Eva, que mais do que tudo foi gananciosa e queria ter o 'poder' do homem.
E essa junção de preguiça+ cobardia+ sede de poder+ insurreição = pecado.
E esse pecado gerou a velha e empoeirada "guerra dos sexos".

A meu ver, parece que essa guerra funciona como um ciclo vicioso.
Parece que cada mulher nasce com um gene que é o desejo de ser mais "poderosa" que o homem e cada homem nasce com um gene de preguiça e cobardia.
Reparem no comportamento dos bebés, toddlers até chegarem à primeira infância...

O ciclo começa com um homem a cometer um falha, por mais mínima que seja, e uma mulher a fazer dessa falha um monstro de 3m ou o rebentar de uma bomba nuclear.

O homem - abatido - tenta outra vez e falha, a mulher volta a fazer outro monstro e desta vez já são 2.
Os mais perserverantes e com mais bravura voltam a tentar, os copy e paste de Adão ficam-se por ali, acobardam-se e acomodam-se.

A mulher ao ver esta reação do homem em vez de dar um passo atrás (a cena do back off) decide "erguer-se contra as forças do mal e luta até venceeeerrrr" (e ela man up).
O homem percebe que já não é necessário e efimina-se, a mulher percebe que ele falhou e masculiniza-se.

Agora acrescentem à equação do homem fraco + mulher insurreta os filhos.

Os filhos vêm o papá a ser constantemente enxovalhado pela mamã e a mamã a matar-se não só de trabalhar mas a resolver todos os outros pinchavelhos do dia-a-dia.
Os filhos rapazes crescem com a mentalidade de que "a mamã resolve porque o papá não consegue" e perdem a noção da masculinidade deles, acobardam-se e acomodam-se. As meninas crescem com a mentalidade de que "eu consigo fazer tudo porque a mamã também conseguiu e o papá não serve de muito".

Estes filhos crescem, tornam-se cidadãos ativos e potenciais companheiros. Só que eles não aprenderam a ser companheiros...
E já está o ciclo montado!

Agora um recado para mim e para todas as detentoras do cromossoma XX:

Deixem os homens serem homens. Deixem-nos serem másculos, ter aquela dureza característica (que não tem nada à ver com violência), deixem-nos serem cavalheiros (abrir as portas, dar prioridade, cuidar e até, cof cof, pagar as contas), deixem-nos cuidar e proteger. Mostem que eles são e muito necessários!

E aos detentores do cromossoma XY:

Amigos, força, sejam valentes! Assumam o vosso papel. Batam o pé!
Deixem a preguiça e a cobardia e proporcionem-nos a segurança de que estão a par, estão atentos e, principalmente, vão MESMO resolver.

Eu, Isabel, comprometo-me a "back off" se tu, homem, te comprometeres a assumir o teu papel.

Deixem-me ser mulher e largar o fardo de assumir um papel que não é meu.
Por favor, deixem-me ser... mulher!

(Eu em modo lamechas...)

Sem comentários:

Enviar um comentário

Expressar? É em baixo